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292 - Março/2017 - Eficácia comprovada

Ficha clínica: Tireoide

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Saiba o que é, os possíveis sintomas de doenças, incidência e tratamento.

Acometidos

Existem alguns fatores que contribuem para o aparecimento das disfunções da tireoide: mulheres, acima dos 50 anos de idade; pessoas já diagnosticadas com hipotireoidismo ou Tireoidite de Hashimoto são mais suscetíveis. Outras situações são: tratamento prévio com iodo radioativo para curar hipertireoidismo, exposição à radiação no pescoço ou cirurgia da tireoide previamente.

Na população geral, estima-se que a incidência do hipotireoidismo seja de menos de 1%. Entretanto, existe uma forma leve da doença que é mais frequente e ocorre em 8% a 10% das pessoas.

As mulheres são mais comumente acometidas, em uma proporção de 3:1. Em mulheres após os 40 anos de idade, cerca de 10% a 15% delas são portadoras da doença.

Nas crianças, pode ocorrer o hipotireoidismo congênito (detectada no teste do pezinho), quando o bebê nasce sem produzir os hormônios tiroidianos. Ocorre um caso a cada quatro mil nascidos vivos, sendo mais comum no sexo feminino.

Exames de detecção

Como esses sintomas e sinais são muito inespecíficos e podem ocorrer em outras doenças, se houver suspeita clínica, a dosagem no sangue de TSH – que é um hormônio produzido pela glândula hipófise (anterior), conhecido como hormônio tireoestimulante; como seu nome diz, ele age sobre a glândula tireoide estimulando-a a produzir os hormônios T3 e T4 –, e T4 livre é, na maioria das vezes, suficiente para estabelecer o diagnóstico do hipotireoidismo.

Pode-se, posteriormente, também recorrer à dosagem de anticorpos antitireoideos no sangue para se estabelecer a causa da doença, que é mais comumente associada à Tireoidite de Hashimoto. Para isso, são necessários exames de sangue de dosagens hormonais no sangue. 

Tratamento

O tratamento do hipotireoidismo é satisfatório graças à facilidade e à perfeição com que responde ao hormônio tireoidiano sintético (levotiroxina sódica). A sua absorção ocorre no duodeno, jejuno e íleo, tendo uma meia-vida de sete dias. O medicamento deve ser ingerido apenas com água, em jejum (mínimo de 30 minutos antes do desjejum) em dose única diária, em comprimidos.

Na gestante, se ela já for portadora de hipotireoidismo, a dose de reposição de T4 deverá ser aumentada em aproximadamente 50% a 85% das doses utilizadas na pré-concepção, iniciando a partir do primeiro trimestre e persistindo até o fim da gestação, voltando à dose habitual após o parto.

O controle laboratorial do hipotireoidismo, em tratamento, é feito com dosagem do TSH a cada 30 dias, sendo modificada, se necessário, a dosagem. Após a estabilização, o controle se fará a cada seis meses.

Os sinais e sintomas em duas a três semanas já apresentam melhoras. Os níveis de T4 livre em duas a cinco semanas apresentam tendência à normalização. 

Adesão

Muitos pacientes se esquecem de tomar o medicamento com certa frequência (o que prejudica o bom controle da doença) e alguns param de usar a medicação por conta própria, podendo levar a um quadro grave de descompensação e até morte.

Apesar de o tratamento ser relativamente simples, a adesão ao tratamento não é satisfatória.

O hipotireoidismo, não raramente, está associado a várias comorbidades, o que além de aumentar o número de medicamentos que o paciente tem de aplicar ou ingerir todo dia, também aumenta o peso em seu orçamento.

Existem ainda fatores decorrentes da própria doença, como o estado de letargia, de desânimo e o esquecimento cuja instalação insidiosa muitas vezes não é notada pelo paciente ou por seus familiares, nem lembrada pelo médico. Nem todos os pacientes compreendem ou assumem bem o fato de que o tratamento deve ser vitalício e terão de conviver com a necessidade de tomar medicamento todo dia pelo resto de suas vidas. 

Fontes: endocrinologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Dr. Ricardo Navarrete; endocrinologista do Hospital Santa Paula, Dra. Claudia Liboni
Autor: Vivian Lourenço

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