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Otimismo também no atacado

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Atacadistas e distribuidores de medicamentos compartilham os bons resultados do varejo farmacêutico e preveem 2013 com crescimento

Para 2013, a expectativa no setor de comércio em geral é de que serão mantidas as elevadas taxas de crescimento dos últimos anos, que oscilaram entre 7% e 10% ao ano.

 

Para o atacado e distribuição, os bons números impactam de forma substancial os resultados do segmento, que fatura cerca de R$ 40 bilhões por ano, segundo a Associação Brasileira dos Distribuidores de Laboratórios Nacionais (Abradilan). Projeções de crescimento dos associados para 2012 indicavam que para 45% deles o crescimento deve ultrapassar 30% em relação a 2011. Associados da Abradilan atendem 77% das farmácias e drogarias do Brasil. “No geral, tivemos um ano bom em 2012. Acreditamos que os destaques foram o crescimento da participação dos medicamentos genéricos e similares. E na área de não medicamentos o destaque vai para o crescimento da participação dos produtos de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (HPC), com previsão de crescimento de 25%. Ainda não temos a projeção para 2013, mas, de fato, estamos projetando um crescimento importante”, afirma a Associação. “O Brasil vem em uma onda de crescimento muito forte”, acrescenta o presidente do Sindicato do Comércio Atacadista de Drogas, Medicamentos, Correlatos, Perfumarias, Cosméticos e Artigos de Toucador no Estado de São Paulo (Sincamesp), Reinaldo Mastellaro. “No setor de medicamentos somos impactados diretamente pelo aumento de renda dos consumidores, pela ampliação do acesso a planos de saúde e o envelhecimento da população. Tudo isso ainda potencializado com o forte crescimento da nova classe média, que está consumindo muito. Considerando o setor de medicamentos como um todo, espera-se crescimento da ordem de 13% em vendas unitárias e 12% de aumento em valores. A perfumaria puxa um pouco mais, com algo em torno de 15% a 16%.”

O setor farmacêutico é formado por uma cadeia de serviços interdependentes, que determinam a trajetória dos medicamentos, desde sua produção até a venda para a população. Assim, são interligados indústria, distribuição e varejo. No Brasil, existem cerca de 70 mil drogarias, sendo que as farmácias independentes representam perto de 40% do total. O País possui uma das maiores médias mundiais de farmácias por pessoa: 3,4 farmácias para cada 10 mil habitantes. Até chegar ao consumidor final, são as distribuidoras de medicamentos que fazem a ponte entre os laboratórios farmacêuticos e grandes compradores como farmácias, drogarias, hospitais, clínicas, consultórios e órgãos públicos. Elas abastecem quase a totalidade das farmácias e drogarias espalhadas pelo País, em uma conta que envolve o transporte de aproximadamente dois bilhões de unidades de medicamentos por ano. A operação não se restringe apenas à entrega de medicamentos. O atacado farmacêutico recebe os produtos da indústria, faz a armazenagem e os distribui nas quantidades solicitadas, sob as condições sanitárias estipuladas pelos órgãos competentes.

Segundo informa a Associação Brasileira do Atacado Farmacêutico (Abafarma), as entregas diárias giram em torno de quatro milhões de unidades, que atendem todos os municípios brasileiros, sendo que boa parte deles tem menos de 30 mil habitantes. “Nas cidades menores as grandes redes do varejo farmacêutico nacional não fincam as suas bandeiras pela inviabilidade comercial. O varejo independente sobrevive pela atuação dos distribuidores de medicamentos e produtos de higiene pessoal, que os abastecem em mais de 90% por via terrestre”, afirma. A associação comenta ainda que, não raro, o atacado recorre ao transporte fluvial e aéreo para atender a localidades mais distantes. São essas regiões, carentes de tudo, inclusive da presença do Estado, que mais dependem de um serviço eficiente para o abastecimento de suas pequenas drogarias. Graças a uma logística permanente e de alcance regular, o pequeno comerciante organiza racionalmente seu estoque, faz pedidos diários e os recebe de maneira pontual.

Entre as principais novidades tecnológicas que devem influenciar no desenvolvimento do setor de atacado e distribuição de medicamentos no Brasil estão os meios eletrônicos, que já tomam importância na comercialização de medicamentos há algum tempo. “Vendas on-line, controles de estoque eletrônicos e as projeções de negócios ganham importância pela via eletrônica, o que melhora o abastecimento e evita rupturas”, observa Reinaldo Mastellaro, do Sincamesp. O executivo diz ainda que a logística no segmento do atacado é beneficiada por esse monitoramento que ajuda a diminuir custos e a melhorar as margens.” Entre os desafios do setor farmacêutico como um todo, Mastellaro aponta a urgente necessidade de redução da carga tributaria dos medicamentos. “Essa medida é de grande impacto na renda das famílias e para a economia do País. O medicamento mais barato, aliado ao grande número de pontos de acesso, sejam eles farmácias ou postos de saúde, contribui para a não proliferação de epidemias e também de doenças mais simples. Além disso, acaba por minimizar outro problema: a superlotação de hospitais públicos, que acabariam atendendo apenas casos de maior atenção”, diz o presidente do Sincamesp.

Mastellaro aponta que programas governamentais, como o Farmácia Popular, têm contribuído para o acesso a medicamentos. “No último ano, aumentou quatro vezes o número de beneficiados, em um contingente de mais de cinco milhões de pessoas. Já existem mais de 20 mil drogarias credenciadas, com expectativa de chegar a 25 mil pontos até o final de 2012. O programa oferece à população medicamentos essenciais, como analgésicos, anti-hipertensivos, para controle de diabetes, colesterol, e acredito que para o próximo ano mais medicamentos serão incluídos nessa oferta”, diz o executivo. “Esse tipo de iniciativa favorece diretamente o consumidor e, por reflexo, há o aporte financeiro ao varejista no atendimento à demanda reprimida”, acrescenta a Abafarma. Analistas do setor farmacêutico apontam outra decisão acertada, tomada em 2012, desta vez pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa): a revogação da restrição de venda de medicamentos isentos de prescrição médica. “No decorrer do tempo em que a medida vigorou, estudos demonstraram que a decisão de posicionar os medicamentos de venda livre atrás do balcão não contribuiu para reduzir o número de intoxicações no Brasil. Outros estudos apontaram maior concentração de mercado e prejuízo ao direito de escolha do consumidor. A volta foi benéfica”, pontua Mastellaro. “A decisão foi muito acertada, uma vez que se o medicamento é isento de prescrição, o consumidor tem o direito de acesso direto a ele. Além do que no período em que prevaleceu a proibição não foram constatadas mudanças significativas em função da alteração da regra vigente”, finaliza a Abafarma.

 

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