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Alternativa para os moderadores de apetite

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Com o fim da comercialização de medicamentos como femproporex, mazindol e anfepramona, pesquisas mostram que fitoterápicos podem ser opção futura para o alcance do emagrecimento e com menos efeitos colaterais 

Desde o início de dezembro do ano passado, medicamentos como femproporex, mazindol e anfepramona não podem mais ser comercializados no Brasil.. A proibição, determinada pela Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) consta na Resolução RDC 52/2011, que estabeleceu um prazo de 60 dias para entrada em vigor da medida.  Esses três medicamentos fazem parte do grupo denominado inibidores de apetite do tipo anfetamínico.

A norma da agência reguladora também apresenta novas restrições para medicamentos à base de sibutramina. Entre as novidades, está a obrigatoriedade dos profissionais de saúde, empresas detentoras de registro e farmácias e drogarias de notificarem o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária sobre casos de efeitos adversos relacionados ao uso de medicamentos que contêm essa substância.

Diante dessas novas regras e restrições, pesquisadores começam a buscar outras alternativas para o emagrecimento, e elas podem estar em fitoterápicos.

A PholiaNegra, extrato concentrado e padronizado de varietais compostos de ervas brasileiras, foi testada, durante dez meses, pelo Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (USP), em São Paulo, e a conclusão dos estudos e testes foi de que essa substância é eficaz e segura como emagrecedor fitoterápico. As pesquisas, dirigidas pela profª Maria Martha Bernardi e sua equipe, revelam que PholiaNegra pode reduzir o sobrepeso em mais de 10%.

O “Estudo de Eficácia e Segurança do Insumo Fitoterápico PholiaNegra” verificou as propriedades emagrecedoras e inibidoras da fome em modelo experimental de obesidade e efeitos tóxicos. “O estudo teve como objetivo principal verificar se as ervas emagrecem realmente e se apresentam efeito colateral e toxicidade”, resume Maria Martha.

As conclusões técnicas deste estudo pré-clínico foram de que a PholiaNegra se mostrou eficaz na redução de peso em 30 dias; o delta de Perda de Peso in vivo (DPP) foi 10%; e não houve nenhum sinal de toxicidade e efeito colateral durante o tratamento. Notou-se, ainda, que esse insumo retarda o esvaziamento gástrico; acelera a plenitude gástrica (sensação de saciedade); promove manutenção do peso eliminado por até 12 meses; altera o metabolismo de ácidos graxos e de glicose, diminuindo a formação de gordura visceral; e reduz o quociente respiratório, indicando aumento da oxidação de gordura.

Além de efeito emagrecedor, a literatura mostra que o extrato possui várias atividades biológicas, como efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios, efeitos estes que serão testados pelo grupo da pesquisadora em breve.

Pholianegra ainda não tem registro da Anvisa

O endocrinologista e metabologista Danilo Höfling reforça que, mesmo com esses resultados animadores, é preciso ponderar que não existem dados comprovados em humanos. “Embora tenha sido divulgada a possível eficácia da PholiaNegra para redução de peso, ainda não há embasamento científico sobre sua eficácia em humanos. O estudo pré-clinico, realizado na USP, demonstrou seu potencial sobre o controle de peso em ratos adultos. Mas trata-se de um estudo importante que pode incentivar novas pesquisas sobre essa substância.”

Vale reforçar, ainda, que a PholiaNegra é um insumo. Portanto, não se trata de um produto acabado ou um medicamento registrado na Anvisa e, dessa forma, não pode ser ingerido como tal. Conforme explica o especialista em Regulação e Vigilância Sanitária da Agência, João Paulo Silvério Perfeito, não há nenhum registro de medicamento à base deste insumo no Brasil. “Conforme determina a RDC 204/2006, é proibida a importação e comercialização de insumos farmacêuticos destinados à fabricação de medicamentos que ainda não tiverem a sua eficácia terapêutica avaliada pela Anvisa. A exceção é aplicável apenas aos casos em que tais insumos sejam destinados a pesquisas e trabalhos médicos e científicos. Portanto, legalmente falando, o insumo não teve sua eficácia e segurança avaliadas pela Anvisa e não pode ser manipulado e comercializado”, alerta, salientando que, atualmente, só há um medicamento fitoterápico registrado junto à Agência, a partir da espécie Garcinia cambogia, com indicação para tratamento da obesidade.

E seja qual for o tratamento contra a obesidade, é fundamental a orientação médica. “A principal terapêutica de emagrecimento é a dieta adequada, mas existem fitoterápicos que podem ajudar nesse sentido, reduzindo a saciedade. Mas só um médico pode avaliar qual o melhor composto para o paciente e o que responde melhor em cada caso”, finaliza o endocrinologista e nutrólogo João Cesar Castro Soares.

 

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