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Uma divisão de destaque cada vez maior na indústria

Medicamentos genéricosInvestimento maciço dos laboratórios em medicamentos genéricos começa a demonstrar resultados sólidos e promissores

 

A adesão dos consumidores aos medicamentos genéricos se mostra cada vez maior. Essa aprovação da classe médica e da população em geral faz com que surjam novas apresentações de medicamentos genéricos e além de novos players interessados nesse mercado. No ano 2000, quando os genéricos começaram a ser comercializados no País, eram apenas oito os laboratórios que apostavam no segmento. Hoje, de acordo com dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos), já são 101 empresas concorrentes. Segundo o diretor técnico executivo da Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais (Alanac), Henrique Uchio Tada, a representatividade dos genéricos é grande na indústria nacional. “Os genéricos são uma oportunidade que as indústrias enxergaram para crescer”, afirma.

A divisão de genéricos da EMS, por exemplo, comercializa, aproximadamente, 500 apresentações de produtos. “Em 2009, foram 95,5 milhões de unidades comercializadas e R$ 1,3 bilhão em faturamento. Em 2010, a empresa ficou em primeiro lugar nesse setor em unidades vendidas e, em faturamento, em segundo lugar. Foram 113 milhões de unidades comercializadas e R$ 1,5 bilhão em faturamento”, revela o diretor de marketing da EMS Genéricos, Marco Aurélio Miguel, que justifica esses resultados. “O mercado de genéricos apresenta um crescimento de 39% nos cinco primeiros meses deste ano quando comparado com o mesmo período de 2010 e este crescimento se deve principalmente ao lançamento de importantes moléculas e a um aumento da prescrição dos genéricos pela classe médica”, explica. “No ano passado, os genéricos movimentaram 439 milhões de unidades e a divisão EMS Genéricos comercializou 113 milhões delas”, reforça Miguel.

Para 2011, a empresa tem muitas expectativas positivas, já que o objetivo é registrar um crescimento acima dos 40%. “Estamos em processo de construção de novas fábricas até 2012 e de ampliação e compra de novos equipamentos para a atual planta de Hortolândia. Os números de empregos diretos serão aumentados, superando os atuais 4,5 mil colaboradores da EMS. Para isso, reestruturamos a equipe comercial e de marketing para respondermos com mais agilidade às novas demandas do mercado”, avisa Miguel, dizendo que os genéricos devem ser importantes nesses resultados. “Além disso, ao longo de 2011, há medicamentos que ainda devem ter a patente expirada, sendo que a EMS está atenta a todas as próximas expirações de patente de medicamentos importantes e, com certeza, tem a intenção de entrar, pioneiramente, na disputa por todos esses mercados”, avalia. Entre janeiro e dezembro de 2010, o segmento de genéricos representou 60% do faturamento e 64% da produção da companhia.

A divisão de genéricos da Medley, que conta com um portfólio superior a 130 produtos, fechou 2010 com um crescimento de 55% quando comparado ao ano anterior. “Ficamos acima do mercado que registrou a evolução de 38% para o período”, reforça o gerente de marketing genéricos da empresa, Messias Cavalvante, destacando que, ainda neste segmento, a empresa alcançou um market share de 33%, o que representou um avanço de quatro pontos percentuais em comparação a 2009*. “O crescimento da empresa comprova o acesso, cada vez maior, de medicamentos à população brasileira, reforçando, assim, a diretriz principal da Medley, sempre centrada na promoção de saúde e bem-estar”, justifica o executivo.

Para 2011, a Medley pretende continuar crescendo acima dos índices gerais de mercado, concentrando-se em ações para manutenção dos resultados e na solidificação da sua imagem com o laboratório de referência no segmento de genéricos, que hoje é carro-chefe da companhia.

Representatividade alta também nas farmácias

A indústria farmacêutica não é a única a lucrar com os medicamentos genéricos. Na Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), as vendas de medicamentos genéricos das empresas filiadas à entidade cresceu 22% nos últimos doze meses até abril de 2010, comparando o mesmo período de 2011, quando se registrou uma movimentação de R$ 1,9 bilhão. Nesse período, os genéricos representaram 14,84% do faturamento total das redes de farmácias. Já no primeiro quadrimestre deste ano, a participação dos genéricos das empresas associadas cresceu 23,09% em relação ao mesmo período de 2010, passando de R$ 534,1 milhões para R$ 657,4 milhões, com participação de 15,19% no faturamento total das redes. “A Abrafarma tem apoiado a introdução dos medicamentos genéricos desde que a lei foi aprovada. Foram as grandes redes as primeiras empresas a disponibilizar, no início, seções inteiras somente para estes medicamentos, como um modo de destacá-los. Essa prática, aliada à própria organização das empresas e à expertise de distribuição, tem representado uma política vencedora, com crescimentos anuais da ordem de dois dígitos continuamente”, argumenta o presidente executivo da entidade, Sérgio Mena Barreto, salientando que, até o final deste ano, a Abrafarma projeta que os genéricos devam apresentar crescimento entre 20 e 25%.

Na Federação Brasileira das Redes Associativistas de Farmácias (Febrafar), a importância dos genéricos para as empresas filiadas também é alta. Em representatividade nas vendas de todos os medicamentos comercializados em uma farmácia associativa, observou-se que no 1º trimestre de 2011 houve crescimento da participação dos genéricos (+53,4%) em relação ao mesmo período de 2010. Já os medicamentos de referência – os chamados éticos – registraram retração em torno de 16% quanto à participação na categoria, na comparação ao mesmo período do ano anterior. Até o final deste ano, as estimativas da Febrafar são bastante positivas e os genéricos podem impulsionar esses números. “O mercado de forma geral está aquecido e a venda de genéricos mais ainda, sobretudo pelo crescimento da Farmácia Popular. Não sei quanto cresceremos, mas espero ficar acima de 15% ao ano”, afirma o presidente da entidade, Edison Tamascia.

A EMS Genéricos também procura usar ações que gerem visibilidade da empresa no ponto de venda. Com relação aos farmacêuticos, a empresa desenvolve algumas ações que proporcionam reciclagem e capacitação desses profissionais. Um exemplo é o Projeto ACADEMS (Academia EMS). Trata-se de um projeto de consultoria e capacitação profissional em que quatro consultores altamente qualificados realizam, pessoalmente, treinamentos para o setor e consultoria a proprietários de drogarias. Os temas vão desde gestão de pessoas, gestão de estoque, rotinas administrativas, financeiras, técnicas de negociação, até gestão de categoria e posicionamento do negócio. “Desde o início do projeto, o ACADEMS já contribuiu com o desenvolvimento profissional de mais de 20.000 pessoas do setor, além de diversas consultorias oferecidas a drogarias”, enfatiza o diretor de marketing da empresa, Marco Aurélio Miguel.

Mas só ações de marketing não são suficientes. “Fazer a reprodução de um medicamento não é uma tarefa fácil. É preciso ter boa escala de produção e corpo técnico bem estruturado”, avisa o diretor técnico executivo da Alanac, Henrique Uchio Tada. O laboratório deve ter, portanto, áreas regulatórias, jurídicas e de patentes e pesquisa, trabalhando em sinergia e analisando, com muita antecedência, todas as patentes que cairão em domínio público no mercado. É necessário, ainda, ter uma equipe com especialistas e consultores nas mais diversas áreas, para desenvolver os projetos.

Em 2010, a Pfizer anunciou a compra de 40% do laboratório Teuto. A sinergia entre as empresas visa utilizar a força da visitação médica da Pfizer, para levar os produtos Teuto aos consultórios; e a força de vendas do Teuto, para levar os produtos Pfizer às farmácias independentes, atingindo mais de 45 mil pontos de venda.

Segundo informa o presidente do laboratório Teuto, Marcelo Henriques Leite, a partir de setembro eles terão a publicação para fabricar dois produtos da Pfizer: Lipitor e Viagra. “Teremos o genérico e o similar destes dois medicamentos. Além disso, vamos ter genéricos e similares da Wyeth e trabalharemos com a marca Wyeth/Teuto, mas o Teuto comercializará”. De acordo com o executivo, a fabricação será conjunta. A Pfizer fará a produção dos comprimidos e o Teuto será responsável pela finalização das embalagens, já que eles conseguem um custo menor e mais competitivo, dentro do parque fabril em Anápolis (GO). Leite revela que o genérico do Celebra também está por vir. “Estamos em fase de processos de aprovação na Anvisa”.

O presidente do Teuto acredita que este olhar da Pfizer é um olhar que grandes companhias têm de mercados emergentes. Ele afirma que o laboratório não perderá mercado, já que faz uso de excelentes ferramentas de marketing para isso. “Com a queda das patentes e o aumento da competitividade com os genéricos, a tendência é que o preços dos medicamentos de referência caiam, é aí que a Pfizer ganha, além de entrar para um novo mercado, que é o segmento dos genéricos, com o Teuto”.

No primeiro semestre de 2011, o Laboratório Teuto investiu R$ 40 milhões para incrementar sua produção em 40%. Hoje são produzidos 30 milhões de caixas de medicamentos mensais, mas a capacidade é de até 45 milhões.

A empresa Sandoz está investindo na área de Sistema Nervoso Central (SNC) e, neste ano, já lançou medicamentos genéricos com ativos como dicloridrato de pramipexol para o tratamento do mal de Parkinson, o cloridrato de donepezila para a doença de Alzheimer e a quetiapina para o tratamento de esquizofrenia e transtorno bipolar. “Além destes, a Sandoz ainda lançará novos produtos em outras classes terapêuticas como cardiologia, ginecologia, entre outros”, revela a diretora de comunicação da Sandoz do Brasil, Patrícia Pêcego.

Dentre as maiores conquistas da empresa em 2011 foi o lançamento do primeiro medicamento biológico da empresa empresa, com o ativo somatropina. “A novidade marca a entrada da Sandoz no segmento biofarmacêutico do País. Este medicamento é um hormônio de crescimento injetável indicado para o tratamento do distúrbio do crescimento em crianças, caracterizado pela produção insuficiente do hormônio de crescimento (GH). Esse lançamento comprova o compromisso da empresa com o segmento de especialidades, como oncológicos injetáveis e biológicos e, mais ainda, em ampliar o acesso a tratamentos mais complexos”, considera Patrícia.

Segundo dados do IMS Health, em 2010 a Sandoz do Brasil registrou faturamento de R$ 671.241 milhões. Em 2009, o faturamento registrado foi de R$ 588.911 milhões, alta de 13,9% em relação ao ano anterior. O crescimento é resultado do lançamento de medicamentos importantes como o sildenafil (disfunção erétil), a candesartana (hipertensão), e o contraceptivo a base de gestodeno e etinilestradiol. “Os hormônios são medicamentos particularmente difíceis de produzir e o contraceptivo da Sandoz é bioequivalente ao medicamento de referência”, reforça a diretora de comunicação da empresa. (K.R.)

 

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