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Aprenda a lucrar com os fitoterápicos

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Além de um bom atendimento no balcão, a exposição correta desses produtos – sempre dentro das normas da Anvisa – pode ser um grande diferencial da loja e garantir o aumento das vendas

Usar os preceitos do gerenciamento por categorias, segundo o qual cada setor da loja é tratado como uma unidade de negócios, pode ser uma estratégia bastante viável para estimular as vendas de fitoterápicos isentos de prescrição médica. Aliás, com a adequação das farmácias à Instrução Normativa IN nº 10/09, que permite que os fitoterápicos fiquem expostos no autosserviço, as farmácias devem usar essa possibilidade para explorar esses produtos e aumentar a participação deles no ponto de venda (PDV).

Conheça algumas outras normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para manter a exposição dentro da lei e confira as dicas de especialistas do setor para explorar melhor essa categoria nas gôndolas.

A melhor seção

Conforme art. 1º da Instrução Normativa IN n° 10, de 17/09, os medicamentos fitoterápicos isentos de prescrição podem permanecer ao alcance dos usuários para obtenção por meio de autosserviço em farmácias e drogarias. “No entanto, cumpre notar que não existe uma regra específica que diga onde os medicamentos fitoterápicos isentos de prescrição devem ficar nas gôndolas. Tal organização vai depender do gerenciamento da farmácia”, lembra o gerente de marca OTC do laboratório Takeda, Bruno Gallerani.

Para facilitar a localização e identificação desse segmento na farmácia é interessante que os fitoterápicos estejam próximos a categorias de produtos relacionados com o bem-estar (como os alimentos funcionais). “Dependendo do volume de fitoterápicos comercializados pelo estabelecimento, é viável a criação de um espaço exclusivo, prática muito comum na Europa”, destaca o presidente da Natulab, Marconi Sampaio. “A exposição em uma seção própria, com a sinalização Fitoterápicos, traz grande vantagem para a farmácia, pois o consumidor identifica, com facilidade, esta categoria de produtos cujo número de adeptos cresce cada vez mais”, ensina a gerente de marketing da Herbarium, Célia von Linsingen.

A consultora especializada em treinamento, desenvolvimento e marketing de varejo Silvia Osso confere outra opção. “Eles também podem ficar na área de vendas que denomino Boa Forma e, dentro dela, num setor mais específico, que denomino Fitoterápicos e Homeopáticos”, sugere.

 Organizando as gôndolas

Depois de escolhida a seção, seja ela Cuidando da Saúde, ou uma mais específica, para Fitoterápicos, vale organizar esses medicamentos de acordo com patologia ou sintoma. “Algumas categorias podem estar juntas, como chás e alimentos, por exemplo. Mas se o fitoterápico for um “digestivo”, deve ficar junto dos outros produtos da categoria”, opina a consultora e organizadora do site Varejo na TV (www.varejonatv.com.br) Regina Blessa. “Separados por patologia ou sintoma, o paciente pode comparar as opções oferecidas e fazer suas escolhas”, acrescenta o gerente de marketing da Aspen Pharma, Jackson Figueiredo.

O diretor-farmacêutico da Farmácia Nacional, Marcelo Honorato Borges, fornece alguns exemplos. “A maneira mais comum de organizar fitoterápicos é por tratamento, como anti-inflamatórios, sedativos, complemento alimentar, antivaricosos, digestivos, reguladores intestinais, entre outros”, esclarece o especialista.

No momento da organização, também vale estar atento ao posicionamento desses produtos no espaço, para que estejam sempre visíveis ao consumidor.  “O posicionamento com altura compreendida entre 80 cm e 1,80 m é o preferido para uma boa exposição. As embalagens devem ser posicionadas com a frente em linha frontal com a visão do consumidor”, orienta o presidente da Natulab, Marconi Sampaio.

Invista em campanhas informativas no PDV

Para complementar a exposição correta, as farmácias podem investir em programas de visam trazer mais informações sobre os fitoterápicos aos consumidores. “Informações sobre os benefícios dos medicamentos fitoterápicos, a menor incidência de efeitos colaterais e a maior segurança na sua administração são de extrema importância para que o consumidor possa fazer uma escolha consciente em relação ao medicamento”, destaca o gerente de marketing da Aspen Pharma, Jackson Figueiredo.

Segundo orienta a consultora Regina Blessa, esse trabalho informativo pode ter início no balcão, no ato da compra. “Quando um paciente aparece com dor de estômago e quer certo produto, podemos indicar um fitoterápico coadjuvante para melhorar os sintomas. Assim, o cliente começa a conhecer a seção e a procurá-la sozinho.  Produtos desconhecidos podem também ter uma etiqueta indicativa explicando seus benefícios”, orienta.

Mas vale ficar atento às regras da Anvisa para alguns tipos de divulgação, que envolvem produtos específicos ou marcas. O diretor-farmacêutico da Farmácia Nacional, Marcelo Honorato Borges, relembra que somente é permitida a propaganda ou publicidade de medicamentos regularizados pela Anvisa. “Peças publicitárias como caderno de ofertas, encartes ou qualquer material direcionado ao público, como displays de balcão e de chão e faixas de gôndolas, devem conter composição, indicação, contraindicações, registro no Ministério da Saúde, apresentação do medicamento e advertências como, por exemplo: “É UM MEDICAMENTO. SEU USO PODE TRAZER RISCOS”, “PROCURE O MÉDICO E O FARMACÊUTICO e “LEIA A BULA””, esclarece. Borges destaca uma particularidade, para o medicamento fitoterápico que tenha o princípio ativo Plantago ovata Forsk:  “As advertências usuais devem ser somadas aos dizeres: Não use este medicamento em caso de doenças intestinais graves”, diz.

Portanto, toda propaganda tem de atender à RDC 44/09 e suas atualizações, bem como à RDC 96/08.

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