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204 Nov/2009 Centros de bem-estar

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Prepare a loja para o natal

É lucrativo explorar datas em que os consumidores estão mais propensos às compras, como natal, época de grande procura por produtos típicos do verão

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Mercado virtual com lucro real

As vendas expressas de medicamento vêm ganhando cada vez mais espaço no Brasil, pelo telefone ou pela internet, 850 mil novos clientes resolveram testar a eficiência dos serviços delivery em 2008. O segmento movimentou mais de R$ 166 milhões no último ano e tem ainda mais espaço para crescer

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Inclusão que gera lucro

Além de dar acesso dos mais pobres aos medicamentos, o programa farmácia popular" tornou-se grande oportunidade de negócio. Há fila de espera para novos conveniados

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A Rede Panvel já tem 208 lojas conveniadas com o governo federal e foi uma das pioneiras na adesão à bandeira da farmácia popular

Criado pelo governo federal em 2006, o programa "Aqui tem Farmácia Popular" já é um grande sucesso em todo o Brasil. Através da parceria entre o Ministério da Saúde e as redes de farmácia particulares, qualquer brasileiro pode procurar as lojas identificadas com a bandeira verde e amarela e comprar medicamentos para doenças como hipertensão e diabetes. A lista inclui doze diferentes tipos de princípios ativos e diversos anticoncepcionais.
Para usufruir do benefício, o paciente deve apresentar a receita médica e o CPF no ato da compra. Na hora de pagar, ele desembolsa apenas 10% do valor de face do produto. O restante é subsidiado pelo governo federal, que desde a criação dos convênios já investiu mais de R$ 700 milhões no programa.

Nos cálculos do Ministério da Saúde, a bandeira "Aqui tem Farmácia Popular" já conta com 7.292 lojas particulares conveniadas em todo o País. A meta do governo federal é chegar a 20 mil farmácias e drogarias conveniadas até o final de 2010. Juntas, as farmácias e drogarias conveniadas com o governo atendem 1,6 milhão de brasileiros todos os meses.
Além de beneficiar a população mais pobre, o selo das farmácias populares tem sido um grande negócio para os empresários. No primeiro semestre de 2009, as 25 redes associadas à Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) faturaram R$ 82 milhões com a venda de medicamentos para esse público.

A bandeira "aqui tem farmácia popular" já conta com 7.292 lojas particulares conveniadas em todo país

O número é três vezes maior que o do mesmo período de 2007 e 8% superior ao registrado no primeiro semestre de 2008. Mantida a linha de crescimento até o mês de dezembro, o desempenho do mercado em 2009 poderá superar o do ano passado, quando o faturamento atingiu R$ 166 milhões em doze meses.
Segundo a Abrafarma, as redes associadas à entidade atenderam mais de 3,5 milhões de clientes por meio dos convênios em 2009. Foram quase oito milhões de produtos vendidos no período e a tendência é que esse sistema ganhe ainda mais importância para as empresas, à medida que o governo federal amplie o orçamento destinado ao programa.

Apesar de a lista de medicamentos conveniados ser reduzida, as empresas que fazem parte da bandeira do governo federal mostram-se satisfeitas com a proposta. A simples presença de novos clientes nas lojas significa um grande benefício para elas, segundo o diretor de varejo da Panvel. A rede gaúcha já tem 208 lojas conveniadas com o governo federal e foi uma das pioneiras na adesão à bandeira da farmácia popular. Atuando principalmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, a empresa pretende ampliar o programa para todas as 248 lojas até o início de 2010. "É um projeto que facilita e universaliza as políticas governamentais, mas também contribui para a penetração da nossa marca na vida desses consumidores", comenta Luiz Antonio dos Santos, diretor de marketing da Panvel.

Como fazer parte do programa

A ampliação do selo na rede Panvel esbarra justamente na alta procura dos empresários. Neste ano, mais de 8.800 farmácias fizeram o pré-cadastro no site da Caixa Econômica Federal em busca da licença. Mais de 4 mil empresas já entregaram a documentação necessária ao Ministério da Saúde e aguardam análise do pedido. O período médio para a aprovação dos processos é de cinco meses, segundo o diretor de assistência farmacêutica do Ministério da Saúde, José Miguel Júnior. "O programa passou por uma auditoria de quase dois meses, que paralisou a aprovação de novos convênios no início do ano. Essa demora tem sido sanada aos poucos, porque a equipe do Ministério é reduzida e o número de processos acumulados é muito grande", justifica Miguel Júnior.

A cada nova inauguração, as grandes redes de farmácias são obrigadas a procurar a Caixa Econômica e entrar na fila de espera. É um processo que tem sido alvo de reclamações dos empresários e que muitas vezes resulta em prejuízos para os negócios: "Muitos clientes não entendem por que uma loja atende ao programa e outra não, se pertencem à mesma rede. Eles acham que o gerente da nova unidade é que não quer vender o produto", lamenta o presidente da Abrafarma, Sérgio Menna Barreto. A entidade tenta um acordo com o Ministério da Saúde para agilizar a aprovação dos processos para essas empresas já cadastradas no programa, mas ainda não há acordo.

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A data limite do pré-cadastro dos candidatos ao convênio neste ano encerrou-se no dia 28 de agosto e o Ministério promete analisar todos os pedidos feitos no período. O responsável pelo programa não deu nenhum prazo para acabar com a fila de espera, mas alerta que é de interesse do próprio governo agregar novos associados ao programa. "A nossa meta é atingir pelo menos 12 mil lojas cadastradas este ano. É o que o nosso orçamento permite e estamos nos esforçando para isso", afirma Miguel Júnior, do Ministério da Saúde.

Exigências

Para conseguir as licenças, os empresários precisam atender a uma série de exigências legais, como o correto alvará de funcionamento da loja ou a regularização do estabelecimento na Previdência Social, na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e no Conselho Regional de Farmácia (CRF).
Outra exigência diz respeito à norma 749/09, que obriga as farmácias e drogarias a guardarem cópia de todas as receitas que resultaram em venda para o cliente e pedido de subsídio. O documento tem de ser arquivado por até cinco anos e sempre que solicitado pelo Ministério da Saúde deve ser apresentado.

Nas grandes redes como a Panvel, cada loja tem um scanner para digitalizar os documentos e arquivá-los em disco rígido. Já nas farmácias menores como a DrogaMais Siam, de Londrina, o processo ainda é manual e os empresários disponibilizam máquinas de xerox para fotocopiar as receitas.
A drogaria paranaense é conveniada à bandeira "Aqui tem Farmácia Popular" há dois anos e, segundo Hélio Moco, que é o dono da loja e presidente da rede associativa Drogariamais, as vendas dessa categoria representam apenas 5% do total de faturamento da empresa. O baixo desempenho é atribuído pelo administrador à forte concorrência e ao valor tabelado dos medicamentos inclusos no programa. Por mais que as vendas sejam baixas, entre uma compra e outra o cliente sempre leva outro produto pra casa", analisa o empresário

Em muitos estados brasileiros o programa "Aqui tem Farmácia Popular"é a principal fonte de receita das pequenas drogarias, segundo o diretor de assistência farmacêutica do Ministério da Saúde. "É uma parceria única no mundo e que movimenta toda a cadeia do mercado farmacêutico", destaca Miguel Júnior do Ministério da Saúde.

Exigências do Programa

Qualquer farmácia do País pode fazer parte do programa "Aqui tem Farmácia Popular". As inscrições só serão abertas novamente em 2010, através do site da Caixa Econômica Federal. Até lá o empresário deve providenciar os seguintes documentos:

 CNPJ e registro na Junta Comercial. 
 Autorização de funcionamento atual emitida pela Anvisa.
 Certidão Negativa do INSS. 
 Registro do farmacêutico responsável no Conselho Regional de Farmácia. 
 Requerimento e Termo de Adesão preenchido e com firma reconhecida.

Após o pré-cadastro no site da Caixa, a documentação deve ser remetida em até trinta dias para o Ministério da Saúde, em Brasília. Os documentos serão analisados e, se a empresa cumprir os pré-requisitos, o convênio será publicado no Diário Oficial da União e o lojista terá acesso ao sistema que autoriza a venda dos medicamentos.

Mais informações no site do Ministério da Saúde: www.saúde.gov.br/aquitemfarmaciapopular

Unidades próprias do governo

A intenção do governo federal era manter apenas redes próprias de farmácias, onde os produtos fossem oferecidos gratuitamente ou a preço de custo para os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Com o nome de Farmácia Popular do Brasil, o projeto nasceu em 2004 e logo se constatou a dificuldade que seria a criação de farmácias desse porte em todos os 5.564 municípios brasileiros. Foi então que os empresários foram chamados e ajudaram na criação do atual sistema de controle e fiscalização das vendas nas redes particulares.
Porém, as chamadas "Farmácias Populares" existem paralelamente e já totalizam 520 unidades próprias em todo o território nacional. O projeto recebeu o aporte de R$ 325 milhões em cinco anos de existência e atende cerca de 950 mil pessoas todos os meses.

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A intenção do Ministério da Saúde é ampliar o número de lojas para 600 até o final de 2010.
No elenco de medicamentos das farmácias populares constam 107 itens, como analgésicos, anti-hipertensivos, medicamentos para diabetes, colesterol, gastrite entre outros. Porém, as ONGs e entidades de defesa do SUS lutam para que o governo amplie o número de patologias atendidas pelo programa. A reivindicação é a mesma dos filiados ao programa "Aqui tem Farmácia Popular", que também almejam uma nova lista de medicamentos que possam ser comercializados no sistema de subsídios.

 

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