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De forma plena

atencao-farmaceuticas.jpgOs cursos de Medicina ainda deixam a desejar em relação à fitoterapia. São poucas as faculdades que trazem, na grade curricular, temas como plantas medicinais ou medicamentos fitoterápicos

No entanto, nas graduações em Farmácia, ao contrário, esse assunto deve fazer parte do conteúdo, conforme explica a docente das disciplinas de Farmacobotânica, Farmacognosia e Fitoterapia do curso de Farmácia da Universidade Anhembi Morumbi, profª Dra. Raquel Donatini: “as plantas medicinais são abordadas em uma disciplina denominada Farmacognosia, que é exclusiva dos cursos de graduação em Farmácia. Nesta disciplina, de acordo com a carga horária determinada por cada instituição de ensino, devem ser contemplados todos os aspectos que envolvem a produção de vegetais para uso medicinal, seu processamento para que se torne um medicamento fitoterápico, bem como os aspectos envolvidos no controle de qualidade desta matéria-prima e subsídios para atuação dos estudantes na pesquisa de novas plantas”, explica.

Algumas universidades adotam, ainda, em sua matriz curricular, disciplinas de Farmacobotânica, para aprofundar a análise morfológica e anatômica dos vegetais de uso medicinal; e especificamente a Fitoterapia, que possibilita uma abordagem mais profunda da assistência farmacêutica relacionada aos medicamentos fitoterápicos – sendo esta última pouco comum no ensino de graduação. “É fundamental que o estudante identifique o tipo de substância presente ou predominante num determinado vegetal, bem como compreenda sua atuação no organismo e possíveis interações com outras substâncias. Além disso, o farmacêutico é o responsável pela produção dos extratos e medicamentos fitoterápicos, devendo sair da graduação já com conhecimentos básicos destas atividades”, destaca a profª Raquel.

Além dos cursos de graduação, existem diversos de especialização em Fitoterapia, que podem ser presenciais ou a distância, com duração de um a dois anos. “Esses cursos atualizam os farmacêuticos quanto ao uso de plantas medicinais, pois vários estudos científicos são publicados anualmente, comprovando ou descobrindo ações terapêuticas das plantas medicinais”, lembra o coordenador do curso de graduação em Farmácia do Centro Universitário São Camilo – SP, prof. Alexsandro Macedo Silva. “É importante, contudo, avaliar com critério o programa do curso e a idoneidade da escola, bem como a experiência do corpo docente em questão”, acrescenta a professora da Anhembi Morumbi.

Conhecimentos em fitoterapia são garantia de bom atendimento

A procura por medicamentos fitoterápicos cresce dia após dia, seja pela busca cada vez maior da população por tratamentos com base em medicamentos ‘menos agressivos e mais naturais’; pelo maior acesso da população à saúde; ou pela alta de prescrições médicas. Seja qual for o motivo, com exceção dos medicamentos de venda restrita, sob prescrição médica, os fitoterápicos de venda livre ficam sob a responsabilidade do farmacêutico. É esse profissional que tem autonomia para a orientação na automedicação responsável, de acordo com a Resolução nº 477 de 28 de maio de 2008 do Conselho Federal de Farmácia (CFF). Para isso, é necessário, no entanto, que o farmacêutico conheça as indicações, contraindicações e riscos envolvidos nesta terapêutica.

No caso específico dos fitoterápicos, os cuidados devem ser redobrados no momento da dispensação, já que esses medicamentos ainda são cercados por alguns mitos, conforme alerta a docente do curso de Farmácia da Universidade Anhembi Morumbi, profª Dra. Raquel Donatini. “A cultura popular prega, erroneamente, que “se é vegetal, não faz mal”. No entanto, um simples extrato vegetal, até mesmo na forma de chá, é constituído de milhares de substâncias químicas diferentes, que podem interagir negativamente com outros medicamentos que o consumidor eventualmente utilize, ou mesmo com alimentos, ocasionando deficiências nutricionais em longo prazo. Os riscos mais graves incluem interações entre medicamentos fitoterápicos e sintéticos, além de efeitos adversos que os fitoterápicos isoladamente possam apresentar”, alerta a especialista.

André Hinsberger, professor da graduação em Naturologia da Universidade Anhembi Morumbi (curso que também contempla a disciplina de Fitoterapia na grade curricular), lembra alguns riscos que fitoterápicos ou plantas medicinais podem trazer. “Todas as plantas têm um potencial de risco. Se um paciente realiza um transplante e toma imunossupressores, que previnem a rejeição do órgão transplantado, por exemplo, o uso de alguns tipos de chás pode reduzir o efeito desses medicamentos. Outro exemplo é a Ginkgo biloba, que pode ser usada para pacientes que procuram afinar o sangue. Quando associada a outro medicamento alopático que tem o mesmo fim, o paciente pode ter pequenas hemorragias. Dessa forma, é fundamental que plantas medicinais e fitoterápicos sejam indicados por profissionais habilitados”, adverte.

Portanto, é preciso que o farmacêutico conheça a fundo a variedade de reações que um medicamento fitoterápico possa apresentar, sejam elas positivas ou negativas. “Muitas vezes as informações obtidas na graduação não são suficientes em virtude da complexidade desse assunto, bem como em função das descobertas que têm avançado rapidamente. Sendo assim, uma boa dispensação de fitoterápicos requer estudos mais aprofundados, geralmente em cursos de especialização, e atualização constante no que se refere à pesquisa de plantas medicinais”, avisa a profª. Raquel Donatini. “Com os conhecimentos atualizados em fitoterapia, o farmacêutico poderá prestar a assistência adequada à população com base científica e não apenas com base no conhecimento empírico”, acrescenta o coordenador do curso de graduação em Farmácia do Centro Universitário São Camilo – SP, prof. Alexsandro Macedo Silva.

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