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293 Abril/2017 - De olho no shopper

Garantia de segurança

categoria 11044Considerando que quase 80% dos idosos brasileiros têm menos de 20 dentes na boca, constata-se que é grande o número de usuários de próteses no País. Entenda esse mercado que, hoje, contempla fixadores e higienizadores

Usar próteses dentárias, popularmente conhecidas por dentaduras, por muitos anos, foi sinônimo de desconforto pessoal e social para os usuários. Mas esse cenário tem mudado. Além das próteses surgirem do mercado com acabamento mais natural, a indústria também tem oferecido aliados que ajudam a sanar as principais queixas dos usuários, que passam por insegurança ao falar e comer; irritação quando a dentadura se move; e desconforto quando partículas de alimento entram entre a prótese e a dentadura, segundo afirma a head de marketing do Grupo Combe – detentor da marca Algasiv, Priscila Ariani.

Os fixadores de dentaduras existem, justamente, para esse fim. “Ao usar um fixador e manter a dentadura no lugar, o usuário deixa de ter insegurança e irritação”, sinaliza.

Disponíveis em formato de creme, pó ou adesivo em película, os fixadores ficam entre a prótese e a gengiva. “São uma segurança adicional aos usuários, já que eles excluem o ar entre a prótese e a gengiva”, explica a coordenadora de relacionamento institucional da GSK – detentora da marca Corega, Erika Bonito.

O farmacêutico do setor de lançamentos do Teuto – detentor da marca Segurdent, Thiago Lobo Matos, reforça que os fixadores permitem que os usuários de próteses tenham o prazer de comer alimentos que de outro modo evitariam. Eles formam uma barreira confortável que veda completa e uniformemente a superfície da prótese.

De modo geral, têm duração efetiva de até 12 horas e podem ser encontrados tanto sem sabor, quando em outras versões, como menta.

A higienização das próteses também é um processo fundamental, conforme lembra a dentista do Porto Seguro Odontológico, Dra. Jane Tonani. “Usuários de próteses totais ou parciais precisam fazer a higienização diária da boca e da língua após as refeições, evitando, assim, o mau hálito, inflamação da mucosa de suporte da prótese e a proliferação de doenças, como candidíase (sapinho)”, alerta.

Mas apesar dessa importância, na maioria das vezes, esse processo não é realizado. “Mais de 80% dos usuários de próteses não as higienizam adequadamente”, constata Erika, da GSK. 

E, hoje, o mercado oferece artigos específicos para esse processo: os limpadores de dentaduras antibacterianos, em formato de pastilhas efervescentes. De acordo com a indústria, esses produtos são capazes de matar mais germes do que os cremes dentais.

Fixadores

Em creme: sobre a dentadura limpa e úmida, deve-se aplicar pequenas quantidades do creme adesivo em porções separadas e, na sequência, introduzir a dentadura na boca e pressioná-la por alguns segundos. Ao terminar a aplicação, é importante limpar a abertura do tubo com papel ou pano seco, fechando-o em seguida.

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Em pó: sobre a dentadura limpa e úmida, deve-se aplicar, uniformemente, uma camada fina do fixador em pó, ao longo da superfície de contato da dentadura. Depois disso, pode-se introduzir a dentadura na boca e pressioná-la por um minuto.
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 Em película:  com a prótese limpa e seca, deve-se colocar a película sobre ela e recortar as áreas que fiquem sobrando. Depois, umedecer a película, alisá-la com o dedo, a fim de retirar qualquer dobra ou ruga; e colocar a dentadura na boca, pressionando-a por alguns segundos.

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Higienizadores de próteses

Aplicação:  usar um comprimido em água morna (não quente) em quantidade suficiente para cobrir a prótese e deixá-la imersa por cinco minutos. Depois disso, escovar a dentadura com a solução, usando uma escova macia e enxaguar com água corrente. A solução remanescente deve ser descartada logo após o uso.

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Panorama da saúde bucal dos brasileiros


O que leva os brasileiros a perder os dentes de forma completa ou parcial? A dentista do Porto Seguro Odontológico, Dra. Jane Tonani, fornece uma perspectiva de como está a saúde bucal no País.

• Causas do problema: falta de cuidados preventivos, escassez de dentistas em algumas regiões do Brasil, falta de acesso aos tratamentos, além da falta de condições financeiras que culminam na extração dentária. 

Acidentes, doenças mais graves, quimioterapia, tratamentos odontológicos mal realizados, mau posicionamento dos dentes que favorecem o desgaste e dificultam a correta higienização e bruxismo também podem ser a origem do problema.

• Sorriso incompleto: uma pesquisa realizada pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), em 2010, e publicada no Portal do Conselho Federal de Odontologia (CFO), informou que quase 80% dos idosos brasileiros têm menos de 20 dentes na boca, lembrando que uma dentição completa é composta por 32 dentes. E a Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que 15% dos brasileiros usam próteses totais*.

• Os mais suscetíveis: o mesmo estudo da USP apontou que as pessoas que tinham maiores chances de perder os dentes eram aquelas com baixa escolaridade, que não receberam informações sobre como prevenir doenças bucais e demoraram mais de três anos para ir ao dentista ou foram apenas em situações de emergência.

• Falta de próteses: a pesquisa releva que, aproximadamente, 35% dos idosos que precisam de dentadura não têm acesso a ela.

• Além do visual: a falta dos dentes, principalmente nas pessoas com menos de 20 dentes na boca, além de interferir na estética, compromete, funcionalmente, a mastigação e a fonação.

• Investimento em informação: a saúde bucal dos brasileiros precisa melhorar, pois a população em geral não dá a devida atenção aos cuidados necessários com os dentes. Por isso, é preciso desenvolver um trabalho/campanhas de incentivo, prevenção e conscientização sobre a importância de ir ao dentista regularmente e de realizar a higienização corretamente, como escovação frequente e uso do fio dental.

*Dados complementares fornecidos pelo Grupo Combe.

De olho nas gôndolas

Os fixadores de dentaduras possuem um grande potencial mercadológico devido, principalmente, ao crescente envelhecimento da população. “Em 2016, foram comercializados mais de seis milhões de caixas de fixadores de próteses dentárias, segundo dados do Close-Up International. Em valores, foram mais de R$ 133 milhões em preço lista”, afirma Matos, do Teuto, acrescentando que por se tratar de um produto para saúde, esta categoria não possui um preço máximo ao consumidor (teto) definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). 

“De modo geral, a rentabilidade de fixadores para dentadura é mais alta do que produtos de cuidado pessoais de maior volume, como cremes dentais, sabonetes e xampus”, revela Priscila, do grupo Combe.

Ela, reforça, ainda, que quase que a totalidade das vendas de adesivos de dentadura é feita nas farmácias. “Este é um canal onde as pessoas estão mais acostumadas. Poucos consumidores buscam esses itens em supermercados ou canais alternativos”, destaca.

Dessa forma, é válido explorar a visibilidade dos itens. Por se tratarem de produtos para saúde, os fixadores de próteses dentárias não possuem restrição para ficarem alocados nas gôndolas do ponto de venda (PDV), ao alcance dos consumidores.

“O ideal é expor essa classe de produtos no autosserviço e não atrás do balcão, pois muitos consumidores ainda têm vergonha de pedir o item para o farmacêutico ou atendente”, alerta Matos.

Nas gôndolas, os fixadores e higienizadores de próteses dentárias devem ficar expostos próximos à categoria de higiene oral. Priscila indica, ainda, que os itens devem estar na altura dos olhos, considerando tanto a maior rentabilidade dessa categoria comparada aos outros itens de cuidados orais, quanto o perfil do público consumidor, que tende a ser idoso.  

Autor: 
Kathlen Ramos

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