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Varejo crescerá acima do PIB

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Ancorado pela baixa taxa de desemprego e pelo crescimento da renda, setor prevê manter os bons resultados de 2012. Segmento farmacêutico deve acompanhar tal movimento, com projeção na casa dos dois dígitos

As expectativas do setor de comércio indicam que 2013 manterá as elevadas taxas de crescimento dos últimos anos, que oscilaram entre 7% e 9%. Segundo o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio, no acumulado de janeiro a outubro de 2012, a atividade varejista cresceu 9,5% frente ao mesmo período do ano anterior, com previsão de fechar o exercício em 10%. “O varejo brasileiro mostrou bom dinamismo em 2012, influenciado pelo crescimento da massa real de salários, da estabilidade do mercado de trabalho, da expansão do crédito e da redução da taxa de juros”, destaca a assessora de economia da Federação do Comércio de São Paulo (Fecomercio), Simone Bernardino, lembrando que as desonerações do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em alguns setores da economia, como na linha branca (fogões, geladeiras, máquinas de lavar e freezer), móveis, veículos e materiais de construção favoreceram o comércio.

 

Para a assessora, o setor de varejo deve manter bom desempenho em 2013, crescendo acima do Produto Interno Bruto (PIB), ancorado na baixa taxa de desemprego e no crescimento da renda. Mas ela ressalva que se percebe uma queda de demanda por bens duráveis, amplamente dependentes do crédito, o que pode impactar no resultado final do setor como um todo. “Espera-se crescimento de 6% do varejo em 2013. O mercado de crédito expandiu-se fortemente em 2012 e deve fechar o ano com alta de 15%, desempenho que não deve se repetir em 2013. Ainda assim há espaço para expansão do crédito, porém em ritmo mais moderado. Além disso, os empresários terão de lidar com as incertezas do cenário internacional e a volatilidade, bem como os riscos inflacionários no Brasil e possível retomada de elevação dos juros em meados de 2013”, acredita a economista. Na opinião de Simone, o PIB deve crescer cerca de 3% em 2013, “avanço não representativo tomando como base o resultado fraco de 2012”, diz.  Segundo ela, a política econômica expansionista adotada pelo governo pode ajudar a economia a crescer, mas por outro lado impõe desafios que terão de ser enfrentados, como o controle da inflação e o aumento dos investimentos. “Novas desonerações de impostos vão depender também do superávit primário, uma vez que o governo tem um limite para deixar de arrecadar e para diminuir este superávit. Acredita-se que na média do governo Dilma Rousseff o PIB brasileiro deve apresentar crescimento entre 2,5% e 3% ao ano, resultado do estímulo ao consumo, que não se sustenta no médio e longo prazo sem investimentos”, avalia Simone.

 

Índices inflacionários

As taxas de inflação não devem preocupar no curto prazo, segundo a economista. “A recente aceleração da inflação corrente está associada, em boa medida, à alta dos preços dos alimentos, que já ensaiam reversão visto o processo de diluição dos efeitos das adversidades climáticas registradas em várias regiões produtoras de grãos como EUA, Argentina e Brasil. Prova disso é que a aceleração da inflação, embora tenha pressionado as expectativas inflacionárias de curto prazo, não contaminou as projeções de mercado para a inflação de médio e longo prazo, que seguem um pouco acima do centro da meta de 4,5%, mas dentro de uma zona de conforto. A inflação de 2013 deve ficar próxima de 5% a 5,5%”, salienta, lembrando que os riscos de inflação podem ser mais fortes a partir do segundo semestre de 2013, quando pode ocorrer melhora um pouco mais consistente do ambiente externo, principalmente nos EUA e China, e redução da ociosidade da capacidade produtiva doméstica, ampliando assim os riscos de descompasso entre oferta e demanda.

 

Crise europeia

Para o mercado europeu não há perspectiva de melhora rápida e consistente. “Mesmo com o cenário na Europa ainda bastante anuviado, as perspectivas para as duas maiores economias do mundo (EUA e China) estão se tornando, gradativamente, mais favoráveis”, aposta Simone. A China deverá ganhar fôlego depois de completada a transição política, enquanto nos EUA a recuperação do setor imobiliário e da construção civil, em um contexto em que os fundamentos econômicos seguem preservados, reforça expectativas positivas. Qual o impacto disso tudo no Brasil? “As incertezas do cenário externo devem implicar o menor crescimento doméstico nos próximos anos. Mas a política monetária doméstica dependerá também dos efeitos das medidas tomadas pelo Fed (banco central dos EUA). A partir do segundo semestre de 2013, com uma melhora consistente do ambiente externo, é possível que a política econômica brasileira passe a ficar menos focada em acelerar o crescimento, passando a promover gradual reversão das condições atualmente expansionistas das políticas fiscal e monetária”, acredita a consultora da Fecomercio.

 

Números do setor

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), uma das pesquisas da Fecomercio, mostra elevação do nível de otimismo dos empresários brasileiros em relação ao presente. “O índice de expectativa se mantém elevado e ascendente. Em termos gerais, há uma visão mais positiva do futuro, assim como um cenário atual mais favorável”, sustenta Simone. O varejo farmacêutico incorpora esse otimismo e deve obter números ainda mais expressivos do que o comércio em geral. A taxa de crescimento das vendas de medicamentos no Brasil tem sido seis vezes superior ao desempenho dos mercados desenvolvidos, segundo a Federação Internacional da Indústria Farmacêutica. A média de expansão gira em torno de 13% ao ano, enquanto nos países ricos não chega a 2%, fazendo com que o Brasil mantenha o sétimo lugar no ranking global, segundo o IMS Health. “Os números finais de crescimento de 2012 serão divulgados em fevereiro ou março de 2013, mas é certo que cresceremos cerca de 15% em relação ao faturamento do ano anterior”, afirma o presidente da Federação Brasileira das Redes Associativistas de Farmácias (Febrafar), Edison Tamascia. “Vale ressaltar que isso representa, pelo menos, 700% mais do que tem sido o crescimento do PIB brasileiro”, completa. Em 2011, as vendas atingiram, de acordo com a IMS Health, R$ 40 bilhões, com crescimento de 18% em relação ao ano anterior.

Estimativa da entidade indica que o mercado farmacêutico brasileiro de varejo dobre em cinco anos, devendo movimentar R$ 87 bilhões em 2017. Além do aumento da renda dos consumidores, do envelhecimento da população e da ampliação do acesso a planos privados de saúde, programas oficiais como o Farmácia Popular são apontados com responsáveis pelo impulso que o setor tem apresentado e continuará a ter nos próximos anos. Apenas o Farmácia Popular representa em torno de 7% do volume de doses do mercado nacional, da ordem de 90 bilhões de doses. Entre janeiro de 2011 e agosto de 2012, o programa registrou aumento acima de 300% no número de beneficiados, saltando de 1,2 milhão para 5 milhões de pessoas. Em termos de valor de compra, o programa movimentou perto de R$ 1,5 bilhão em vendas, crescimento de 500% sobre 2011, que fechou em R$ 300 milhões. Aliado a isso, deve-se incluir nas planilhas de elevação do varejo farmacêutico o crescimento dos genéricos, com o fim da patente de medicamentos importantes, e a chegada dos biológicos.

 

Redes e independentes

No Brasil, existem cerca de 65 mil drogarias, sendo que as farmácias independentes representam perto de 40% do total. Já as grandes redes dominam 36% do faturamento do setor. Um dado a se destacar é que as redes se nacionalizam em grande velocidade, atingindo cidades abaixo de 100 mil habitantes. Isso resulta também da consolidação do setor, com grandes redes de drogarias unindo forças e comprando grupos regionais. Nos últimos anos, houve a junção da Drogasil com Droga Raia, da Drogaria São Paulo que incorporou o Drogão e depois se uniu à Pacheco, entre outras. O setor tem sido alvo também de outros segmentos. O banco BTG Pactual criou a holding BrazilFarma para atuar no ramo, arrematando redes regionais de drogarias.

Atualmente, o grupo possui 1.050 lojas, entre próprias (681) e franqueadas (369), espalhadas por todas as regiões brasileiras. No Norte, sob a bandeira Big Ben, são 109 lojas, no Nordeste, 244 (com as marcas Big Ben, Guararapes e Sant’Ana), no Centro-Oeste, sob a bandeira Drogaria Rosário, 121 unidades, e na região Sul são 207 lojas da grife Mais Econômica. Já no Sudeste, o grupo conta com as unidades franqueadas da rede Farmais, com 369 lojas, incluindo também as localizadas no Sul e no Centro-Oeste.

Com as operações, o grupo ocupa a terceira posição em número de lojas e a quarta em faturamento no ranking nacional de drogarias. No levantamento, realizado pela Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), Raia/Drogasil é o primeiro colocado em faturamento e em número de lojas. Em seguida, aparece Drogaria São Paulo/Pacheco. Já a rede Pague Menos, do Ceará, aparece na terceira posição em faturamento e em quarto em número de lojas. Outras redes regionais como Araújo (de Minas Gerais, quinta no ranking de faturamento), Panvel (do Rio Grande do Sul, sexta em faturamento) e a própria Pague Menos são constantemente apontadas como potenciais alvos de futuras investidas de redes nacionais e até estrangeiras. Porém, elas negam interesse na venda e seguem firme investindo para ampliar sua atuação. Com 110 unidades espalhadas por várias cidades mineiras e faturamento na casa de R$ 1 bilhão, a Araújo está consolidada em seu estado e segue o conceito que mais se aproxima de drugstore, com um catálogo de produtos dos mais ecléticos, que vão de alimentos diet a ração para animais domésticos. Suas lojas têm 500 metros quadrados e o programa de investimentos do último ano previa inauguração de 20 pontos de venda.

Já o grupo Panvel, detentor da maior rede de farmácias da Região Sul (são mais de 300 lojas, espalhadas pelos três estados – PR, SC e RS) e proprietário de laboratórios de medicamentos e cosméticos, anunciou investimento de R$ 200 milhões em projetos de expansão para os próximos cinco anos. Desse montante, R$ 60 milhões estão sendo aplicados na construção de uma nova sede, em Eldorado do Sul, que agrupará as várias unidades do grupo. A Pague Menos, maior rede de farmácias do Nordeste, com mais de 500 lojas, previa abrir 100 novas lojas ao longo de 2012 e 2013 e está com planos de abertura de capital. Segundo analistas do setor, o plano está pronto e só não foi colocado em prática ainda porque a diretoria aguarda os desdobramentos da crise internacional. “As farmácias se encontram em processo de consolidação no varejo. Em 2013, continuará havendo aporte no comércio varejista, exatamente porque ele cresce em níveis satisfatórios há anos, e certamente os planos de expansão preveem atuação nas mais variadas localidades de todas as regiões do País”, afirma Edison Tamascia, da Febrafar. “Nossa expectativa é boa, devemos continuar crescendo dois dígitos. Não há nenhum cenário que possa alterar isso, independentemente das crises internacionais, até porque o consumo dos produtos farmacêuticos é interno.”

Os bons resultados do varejo farmacêutico e o potencial desse mercado – o Brasil é o sétimo mercado de consumo de medicamentos no mundo, devendo chegar à quinta posição em 2015 – têm despertado o interesse de grupos estrangeiros. De acordo com analistas de mercado, a chegada de um operador estrangeiro ao País é questão de tempo. Especula-se que a Walgreens, maior cadeia de farmácias dos EUA, seja uma das primeiras a aportar no Brasil, por meio de parcerias locais. A rede segue o conceito americano de drugstore, tendo suas unidades o formato de loja de conveniência, e as parcerias com empresas brasileiras devem ajudá-la a modular suas lojas ao conceito aceito no Brasil, mais focado em saúde. Entre os itens que mais têm crescido nas farmácias brasileiras estão os produtos de Higiene Pessoal Perfumaria e Cosméticos (HPC). Dermocosméticos e nutracêuticos vêm ganhando espaço cada vez maior nas gôndolas das farmácias e drogarias.

 

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