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296 - Julho/2017 - Farmacêutico na mira

Colestrol e Triglicérides: índices de risco

colesterol 1Apesar de sempre ser tido como doença, o colesterol não é ruim. Trata-se de uma das inúmeras substâncias produzidas e utilizadas pelo organismo para o corpo saudável; seu excesso é que é prejudicial

Um dos exames que não podem faltar em qualquer checkup é o de colesterol, sempre associado de maneira pessimista pelos pacientes. Mas nem sempre é assim: se os níveis estiverem dentro dos padrões, ele pode trazer muitos benefícios ao organismo.

O colesterol, como explica o cardiologista do Hospital CEMA, Dr. Carlos Alberto Pastore, é um componente fundamental para a integridade das células e produção de hormônios. Seu excesso na circulação, entretanto, pode ser danoso ao organismo.

“Tem o papel fundamental de participar da formação da membrana celular. Mas, em excesso, pode levar a algumas doenças cardiovasculares. Temos duas fontes de colesterol e triglicérides: uma derivada de alimentos e outra produzida pelo próprio organismo, especialmente no fígado”, completa o cardiologista do Hospital e Maternidade São Cristóvão, Dr. Fernando Barreto.

Além disso, existem dois tipos de colesterol. O HDL (lipoproteína de alta densidade) que é o colesterol bom. Tem o papel de carregar e limpar o organismo do colesterol ruim, este conhecido como LDL (lipoproteína de baixa densidade). É o LDL o responsável por formar placas de gordura nos vasos, que poderão, em alguns casos, levar ao infarto e aos Acidentes Vasculares Cerebrais (AVCs).

“São diagnosticados por meio do exame de sangue. Pela última diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), o colesterol total desejável é menor que 200 mg/dL. Já o nível ótimo do LDL é menor que 100 mg/dL e o nível ótimo de HDL é maior que 60 mg/dL”, pontua o Dr. Barreto.

Desde a infância, os níveis de colesterol devem ser monitorados, segundo informa a Neo Química. Caso a fração total do lipídeo seja inferior a 200 mg/dL, há diminuição considerável dos riscos. Pacientes com histórico familiar de doenças cardiovasculares devem consultar o cardiologista para acompanhamento e, principalmente, realizar reeducação alimentar, mudança no estilo de vida e, eventualmente, tratamento com medicamentos indicados.

Já os triglicérides são a principal forma de gordura do organismo, usados como fonte de energia, transporte de lipídeos e, quando em excesso, como “reserva” de energia nos tecidos adiposos. “O colesterol tem fonte de produção no fígado e na alimentação, mas, diferente do que muitos acreditam, sua fonte alimentar não vem das gorduras e, sim, do excesso de carboidratos da dieta”, destaca o cardiologista do Hospital Santa Paula, Dr. Fabrício Borges.

COLESTEROL x INSUFICIÊNCIA CARDÍACA (IC)

A principal causa de Insuficiência Cardíaca (IC) é a doença coronária, ou seja, pacientes que apresentaram um infarto do miocárdio e, posteriormente, evoluíram com enfraquecimento do músculo do coração.

Segundo o cardiologista do Hospital Samaritano de São Paulo, Dr. José Renato Neves, essa relação acontece quando os níveis elevados de colesterol e de triglicérides favorecem obstruções em artérias, levando a lesões do músculo cardíaco e a uma maior prevalência de miocardiopatia isquêmica, além do desenvolvimento de IC congestiva, mesmo sem infarto prévio.

“A dislipidemia, em especial a presença de colesterol ruim (LDL) elevado, figura entre os principais fatores de risco para o infarto, desta forma, fazendo a prevenção/tratamento da dislipidemia, estamos consequentemente reduzindo a chance do indivíduo desenvolver a patologia”, explica o cardiologista

do Hospital Santa Paula, arteria 1

Dr. Fabrício Borges.

Grupos de risco

O alto colesterol e os triglicérides podem existir de forma distinta em cada indivíduo, tanto por fatores ambientais como genéticos. “Quando falamos de doenças cardiovasculares, os pacientes de maior risco são aqueles que apresentam múltiplos fatores que, em conjunto, tornam aquela pessoa mais suscetível a apresentar a doença. Dessa forma, pacientes diabéticos, hipertensos, tabagistas e aqueles com antecedente familiar estão sob maior risco”, alerta o Dr. Borges.

Vale lembrar que o risco relacionado à elevação do colesterol e triglicérides é linear, ou seja, quanto mais elevado, maior é. Outro aspecto importante em relação aos triglicérides é que seu risco é ainda mais importante na presença de HDL baixo.

A taxa de incidência de altos índices de colesterol associado a doenças cardiovasculares é maior em homens e em torno de três vezes mais que nas mulheres antes da menopausa, devido à produção de hormônios femininos (progesterona, estrogênio) que ajuda a elevar os índices de HDL, fator protetor dos vasos sanguíneos. Após a menopausa, estatisticamente, a incidência de risco cardiovascular se iguala a homens e mulheres, como alerta o cardiologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Dr. Firmino Haag.

“É interessante ter consciência, também, de que o aumento das taxas de colesterol está diretamente associado ao estilo de vida. Existem também doenças e condições que ocasionam a elevação, como diabetes, alcoolismo, problemas na tireoide e renais”, complementa.

                                              PREVENÇÃO E TRATAMENTOS

Grande parte do colesterol é produzido pelo próprio fígado. Algumas pessoas possuem uma condição médica conhecida como hipercolesterolemia. É quando mesmo com uma alimentação ideal e saudável, os níveis de colesterol permanecem altos. 

Neste caso, é necessário realizar acompanhamento médico e uso de medicamentos da classe das estatinas – como a atorvastatina cálcica – que atuam diretamente no fígado, inibindo a produção de colesterol LDL (colesterol ruim). São medicamentos seguros e importantes para a prevenção de doenças cardiovasculares. 

O controle é feito com medidas farmacológicas (medicamentos) e não farmacológicas (hábitos de vida). É importante que os tratamentos sejam feitos em associação, ou seja, a população não deve se abster de hábitos saudáveis só porque o controle não acontece só com os medicamentos. As mudanças de hábitos servem tanto para tratamento quanto para a prevenção do desenvolvimento das dislipidemias.

Mudanças de hábitos

• Perda de peso: há evidências de que uma perda de 5% a10 % do peso pode resultar em redução de até 20% do nível de triglicérides e uma redução também no nível de colesterol.

• Alimentação: as gorduras trans e saturadas podem aumentar tanto o colesterol quanto os triglicérides. Sugere-se a retirada de derivados do leite integral, carnes com alto teor de gordura, preparo das carnes com retirada prévia da gordura visível (como a pele do frango) e vale lembrar que o azeite é saudável desde que não seja aquecido.

Os carboidratos simples, principalmente frutos, tendem a aumentar os triglicérides (farinha branca; massas; açucares; e tubérculos, como batata, mandioca, etc.)

A ingestão de fibras solúveis e fitosteróis também tem papel importante na redução do colesterol total e sua fração LDL colesterol ruim.

• Álcool: a ingestão de quantidade moderada a alta de álcool pode aumentar tanto o colesterol quanto os triglicérides, principalmente os últimos.

• Atividade física: tem um grande impacto na melhora dos níveis, principalmente, dos triglicérides, mas também tende a aumentar o HDL (colesterol bom) e reduzir o LDL.

É recomendada a atividade aeróbica, em treinos de 30 a 60 minutos, de leve a moderada intensidade, num total de 150 a 300 minutos por semana.

COLESTEROL 4

 

Percepção da doença

O brasileiro tende a ignorar a importância de uma alimentação adequada e seu papel na prevenção de doenças. De acordo com o cardiologista do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco, Dr. André Feldman, a má alimentação não é a única causa de elevação de colesterol, ela vem associada a um componente genético. Porém, por não levar a sintomas, o seu controle é frequentemente negligenciado pelas pessoas.

A população, de uma forma geral, tende a não se preocupar muito com o assunto. Uma vez que a doença é assintomática e que a informação nas mídias digitais, muitas vezes, é equivocada; a conscientização é a maior arma.

Além disso, o cardiologista do Hospital Santa Paula pontua que é importante ressaltar que o problema é crônico, relacionado à deposição progressiva de gordura nas artérias e que quanto maior o nível e maior o tempo de exposição, maior a chance de desenvolver sua apresentação clínica, como Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), AVC ou doença vascular periférica.

Dados americanos mostram um aumento no número de pacientes tratados, mas ainda em valores muito baixos. Dos pacientes com o diagnóstico, somente 48% recebem tratamento e, de uma forma geral, somente 33% têm suas metas de controle atingidas.

INCIDÊNCIA NA POPULAÇÃO

 

Um a cada 500 habitantes apresentam taxas de colesterol elevadas por fatores genéticos.

77 milhões de pessoas estão com taxas de colesterol e triglicérides acima da meta.

• Em adultos maiores que 20 anos de idade, a incidência é em torno de:

colesterol incidencia

• Em adolescentes (12 a 19 anos de idade), a presença de colesterol ou triglicérides é de:

colesterol incidencia 2

Fontes: cardiologista do Hospital Santa Paula, Dr. Fabrício Borges; e cardiologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Dr. Firmino Haag

 

 

 

Foto: Shutterstock

 

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