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Busca incessante por novas opções de tratamento

shutterstock 120058873Ampliar a utilização em doenças de baixa complexidade e recorrentes, inovar nas apresentações dos medicamentos tradicionais e descobrir novas indicações estão entre as metas das indústrias do setor

Reconhecidos em todo o mundo como elementos importantes na prevenção, promoção e recuperação da saúde, os fitoterápicos ganham terreno também no Brasil. A demanda por esse tipo de medicamento no País acompanha o interesse internacional por uma alternativa mais saudável, ou menos danosa, de tratamento. Produzidos a partir de plantas frescas ou secas e de seus derivados que ganham diferentes formas farmacêuticas, como xaropes, soluções, comprimidos, pomadas, géis e cremes, os fitoterápicos desempenham papel importante no cuidado contra dores, inflamações, disfunções e outros incômodos. São particularmente indicados para o alívio sintomático de doenças de baixa gravidade e por curtos períodos de tempo. Com a ampliação do consumo, cresce a demanda por novos compostos, inclusive para doenças mais complexas. Porém, segundo o diretor-presidente da Associação Brasileira das Empresas do Setor Fitoterápico, Suplemento Alimentar e de Promoção da Saúde (Abifisa) e presidente da Bionatus Laboratório Botânico, Elzo Velani, o setor passa pela fase de consolidação da utilização para doenças de baixa complexidade e recorrentes. “O desenvolvimento de medicamentos para moléstias mais complexas deve constar nos projetos de desenvolvimento de longo prazo”, afirma o executivo. “Primeiro é necessário desmistificar o uso de fitoterápicos pela maior parte da população, além de promover uma ampla campanha junto aos médicos prescritores, tanto nos consultórios quanto nas unidades básicas de saúde.”

Princípios ativos mais utilizados no Brasil

Guaco (Mikania glomerata) – funciona como broncodilatador e expectorante, sendo utilizado no combate a doenças respiratórias, dor de garganta e bronquite.

Espinheira-santa (Maytenus ilicifolia) – auxilia no tratamento de gastrite, úlcera duodenal e sintomas de dispepsias.

Ginkgo (Ginkgo biloba) – reduz tonturas, melhora a memória, alivia as dores nas pernas e nos braços e elimina o zumbido no ouvido.

Castanha-da-índia (Aesculus hippocastanum) – usado contra problemas de circulação sanguínea, varizes, hemorroidas e como anti-inflamatório.

Valeriana (Valeriana officinalis) – indicada para insônia crônica e como calmante.

Fontes: Abifisa, Ministério da Saúde e Anvisa

 

Uma segunda etapa, intermediária, que as empresas já estão implantando, é inovar nas apresentações dos medicamentos tradicionais, descobrindo novas indicações para os medicamentos existentes, além de desenvolver apresentações de utilização mais confortável para o paciente. “As empresas estão investindo um percentual considerável do seu faturamento em inovação e hoje, felizmente, existe verba da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) do governo federal para esses estudos”, adiciona. Há também um crescimento importante nos pedidos de registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Existem cerca de 400 medicamentos fitoterápicos registrados na agência, sendo que estão na prateleira 35 novos pedidos de registro esperando para serem analisados. Segundo a Anvisa, as plantas medicinais mais utilizadas como princípio ativo nos medicamentos fitoterápicos no Brasil são a castanha-da-índia (Aesculus hippocastanum), o guaco (Mikania glomerata) e o ginkgo (Ginkgo biloba). “A Anvisa anunciou, em 2010, a RDC 10, que facilitou o uso de drogas vegetais pela população, com uma tabela com 66 plantas, onde consta seu nome científico, parte dela que deve ser usada, forma de utilização, posologia, via de administração, alegações, contraindicações e restrições de uso, precauções e efeitos adversos”, acrescenta a professora de farmacognosia e coordenadora do curso de especialização em Plantas Medicinais e Fitoterápicos da Faculdade Oswaldo Cruz, Caroly Mendonça Zanella Cardoso.

Com o avanço da legislação e da pesquisa e desenvolvimento de fitoterápicos, surgiram, nos últimos anos, produtos extremamente eficazes e seguros, na opinião do chefe do Programa Farmácia Viva da Secretaria de Saúde do Distrito Federal e membro do Grupo de Trabalho sobre Práticas Integrativas e Complementares do Conselho Federal de Farmácia (CFF), Nilton Luz Netto Junior. “Isso possibilita, aos médicos e usuários, a opção terapêutica de tratarem e prevenirem várias doenças com menos agravos à saúde que medicamentos sintéticos similares”, sustenta. Além disso, acrescenta, levando-se em consideração o fato de que a grande maioria das plantas medicinais atualmente utilizadas no desenvolvimento de fitoterápicos faz parte da medicina tradicional de vários povos, o seu uso é uma forma de validar e preservar os saberes transmitidos de geração a geração. “Quando pensamos sobre o uso de fitoterápicos, normalmente associamos ao tratamento de doenças consideradas simples, ou de pequena complexidade. Nesse sentido, os fitoterápicos são usados mundialmente e eficazes no tratamento sintomático de mal-estar gástrico e hepático e na constipação intestinal, como exemplos. Mas ao assinalarmos seus benefícios podemos destacar seu uso com indicação anti-inflamatória, expectorante, cicatrizante, analgésica, ansiolítica, no tratamento da fragilidade capilar, da insuficiência venosa, de distúrbios do sono, de estados depressivos leves a moderados e como coadjuvantes no tratamento da hiperlipidemia, da hipertensão arterial leve, de úlceras gástricas e duodenais, dentre outras”, revela Netto Junior. Segundo ele, vale destacar também o uso de fitoterápicos em conjunto com medicamentos sintéticos na diminuição de reações adversas provocadas por estes.

Para o laboratório Herbarium, diversos fatores têm impulsionado o setor a investir em novos produtos. Dentre eles, o crescente interesse do varejo pelos fitoterápicos, percebendo a oportunidade de mercado que o segmento oferece; e aumento da procura dos consumidores movidos pelo maior conhecimento dos benefícios dos fitoterápicos e pela busca, cada vez mais intensa, da qualidade de vida. “A Herbarium tem uma estratégia de pesquisa e desenvolvimento focada na gestão de projetos de produtos inovadores”, afirma a gerente de Marketing Institucional e Consumo do Herbarium, Célia Dias von Linsingen. “No pipeline da empresa existem projetos tanto de ampliação e renovação de linha de produtos quanto de criação de linhas totalmente novas, antecipando tendências de pesquisa científica e de consumo.” Segundo a executiva, como marca referência do segmento – maior portfólio de fitoterápicos comercializados, com 27 medicamentos –, a Herbarium continuará investindo e apostando na fitoterapia, que representa algo em torno de 70% do faturamento da empresa. “Vários lançamentos estão programados para este ano, em diversas linhas. Alguns aguardam publicação da Anvisa e outros estão em fase de desenvolvimento final. O laboratório Herbarium entende que, com o aumento da expectativa de vida, que tem elevado a quantidade de pessoas atingidas por doenças crônicas, somado com a maior conscientização dos benefícios da prevenção, a fitoterapia tem potencial de grande expansão e por isso deve se concentrar nele, investindo em pesquisas e inovações para atender à demanda”, completa Célia.

Quem também está otimista com o setor é o laboratório Natulab. “A empresa desde a sua origem acreditou e apostou no mercado de medicamentos fitoterápicos. O momento atual é bastante animador, tendo em vista o aumento do consumo desse tipo de produto, enquanto se eleva a qualidade e padronização dos medicamentos disponíveis no mercado”, sustenta o presidente do grupo Natulab, Marconi Sampaio. O executivo revela que os fitoterápicos têm sido importantes para o faturamento da empresa, que possui 12 produtos em seu portfólio. “Nos últimos três anos, nosso crescimento médio chegou a 200%, em boa parte graças aos bons resultados dos fitoterápicos”, afirma, lembrando que a quantidade de projetos na área é crescente ano a ano. “A Natulab investe fortemente em pesquisa e desenvolvimento de fitos, lançando produtos inovadores. Nossa perspectiva é que a linha duplique em número de produtos neste ano”, acrescenta. Entre os compostos em que a empresa está apostando, incluem-se os extratos contendo ativos para o tratamento da sintomatologia da depressão, insônia, estresse e ansiedade. “Essas áreas devem ter um aumento crescente de consumo nos próximos anos, principalmente pelo fato de se apresentarem como uma alternativa com menos efeitos colaterais”, diz Sampaio. Extratos indicados para tratamento de doenças do trato gastrintestinal, trato respiratório e anti-inflamatórios também devem se destacar, segundo o executivo.

A Takeda também acredita no crescimento do setor de fitoterápicos, ramo em que atua há quase 80 anos (78 anos apenas com seu carro-chefe, um fitoterápico composto por Extrato de Boldo, Cáscara Sagrada e Ruibarbo, que auxilia na digestão). Uma prova disso são os investimentos com a marca, líder fitoterápico do mercado de digestão e cuidados com o fígado. Em 2012, foram ao ar dois comerciais novos somente com esse medicamento, houve lançamentos de novos sabores (guaraná e laranja) e formatos das embalagens foram inovados.” A meta para 2013 é aumentar ainda mais os esforços de divulgação do medicamento”, afirma o gerente de marca da Takeda, Bruno Gallerani. “A empresa não aposta no portfólio de fitoterápicos somente pela atratividade dos segmentos de atuação, mas por se tratar de produtos altamente reconhecidos pela eficácia, segurança, robusta base científica e qualidade excepcional, que os tornam referência de seus mercados”, adiciona Gallerani. De acordo com o executivo, o investimento global da empresa em pesquisa e desenvolvimento é de US$ 3,5 bilhões, sendo que existem 42 drogas em última fase do pipeline a serem lançadas. No segmento de fitoterápicos, a Takeda prevê a chegada de novas versões de seu principal fitoterápico ainda este ano.

Também a Hypermarcas, líder do mercado de medicamentos isentos de prescrição, tem apostado em -novos produtos para ampliar a oferta de fitoterápicos no mercado. Dentre eles está um regulador intestinal que possui em sua composição CassiaAngustifolia Vahl. Outro medicamento tradicional, com 27 anos de mercado, é líder em calmantes naturais. Composto de extratos medicinais como Passiflora alata, Erythrina mulungu e Crataegus oxyacantha, auxilia na redução do estresse.

Já a Medquímica entrou no segmento de fitoterápicos em 2012, com expectativa de ampliar a linha em 2013. “O ano passado foi de estreia da Medquímica na área. As vendas foram dentro do esperado e existe uma alta perspectiva de crescimento para 2013”, salienta o diretor industrial da empresa, Jadir Vieira Junior. Segundo o executivo, nos últimos anos o laboratório vem realizando contínuo investimento de modernização de seu parque industrial e em sua estrutura de P&D, bem como no desenvolvimento de novos produtos. A companhia aposta no segmento, com perspectiva de lançamento de mais cinco medicamentos fitoterápicos entre 2013 e 2014.

No laboratório Vitalab, em que os fitoterápicos representam 65% do faturamento, a aposta vai para produtos da área de regulação hormonal e tratamento do sistema digestivo. A empresa tem programado as renovações dos registros da linha atual, composta por 16 itens, e o lançamento de um produto destinado ao tratamento de doenças do trato digestivo e de um regulador hormonal. “O mercado de fitoterápicos tem crescido e com a entrada de novas marcas tivemos de diversificar as linhas de produtos. Estamos investindo para nos mantermos como referência de mercado em outras áreas também”, revela o gerente comercial da Vitalab, Sérgio Ricardo.

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