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Abrangência da indústria

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Empresas anunciam investimentos e acreditam na força do mercado interno

Ainda que lenta e timidamente, a economia brasileira vem se recuperando a partir da segunda metade de 2012. O Produto Interno Bruto (PIB), que apresentou crescimento perto do zero no primeiro semestre, voltou a crescer no segundo, devendo fechar o ano entre 1% e 1,5% de aumento. O índice é pouco pelas necessidades brasileiras, mas sugere certo alívio, segundo alguns economistas, tendo em vista o cenário econômico mundial adverso, provocado, sobretudo, pela crise da União Europeia, reação ainda tímida da economia dos EUA e pelo crescimento econômico muito reduzido ou negativo nos países desenvolvidos em geral. Pode-se considerar que a elevação da produção industrial no início do segundo semestre de 2012, após queda de 3,6% no primeiro, foi consequência das medidas de estímulo ao consumo adotadas pelo governo. Outro dado positivo diz respeito aos números do mercado de trabalho. Apesar da queda da economia, o desemprego não se elevou nos últimos anos, apresentando uma das taxas mais baixas já registradas, 6%. Melhorou também a distribuição de renda e o rendimento do trabalhador.

Para o consultor do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Daniel Keller, a produção da indústria deve expandir pouco, algo em torno de 3,5% ao longo do ano, e a taxa de desemprego deve manter os baixos patamares. “O consumo estará um pouco aquecido e a inflação em torno de 5%”, prevê o economista. Porém, nesse quadro em que a produção industrial como um todo tem recuperação lenta, o setor farmacêutico se destaca como um ponto fora da curva. A indústria farmacêutica está entre os segmentos que têm conseguido sustentar crescimento na casa dos dois dígitos apesar da crise internacional e do desaquecimento interno. Ao longo dos últimos anos, a taxa de crescimento das vendas de medicamentos no Brasil tem sido seis vezes superior ao desempenho dos mercados desenvolvidos, segundo a Federação Internacional da Indústria Farmacêutica. Em 2011, o faturamento da indústria farmacêutica brasileira apresentou forte elevação – 18,7% em relação ao ano anterior, atingindo R$ 44 bilhões. Em 2012, cresceu perto de 10%, atingindo R$ 48,4 bilhões. Em unidades, o setor movimentou 2,5 bilhões de caixas, contra 2,3 bilhões vendidas em 2011.

“Apesar da queda nas margens de rentabilidade das empresas, o saldo foi positivo. Além de conquistar novos consumidores das classes C, D e E, a indústria farmacêutica se beneficiou do quadro de pleno emprego experimentado atualmente no País”, pondera o presidente-executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma), Nelson Mussolini. “Essa situação leva as pessoas a cuidar melhor da saúde e consultar médicos com mais frequência, o que naturalmente eleva o número de prescrições, estimulando o mercado de medicamentos.”

Segundo Daniel Keller, do Iedi, este é um segmento distinto da média da indústria devido, entre outros fatores, à inclusão de milhões de novos consumidores.

Apostas industriais

As indústrias do setor estão apostando nesses fatores para manter os investimentos. “O mercado farmacêutico continua apresentando inúmeras oportunidades em face de outros segmentos. 2012 foi um ano de bastante crescimento para a Boiron no Brasil. Crescemos 92% no primeiro semestre do ano, seguindo a mesma tendência no segundo semestre”, revela o diretor da Boiron Brasil, Ricardo Ferreira. “Para 2013, esperamos consolidar a presença da Boiron em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e em outros estados, principalmente Goiás, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, além de Minas Gerais.” Segundo o executivo, existem três novos medicamentos em fase final de registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a serem lançados.

“Dentro do segmento de saúde, o setor farmacêutico tem razões para estar otimista com o potencial de crescimento do Brasil. De nossa parte, estamos nos preparando para investimentos que são compatíveis e alinhados com a estratégia de apostar em biofármacos”, afirma o presidente da Bristol-Myers Squibb Brasil, Gaetano Crupi. Em 2007, a empresa mudou de estratégia para focar em biofármacos, visando descobrir, desenvolver e disponibilizar medicamentos para suprir necessidades médicas não atendidas dos pacientes com doenças graves. Hoje a companhia afirma contar com mais de 60 moléculas em desenvolvimento, sendo um terço delas biológicas, e o Brasil é considerado um mercado estratégico para o grupo. O valor de investimento em P&D estimado para o Brasil até o final do ano superou US$ 5 milhões para o desenvolvimento clínico de 16 moléculas. “Nossos resultados nos últimos anos têm sido muito positivos e têm validado a decisão de investir com foco em inovação e o Brasil integra as principais pesquisas clínicas para desenvolvimento de drogas inovadoras”, afirma Crupi.

Outra empresa que aposta no desenvolvimento de produtos para crescer no Brasil é a EMS, líder de mercado há seis anos consecutivos e com portfólio composto por duas mil apresentações de medicamentos. Para 2013, a companhia espera continuar com crescimento acima do mercado, mantendo investimento de 6% do faturamento anual em P&D. “A EMS dobra de tamanho a cada três anos e tem o objetivo de continuar com esse expressivo desempenho, destacando-se em todos os segmentos de atuação”, afirma o vice-presidente corporativo da EMS, Mario Nogueira. A empresa investe atualmente R$ 600 milhões em um plano de expansão que contempla a construção de fábricas em Manaus, Brasília e Jaguariúna (SP), além de uma nova unidade de embalagens na sede, em Hortolândia (SP). Com as novas fábricas em funcionamento, o laboratório prevê aumentar a capacidade produtiva dos atuais 600 milhões de unidades (caixas de medicamentos) por ano para um bilhão de unidades anuais. Entre janeiro e setembro de 2012, a empresa registrou faturamento 30,3% maior em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto o mercado faturou 16,6% a mais. Em termos de unidades comercializadas, houve crescimento de 20,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto o mercado cresceu 11,4%.

A Hypermarcas acumulou nos primeiros nove meses de 2012 receita líquida de R$ 2,9 bilhões, com expansão de 14,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. A divisão farma, que respondeu por 55,6% da receita, cresceu 25,2% no período, em comparação com os meses equivalentes do ano anterior. Em setembro, a divisão atingiu nível recorde de produção, com mais de 45 milhões de unidades de medicamentos fabricadas, e registrou nível histórico de demanda trimestral por seus produtos – acima de R$ 1,1 bilhão, com crescimento de 24% em relação ao terceiro trimestre do ano anterior. Para 2013, a empresa terá como foco o investimento em inovação, marketing e no relacionamento com distribuidores e varejistas.

Já a Natulab projeta lançar perto de 30 produtos em 2013. Com esses lançamentos a companhia pretende se consolidar como uma das referências nacionais em fitoterápicos e suplementos alimentares, sem contar o incremento da linha de Medicamentos Isentos de Prescrição (MIPs) e o início no segmento de genéricos. A companhia registrou, entre janeiro e setembro de 2012, um dos maiores índices de crescimento do faturamento da história – 75%, se comparado ao mesmo período do ano anterior.

A expectativa para 2013 prevê a ampliação das linhas de produção e inicia a construção de um novo parque fabril e de um centro de distribuição.

Sem ainda ter os números de 2012 fechados, a Pfizer revela que no último ano pôde colocar em prática seu objetivo de expandir atuação em mercados emergentes, como o Brasil. Parte dessa estratégia envolveu a aquisição parcial do laboratório Teuto, que ao completar um ano em 2011, possibilitou lançamentos de genéricos importantes. Já a Teuto, entre 2011 e 2012, teve crescimento de 235,2% em lucro líquido e avançou 25% em geração de valor. A rentabilidade aumentou 22,9%. O laboratório investiu nesse período R$ 80 milhões na ampliação da capacidade produtiva. Apenas em 2011, foram lançados 70 produtos, entre eles, moléculas importantes, como sildenafila, atorvastatina e topiramato. Além dos aportes na ampliação do parque industrial e dos lançamentos, a companhia ampliou o investimento em mídia nacional e regional, promoveu fortalecimento do canal de distribuição e a aproximação com a classe médica.

A Takeda do Brasil, controladora da Nycomed, estima em 15% o crescimento dos negócios em 2012. Segundo o presidente da Takeda Brasil, Giles Platford, os lançamentos bem-sucedidos ao longo do ano contribuíram para o resultado previsto. Em julho, o grupo adquiriu a Multilab, que, segundo Platford, irá acelerar o crescimento, permitindo à Takeda acesso a novos consumidores da classe C emergente. “Com esse movimento estratégico, passamos a figurar entre as dez principais farmacêuticas brasileiras”, salienta o executivo.

 


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