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Oriente os consumidores sobre o tratamento de doenças sazonais

doencas sazonais 15066Existem vírus específicos para cada época do ano

As altas temperaturas e a época das férias aumentam as viagens familiares e, com isso, há um risco de contato maior com alimentos e água contaminada, o que pode ocasionar inflamações do aparelho gastrointestinal ou respiratório, ocasionando as famosas viroses. Tecnicamente, virose é qualquer doença causada por um vírus.

“Normalmente chamamos de viroses doenças benignas causadas por um vírus não conhecido”, explica a infectologista do Lavoisier Medicina Diagnóstica, Dra. Maria Lavinea Novis de Figueiredo. São muitos os agentes causadores de viroses (rotavírus, enterovírus, norovírus, influenza etc.) e, além desses, há outros tipos de agentes (bactérias como a Escherichia coli) que causam doenças com sintomas parecidos.

Pelo fato de ter um diagnóstico muito genérico, a pediatra do Lavoisier Medicina Diagnóstica, Dra. Natasha Slhessarenko, ressalta que virose é um termo que não deve ser usado. “A incidência depende do tipo do vírus: no verão são mais comuns as gastrointestinais por causa da exposição à praia, piscina e alimentos de rua. Já as viroses respiratórias são mais comuns no inverno.”

Por isso, os médicos ressaltam que o problema é sazonal, ou seja, existem vírus específicos para cada época do ano. “Dessa forma, as viroses não são mais frequentes no calor, pois existem vírus que são mais comuns no inverno e outros no verão. Praticamente, temos vírus causando doenças o ano todo”, acrescenta a pediatra do Hospital Israelita Albert Einstein, Dra. Milena de Paulis. “Por exemplo: outono e inverno possibilitam a contaminação por vírus respiratórios e também daqueles que provocam as diarréias. Na primavera temos as doenças respiratórias e os vírus da catapora e da diarréia, no verão também temos os das diarréias, da dengue, das verrugas simples de pele”, ressalta a médica.

Devido a essa variedade de agentes, a Dra. Maria Lavinea ressalta que não é possível dizer, de maneira genérica, que há aumento de viroses nesta época do ano. “Com essa ressalva, pode-se observar que no verão costuma haver aumento de viroses gastrointestinais, que atacam boca, estômago e o intestino.” Pelo aumento da temperatura e pelo fato de as pessoas viajarem e comerem em locais nos quais não estão acostumadas (e alimentos diferentes, muitas vezes crus ou que ficaram expostos ao calor), ocorre o aumento desse tipo de virose.


Primeiros sintomas e tratamento

 
A pediatra Dra. Natasha Slhessarenko aponta que os primeiros sintomas da virose do trato intestinal são a febre, vômito, diarréia e dor na barriga. “Esse quadro dura entre três e cinco dias e são tratados, em sua maioria, sozinhos. Há somente a necessidade de medicamentos para controlar a febre e o vômito, além da ingestão de líquido em abundância para a hidratação.”

Dependendo do tipo de vírus, podem-se ter sintomas específicos que fazem com que se reconheça mais facilmente o tipo de vírus causador da doença, como é o caso da catapora, do sarampo ou da mononucleose. Porém, dificilmente o vírus causador da virose mais simples é detectado. “Sintomas como prostração intensa, respiração rápida e curta devem ser avaliados sempre que estiverem presentes”, aponta Dra. Milena.

Apesar de os especialistas garantirem que os sintomas da virose desaparecem ao longo de uma semana, a infectologista Dra. Maria Lavinea aconselha que, se não houver sinais de melhora a partir do terceiro dia, é recomendável procurar um médico. A pediatra Dra. Natasha ressalta que é difícil ter apenas um medicamento capaz de agir sobre o vírus, por isso eles não são prescritos. O maior cuidado mesmo precisa ser com a febre. Os pacientes precisam de orientação em relação aos medicamentos que cortam a diarréia, já que esse é um processo de limpeza do organismo. “Tratam-se os sintomas com antitérmicos, analgésicos, repouso, boa hidratação e alimentação. As viroses têm começo, meio e fim, por isso não há motivo para preocupação”, esclarece Dra. Milena.

Durante o tratamento, os especialistas aconselham que a alimentação também mude, as pessoas devem dar preferência ao consumo de alimentos leves e de fácil digestão, como as frutas, legumes, verduras e carnes magras cozidas. Além disso, a orientação é evitar alimentos muito condimentados, gordurosos, gasosos e de difícil digestão. Contra a desidratação, deve-se ingerir, no mínimo, a mesma quantidade de água perdida por meio dos vômitos e da diarréia.
 

Prevenção simples e eficaz
 
Como as viroses são contraídas pelo contato com pessoas, alimentos e água contaminada, o melhor método de prevenção é evitar o contato com esses ambientes. “Lavar as mãos, evitar aglomeração, arejar bem os ambientes, manter boa alimentação e hidratação; não mandar o filho doente para a escola tanto para evitar a transmissão para outras crianças quanto para manter repouso e dar condições ao sistema imunológico de resolver a infecção”, destaca Dra. Milena.

Dra. Natasha, do Lavoisier, acrescenta que há uma diferença entre as viroses em adultos e crianças. “Os pequenos toleram muito mais o problema do que os adultos, na maioria das vezes, já que a enfermidade é própria das crianças.” Viroses gastrointestinais decorrentes de alimentos contaminados podem acometer qualquer faixa etária, podendo ter sintomas mais exacerbados, inclusive com duração mais extensa, nos pequenos e nos idosos.
 
Foto: Shutterstock

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