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De olho nas normas e tendências

de-olho-nas-normas-e-tendenciasConheça como deve ser a exposição de MIPs e HPCs de acordo com a legislação da Anvisa

A partir de agora, para abastecer as gôndolas de Medicamentos Isentos de Prescrição (MIPs), as farmácias devem seguir as regras estipuladas pela RDC 41/12. O primeiro artigo dessa norma diz que “os MIPs de mesmo princípio ativo devem permanecer organizados em um mesmo local e serem identificados, de forma visível e ostensiva ao usuário, com a Denominação Comum Brasileira (DCB) do(s) princípio(s) ativo(s) ou, em sua falta, da Denominação Comum Internacional (DCI), de modo a permitir a fácil identificação dos produtos”.

Quando questionada sobre a organização trazendo sinalizadores separando esses medicamentos por sintomas, como dor de cabeça, constipação, congestão nasal, antigripais, entre outros, a assessoria de imprensa (AI) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) avisou que esse tipo de organização não é permitida.

“A organização prevista na norma é por substância. As indicações acima podem implicar em indicação de diagnóstico. Medicamentos para finalidades semelhantes podem ter ação e componentes diferentes, o que poderia induzir o consumidor ao erro. Com esse tipo de sinalização, pode-se indicar uma sugestão de diagnóstico e não cabe à farmácia definir as finalidades dos medicamentos”, disse, a agência, por meio de comunicado da AI.
A nova resolução também prevê uma distinção clara no PDV, separando os medicamentos de produtos com outros fins.

“A Anvisa possui uma legislação clara sobre a exposição de medicamentos na gôndola. Eles devem estar separados dos demais produtos do autosserviço, e os produtos de mesmo princípio ativo devem permanecer organizados em um mesmo local”, esclarece o diretor da unidade de negócios de OTC da Takeda, Eduardo Martins. Além disso, na área destinada aos medicamentos, deve estar exposto um cartaz, em local visível ao público, contendo a seguinte orientação: “MEDICAMENTOS PODEM CAUSAR EFEITOS INDESEJADOS. EVITE A AUTOMEDICAÇÃO: INFORME-SE COM O FARMACÊUTICO”.

HPCs pedem ambientação especial

Há tempos os produtos de higiene e beleza têm contribuído para a evolução do canal farma no Brasil, na visão da gerente de gerenciamento por categorias da L’Oréal, Cristina Saito.

Ela usa o setor de cuidados com os cabelos como exemplo dessa colaboração. “A categoria de hair care, que antes era composta apenas por xampu e condicionador, atualmente possui diversos tipos de produtos.

Nesse contexto, o canal farma, que já se caracteriza por uma compra mais específica, acaba oferecendo uma melhor solução de compra comparando-se ao autosserviço alimentar”, justifica. Para ela, outras categorias que estão transformando a dinâmica do canal são as de dermocosméticos, que por estratégia da indústria são distribuídas apenas nas drogarias, se tornando destino nesse canal, e também a de maquiagens.

“As vendas de maquiagens sempre estiveram concentradas no canal ‘porta a porta’. Mas, atualmente, têm ganhado espaço nas drogarias, proporcionando uma experiência de compra diferenciada para produtos de beleza.”
É importante que as farmácias desenvolvam uma ambientação especial para a categoria, e essa mudança está relacionada à nova imagem desse canal para os consumidores.

Segundo a especialista, com a introdução de produtos que melhoram a qualidade de vida, como as categorias de higiene, o ambiente de compra se tornou mais humanizado, com sinalizações das categorias, imagens e cores. “Atualmente, o grande desafio do canal é agregar as categorias mais emocionais, que são as de beleza, a este ambiente. Para tanto, pode-se apostar em elementos como cores mais quentes, iluminação e mesmo materiais diferenciados, como a madeira, que trazem aconchego, conforto e uma compra mais prazerosa nesse canal”, orienta.

A gerente da categoria de sabonetes da Unilever, Denise Door, também acredita na importância de uma ambientação especial, com iluminação indireta, sinalização das seções e tudo mais que possa transformar em um local acolhedor, gerando um momento de compra agradável. Para ela, além da boa exposição, uma série de atividades podem ser realizadas para comunicar os benefícios do produtos.

Valorize o espaço dos MIPs no PDV

De acordo com a Hypermarcas, o que prevalece, hoje, no canal farma, são as caixas no autosserviço, mas blisters e gotas dentro do balcão. “Neste modelo de exposição, o shopper tem a opção de comprar a caixa que está disponível no autosserviço. Entretanto, se quiser comprar outra apresentação como blister ou gotas, ele deve enfrentar a fila do balcão para adquirir o seu produto. Dessa forma atual, não há efetividade na solução de compra ao shopper”, destaca a empresa. A companhia reforça, ainda, que, hoje, são encontrados diversos modelos de exposição de MIPs, mas que nenhum deles facilita a compra do shopper. “Todas as exposições facilitam a escolha do balconista/farmacêutico. Devemos lembrar que o detentor do poder da compra é o shopper e, dessa forma, devemos nos questionar: se o shopper compra por sintoma, por que expormos por laboratório ou ordem alfabética?”, indaga a empresa.

Justamente para facilitar a experiência de compras do consumidor, a Hypermarcas recomenda que os MIPs sejam organizados no autosserviço por sintoma. “Dentro da subcategoria, as marcas referências devem abrir o fluxo, seguidas por similares e, por fim, genéricos, sempre deixando a solução completa do produto agrupado para o shopper indiferente da apresentação (blister, caixa ou gotas)”.

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