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Espaço certo para fitoterápicos

shutterstock 120907552Varejo pode aproveitar o interesse do consumidor pelo produto e facilitar o seu acesso nas lojas

De olho no bom momento do setor farmacêutico, o segmento de fitoterápicos visa manter os negócios em alta e abocanhar novos nacos dessa indústria. A elevação do poder de compra das classes C, D e E tem influência direta nos resultados do setor farmacêutico como um todo e dos fitoterápicos em particular, uma vez que esses medicamentos são mais acessíveis. Além disso, com a elevação do poder aquisitivo aumenta a preocupação com a saúde e a qualidade de vida. Consequentemente, faz crescer a procura por medicamentos preventivos e que tragam bem-estar. A indústria não perde tempo e o número de produtos voltados para prevenção de doenças, como vitaminas, sais minerais e alimentos funcionais, assim como os fitoterápicos, cresce sem parar. “Tratamentos com fitoterápicos e medicamentos com menor efeito colateral e que não deixam o paciente sonolento vêm ganhando adeptos a cada dia, assim como os medicamentos que fortalecem o sistema imunológico”, revela o presidente da Natulab, Marconi Sampaio.

Aproveitar esse movimento e aprender a lucrar mais com os fitoterápicos é o desafio para as farmácias e drogarias brasileiras. Segundo consultores de varejo, as empresas podem otimizar seus recursos e ampliar ganhos com medidas simples, como organizar os produtos de acordo com os interesses dos consumidores. No caso dos fitoterápicos, se possível, reservar a eles um local específico e próximo a produtos relacionados com o bem-estar, como os alimentos funcionais. “Criar uma seção de fitoterápicos é a melhor solução. Quando o consumidor identifica a categoria, toma intimidade com os produtos e escolhe com mais facilidade. Isso aumenta as vendas”, sugere a analista de varejo Regina Blessa. “Os fitoterápicos devem ter sua categoria numa gôndola se forem da mesma família. Eles até podem ficar nos checkouts, mas só se forem para fazer um ponto extra”, explica Regina. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os medicamentos fitoterápicos seguem as mesmas regras de exposição de qualquer medicamento; os isentos de prescrição podem ser mantidos na área de autosserviço, enquanto os de venda sob prescrição médica devem ser mantidos atrás do balcão.

De forma geral, a mudança de layout da farmácia, com renovação da disposição dos produtos na prateleira e boa ambientação, pode ajudar tanto na identificação dos produtos como no direcionamento dos consumidores para todas as áreas da loja. Uma farmácia bem dividida, com setores distintos, cativa a clientela. A isso se juntam ter um bom abastecimento, sinalização bem feita, de fácil visualização e compreensão pelo consumidor, bom atendimento no balcão, loja iluminada e espaços livres para uma boa circulação. Mas, antes de tudo, o farmacista precisa olhar o estabelecimento como um todo, destaca Regina Blessa. “Acabei de voltar da feira NRF de Nova York, que é o maior evento do varejo mundial, e o que mais se falou por lá foi como é importante entender a loja. Saber quantos e quais tipos de clientes entram nela por dia, quais seus horários de pico, o que eles procuram, onde eles param mais dentro da loja, qual a opinião deles sobre a empresa e o que há de melhor e de pior do que os concorrentes. Parece pouca coisa, mas a maioria dos estabelecimentos abre e vai tocando a vida sem nem desconfiar se está melhorando ou piorando seu desempenho perante o público consumidor”, afirma a consultora. “Um equívoco que observo é que, geralmente, falta nas gôndolas de fitoterápicos informação sobre a categoria. Em muitos casos eles estão misturados e não se percebe a diferença entre chá e laxante”, critica a consultora.

Farmácias e drogarias também têm a missão de investir em ações de conscientização sobre o uso correto de medicamentos, particularmente para os isentos de prescrição. Essa atenção ao consumidor pode incluir a criação de folhetos explicativos sobre fitoterápicos, folders para públicos específicos (mulheres grávidas, lactantes, idosos, crianças) e até contratar especialistas para dar palestra sobre o tema para a população do entorno da farmácia. Além de contribuir para o uso responsável de medicamentos, essas ações trazem incremento à imagem da marca e se traduzem em resultados de vendas, com a fidelização da clientela. Tais práticas devem ser utilizadas sem, contudo, esbarrar na indução ao consumo. Tudo vai depender do critério escolhido nas campanhas. “Informar não é induzir ao consumo. Uma embalagem ou material promocional bem explicativo e sem apelos comerciais pode até fazer o consumidor entender que aquele não é o produto que procura”, diz Regina Blessa.

Dissemine informações entre consumidores e colaboradores

De acordo com a Anvisa, para o uso de material promocional de fitoterápicos aplicam-se as mesmas regras que qualquer medicamento. “O Brasil possui um norma bastante específica sobre publicidade de medicamentos e as regras são as mesmas para os fitoterápicos e demais medicamentos. Nesse aspecto o que faz diferença é se o medicamento está ou não sujeito a prescrição médica”, revela a coordenadora da área de registro de medicamentos fitoterápicos (GGMED) da Anvisa, Ana Cecília Carvalho. “Mas antes de qualquer campanha para o consumidor, o pessoal de atendimento deve saber exatamente o que está vendendo”, adverte Regina Blessa. “Muitas campanhas tentam acertar os dois públicos no mesmo momento, mas para isso vão precisar de visitas de multiplicadores nos PDVs para que as mensagens sejam absorvidas antes pelos balconistas. Para o consumidor, o ideal é ter pequenos folhetos, do tipo de bolso, para que o cliente leve a informação para ler em casa. A Medley fez alguns minifolhetos excelentes, com informação para dispor nas gôndolas em pequenas caixinhas de acetato que foram um sucesso.” A consultora acrescenta outro aspecto importante a ser considerado pelo empresário. “O famoso ROI (retorno sobre o investimento), que deve ser calculado sempre que for feita alguma ação promocional ou comercial com os parceiros fornecedores, para saber se funcionou ou não, é fundamental para poder repetir ou melhorar os detalhes”, observa Regina.

Em termos de conhecimento sobre os produtos pelos profissionais que atuam na farmácia,  Ana Cecília Carvalho lembra que a Anvisa solicita que o estabelecimento possua farmacêutico habilitado com conhecimentos específicos para fazer a dispensação dos medicamentos fitoterápicos. Médicos e odontólogos podem prescrever qualquer fitoterápico, enquanto farmacêuticos e nutricionistas podem prescrever fitoterápicos que sejam isentos de prescrição médica. Enfermeiros também podem fazer a prescrição, desde que baseados em protocolos de prescrição. Segundo a coordenadora do GGMED, a dispensação deve fornecer todas as orientações sobre a correta utilização do produto, como indicações, restrições de uso, posologia, possíveis reações adversas e interações medicamentosas. “Assim, o profissional que fará a dispensação deve estudar fitoterapia e conhecer bem os medicamentos fitoterápicos a serem dispensados no estabelecimento”, salienta Ana.

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