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Genérico: Um bom negócio para o consumidor e para o canal

Genéricos um bom negócio
Apesar de ser um segmento relativamente novo no país, esses medicamentos já mostram grande expressividade em todo o setor, chegando a crescer três vezes mais que similares e produtos de referência

Com o início da produção dos genéricos, cuja ‘bandeira’ principal sempre foi a qualidade aliada ao baixo preço, surgiu uma concorrência ainda mais acirrada entre laboratórios farmacêuticos, aquecendo esse mercado de forma bastante positiva. De acordo com informações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos), em 2000, o Brasil tinha registrados genéricos de 63 princípios ativos, totalizando 142 registros e 702 apresentações. Em 2011, até o fechamento deste caderno, esses números saltaram para 384 princípios ativos, 3.135 registros e 17.554 apresentações desses medicamentos, que já são capazes de tratar a maioria das doenças conhecidas (cerca de 100 classes terapêuticas).

Segundo dados do IMS Health, de 2009 para 2010, o setor de genéricos cresceu 37,58% em valor (passando de um faturamento de R$ 4,5 bilhões para R$ 6,2 bilhões) e 32,54% em unidades (saindo das 329,9 milhões de medicamentos comercializados para 438,6 milhões). Até o final de 2010, os genéricos representavam cerca de 17% do mercado total de medicamentos em valor.

Só no primeiro trimestre deste ano, foram comercializados 123,7 milhões de unidades de genéricos, o que representou evolução de 32% em relação aos três primeiros meses de 2010. O índice é recorde para o primeiro trimestre desde que os genéricos chegaram ao mercado, segundo dados da Pró Genéricos. Em valores, as vendas das indústrias do setor somaram R$ 1,772 bilhão contra R$ 1,289 bilhão registradas no primeiro trimestre de 2010, consolidando alta de 37,4%.

O consumo de genéricos está concentrado na região Sudeste, com 61,23%, seguido do Sul, com 15,17%. Nos estados onde o poder aquisitivo da população é mais baixo, a venda de genéricos é praticamente inexpressiva. Os estados da região Norte, por exemplo, participam apenas com 2,39% do total das vendas do segmento.

O share dos genéricos, em unidades, encerrou o trimestre em 24,1%, ampliando 3,5 pontos percentuais em relação aos 20,6% verificados no mesmo período do ano passado. Em valor, o share também evoluiu. Os genéricos responderam por 19,5% de participação em valores no mercado farmacêutico brasileiro nos três primeiros meses de 2011 ante 16,5% no ano passado.

Índices que poderiam ser bem superiores. Em países onde há participação do governo por meio de políticas de reembolso de medicamentos, a participação dos genéricos é bem maior. Na Dinamarca, 83% dos medicamentos vendidos são genéricos, o que corresponde a 55% do faturamento do setor daquele país. Nos Estados Unidos, Inglaterra e Alemanha, 60% das unidades vendidas são genéricos. Já no Brasil, do total dos medicamentos vendidos, 25% são genéricos,o que corresponde a 20% do faturamento total do setor.

O mercado farmacêutico total também apresentou crescimento no primeiro trimestre do ano. O conjunto das indústrias registrou vendas de 544,3 milhões de unidades entre janeiro e março de 2011 contra 475.1 milhões em igual período de 2010, fechando com alta de 14,6%. Excluindo a participação dos genéricos do total da indústria, a evolução do mercado foi menor: 10,3% em unidades. Para o presidente da Pró Genéricos, Odnir Finotti, esses indicadores refletem, claramente, o peso que os genéricos têm hoje na indústria farmacêutica brasileira. “O primeiro trimestre mantém o mercado de medicamentos genéricos como o segmento que mais cresce no setor farmacêutico. A tendência é de que, em 2011, nossas empresas repitam o ótimo desempenho de 2010, ano em que nosso crescimento superou os 30%”, diz executivo, salientando que o objetivo é chegar aos 30% de participação de mercado até o final de 2012. “Os genéricos crescem, em média, três vezes mais do que os similares e os medicamentos de referência”, destaca.

Os pilares do crescimento

São muitos os motivos recentes que contribuem para o desempenho consistente desse setor. Conheça os principais:

• Fortalecimento da economia brasileira: um cenário econômico favorável reflete no aumento da renda população, que passa, assim, a cuidar mais da saúde e ter mais acesso aos medicamentos. “O desempenho dos genéricos foi melhor do que esperávamos entre 2009 e 2010. Esperávamos crescer25% e chegamos a 32%. Toda vez que há aumento da renda da classe C e D, essas pessoas passam a ter mais acesso aos medicamentos genéricos”, conta o presidente executivo da Pró Genéricos, Odnir Finotti. E de fato, segundo a pesquisa O Observador 2011, realizada pela Ipsos Public Affairs, a pedido da Cetelem BGN, só no ano passado, quase 31 milhões de brasileiros ascenderam socialmente. Desse total, aproximadamente 19 milhões saíram das classes D/E e passaram a participar da classe C (média). Além disso, cerca de 12 milhões de brasileiros saltaram da classe C para as classes de maior poder aquisitivo A/B.

• Programa Farmácia Popular: hoje, esse programa oferece oito medicamentos, gratuitamente, para hipertensão e diabetes, que respondem por 14,6% das vendas da indústria de genéricos, ante 12,9% do ano anterior, representando um crescimento de 50%. Atualmente, 60% dos medicamentos distribuídos gratuitamente pelo Farmácia Popular são genéricos. A participação, que cresceu 9% de fevereiro para março, quando começou a valer a gratuidade, deve se acelerar nos próximos meses. “Vamos estender nossa parceria com o governo federal, para que os genéricos sejam instrumento de acesso, oferecendo todo suporte necessário para o desenvolvimento do Farmácia Popular”, argumenta Odnir Finotti.

• Novos genéricos no mercado: os novos genéricos de produtos cujas patentes venceram recentemente já começam a contribuir para o aumento de participação. Apenas três novos genéricos – citrato de sildenafila, atorvastatina e valsartanta – já são muito importantes nas vendas e apontam para um forte crescimento e aumento de acesso para esses produtos. “Esses medicamentos novos já passaram a representar 5% das vendas gerais desses medicamentos”, avisa o presidente da Pró Genéricos. “Medicamentos que representam grandes volumes certamente levam o mercado a outro patamar. E quando esses blockbusters podem ter suas contrapartidas genéricas, isso, obviamente, também é bom. O volume de unidades da categoria tem grande impulso nesse ponto, o que nos leva a concluir que o preço realmente tem fator decisivo na adesão ao tratamento”, avalia o presidente executivo da Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), Sérgio Mena Barreto.

E, entre o final de julho e começo de agosto, mais de 50 medicamentos genéricos devem ser liberados no mercado, segundo anunciou o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano. De acordo com o executivo, esses resultados se justificam pela nova atitude da Agência, que pretende priorizar alguns pedidos de registros. Dessa forma, a partir de agora, primeiro serão analisados os pedidos de genéricos novos, cujas patentes já expiraram recentemente, e dos medicamentos que ainda só apresentam os de referência no mercado. Na sequência, serão analisados os medicamentos com pouca concorrência e, em seguida, aqueles que são alvo de compra pública, para que ocorra aumento da concorrência do setor e redução do preço.

Investimento maciço da indústria: de 1999 a 2010, as empresas associadas à Pró Genéricos realizaram US$ 354 milhões em investimentos, dos quais 64% desse montante foi destinado a testes de biodisponibilidade e bioequivalência; 24% na adequação às Boas Práticas de Fabricação (BPFs); 9% no desenvolvimento de novos genéricos; e 4% na ampliação da capacidade produtiva. Até 2014, os investimentos devem atingir US$ 1,5 bilhão.

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