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Crescimento dos Genéricos

crescimento-dos-genericos.jpgPrevisão de aportes de US$ 1,5 bilhão indica que o segmento vai se manter crescendo forte nos próximos anos

Com desempenho acima da média de mercado ao longo da última década, o segmento de genéricos dá indícios de que vai se manter em alta nos próximos anos. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos), que reúne as maiores fabricantes de genéricos do País, o segmento deverá receber investimentos estimados em US$ 1,5 bilhão até 2014. De acordo com a entidade, esses recursos serão aplicados em novas plantas e ampliação de unidades fabris, além de lançamentos de produtos e novas linhas de medicamentos e nos respectivos testes de equivalência farmacêutica, bioequivalência e biodisponibilidade relativa. O segmento caminha para um novo estágio de produção e consumo, incluindo a produção de medicamentos inovadores, como os biotecnológicos, e voltados a enfermidades e tratamentos mais complexos, como drogas contra rejeição a transplantes e para tratar o câncer. Analgésicos e antibióticos, tradicionais campeões de vendas, devem continuar liderando, mas começam a ceder espaço para produtos voltados para tratamentos de outras doenças. “Na verdade, esse movimento representa um novo patamar de desenvolvimento da indústria farmacêutica instalada no País e não apenas no segmento de genéricos. Um rumo que responde a uma dinâmica natural do mercado”, destaca  o vice-presidente executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma), Nelson Mussolini.

 

Boa parte da indústria está se mexendo com vistas a atender à expectativa de crescimento do setor, que prevê abocanhar 30% do mercado farmacêutico ainda neste ano, com a expectativa de chegar a 45% de participação até 2020, aproximando-se da média dos países desenvolvidos, que gira em torno dos 50%. O laboratório EMS, apesar de liderar o setor farmacêutico desde 2007 e de apresentar crescimento de mais de 160% do faturamento entre 2006 e 2011, não pretende se contentar com os resultados conquistados. Nos últimos anos, a empresa anunciou investimentos da ordem de R$ 500 milhões na ampliação da fábrica de Hortolândia (SP) e para construção de três novas plantas – Brasília (DF), Manaus (AM) e Jaguariúna (SP). Com as novas fábricas, a estimativa da companhia é aumentar em 60% a atual capacidade produtiva da empresa de 480 milhões de unidades/ano. Em 2011, a divisão de genéricos da EMS registrou faturamento de R$ 2,1 bilhões, representando crescimento de 39% em relação ao ano anterior. Foram comercializados 137,2 milhões de unidades, número que significa crescimento de 21% em relação a 2010. O objetivo da empresa é atingir mais de 200 milhões de unidades comercializadas em 2012. No ano passado, a EMS lançou 25 medicamentos. A previsão para este ano é colocar no mercado, pelo menos, 35 novos produtos. Entre as novidades já apresentadas este ano, o laboratório lançou em março a Bupropiona, genérico do Zyban, da GlaxoSmithKline. O medicamento é utilizado para o tratamento de tabagismo e depressão e, por enquanto, segundo a companhia, ele é o único no segmento de genéricos. Com esse lançamento, a empresa espera dobrar o mercado da substância, avaliado em R$ 89 milhões.

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Outro laboratório que está com sede de mercado é o Teuto, sobretudo depois da injeção de recursos com a venda de 40% de sua participação para a Pfizer. A empresa ampliou a linha de genéricos e pretende ganhar espaço nas grandes redes de varejo. Entre aproximadamente 600 produtos que fazem parte do seu portfólio, a companhia deve apresentar cerca de 70 moléculas, entre genéricos e similares, para aprovação na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em 2011, foram 60 produtos novos e para 2013, o laboratório trabalha com a ideia de lançar cerca de 100. “A estimativa é que 50% dos produtos lançados este ano sejam de medicamentos genéricos”, diz o diretor de marketing do Teuto, Ítalo Melo. Entre eles, está o primeiro genérico de Nitrofurantoína, um anti-infeccioso urinário. Em 2011, os genéricos representaram 50% do faturamento total da empresa. Este ano, entre janeiro e maio, o índice chegou a 52%. “Com os lançamentos previstos para 2012, essa participação tende a crescer mais”, revela o diretor de marketing, acrescentando que o laboratório investiu R$ 40 milhões, em 2011, para ampliar a produção, que inclui novas tecnologias, compra de equipamentos e máquinas. Outro aporte de R$ 40 milhões está sendo empregado neste ano. “Temos uma unidade que é o maior complexo farmacêutico da América Latina e estamos ampliando a capacidade de produção dentro da área física existente. O posicionamento da marca Genéricos Teuto é oferecer produtos de qualidade e confiança a preços acessíveis. E agora temos a chancela da maior indústria farmacêutica do mundo, a Pfizer. Vamos aproveitar essas vantagens e o fato de que moléculas importantes perderão a patente em 2012”, completa Ítalo Melo. O laboratório encerrou 2011 com faturamento na casa dos R$ 380 milhões, representando crescimento de 38% em relação a 2010. A taxa de crescimento da linha genéricos foi ligeiramente superior e alcançou 41%.

Também o laboratório Aché registrou alta em 2011 – cresceu 24% em receita bruta em comparação ao registrado no ano anterior. Para 2012, a expectativa da empresa é acelerar ainda mais o crescimento, superando a evolução do mercado de genéricos. Para atingir tal objetivo, o laboratório programou colocar 20 novas moléculas no mercado este ano, das quais dez foram lançadas no primeiro semestre. De acordo com a empresa, ela foi a primeira a lançar no Brasil a Betaistina e o Ibandronato. Na rota de ampliação do portfólio dos genéricos, o laboratório Aché informa que tem investido em medicamentos para outras doenças, como colesterol alto, mal de Parkinson, asma e mal de Alzheimer. Já a Hypermarcas, por meio da marca Neo Química, estima lançar, ao menos, 45 medicamentos genéricos neste ano, sem considerar os que continuam em análise na Anvisa. A companhia teve mais de 50 milhões de unidades de genéricos vendidas em 2011. “Com isso, a Neo Química conquistou a terceira posição no ranking das maiores marcas de genéricos do País no ano. Esperamos que o mercado como um todo continue se expandindo a um ritmo acelerado em 2012”, aposta Walker Lahmann, diretor-executivo da Divisão Farma da Hypermarcas, acrescentando que no primeiro trimestre a empresa cresceu mais de 35% em genéricos e similares. O executivo também destaca que a empresa investe na ampliação do portfólio, de forma a estar presente nas mais diversas classes terapêuticas. “Como o brasileiro percebeu que os genéricos são confiáveis por sua qualidade e mais baratos em relação aos produtos de referência, a demanda relacionada a tratamentos mais complexos deve crescer”, afirma Lahmann.

“A crescente participação dos genéricos no mercado farmacêutico é uma realidade. Essa tendência será mantida e as indústrias que quiserem se consolidar nesse mercado terão de investir nesse segmento. Em países como os EUA, a participação dos genéricos chega a 60% do mercado”, pondera  o diretor comercial da Medquímica, Vinícius Quintão. Para o executivo, a queda de patentes de produtos importantes, como as que aconteceram nos últimos anos, foram cruciais para a consolidação do setor e devem continuar a influenciar no seu crescimento. Mas haverá uma mudança de foco. “Estima-se que com a queda de novas patentes dos produtos para tratamento de doenças mais complexas, como leucemia, os genéricos dobrem seu faturamento nos próximos anos”, avalia Quintão. A Medquímica aposta que os medicamentos campeões de vendas não perderão sua importância no mercado de genéricos, mas vão ganhar novos concorrentes. “Estamos aguardando a publicação do registro do nosso Omeprazol genérico, molécula que passou do décimo para o segundo lugar em faturamento, entre 2010 e 2011”, diz, lembrando que produtos para tratamento de hipertensão, redução de colesterol e os utilizados no tratamento de úlceras e gastrites terão ampliada sua participação no mercado de genéricos. Em 2011, a Medquímica registrou crescimento de 39% em unidades e de 28% em faturamento, comparado ao ano anterior. A área de genéricos no faturamento da empresa vem crescendo e, em 2012, o laboratório aposta que o crescimento superará 20%. A Medquímica está concluindo investimento em uma nova unidade fabril, com inauguração prevista para meados de 2013, que terá capacidade três vezes maior que a planta atual.

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