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Genéricos batem recorde

genericos-batem.jpgSegmento cresce 21% de janeiro a maio, registrando 264 milhões de unidades comercializadas. Com isso, alcança marca recorde de 26% de participação de mercado

Bons ventos continuam soprando forte nas velas dos fabricantes de medicamentos genéricos. Com crescimento na casa dos dois dígitos anuais desde que surgiram, treze anos atrás, segmento fechou os cinco primeiros meses de 2012 com expansão expressiva nas vendas. De janeiro a maio, foram comercializados 264 milhões de unidades de genéricos no mercado brasileiro contra 216 milhões registrados na mesma época de 2011, o que representa alta de 21,2%. No mesmo período, as vendas somaram R$ 4,2 bilhões, cravando aumento de 34% em relação aos R$ 3,1 bilhões apurados no mesmo período de 2011. Os dados são do IMS Health, instituto que audita o mercado farmacêutico no Brasil e no mundo, e foram divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos). Com tal movimento, a participação de mercado dos genéricos em unidades bateu a marca de 26%, ante 24,4% no mesmo período do ano passado. Em valores também se detectou aumento na participação dos genéricos. De janeiro a maio de 2011 a fatia era de 19,9% e no mesmo período deste ano saltou para 22,3%.

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Mais uma vez o segmento de genéricos bateu o setor farmacêutico total, que também apresentou elevação dos negócios nos cinco primeiros meses de 2012, porém em ritmo inferior ao dos genéricos. O conjunto da indústria registrou vendas de 1,03 bilhão de unidades de janeiro a maio deste ano contra 921,6 milhões apurados em igual período de 2011, fechando com alta de 11,7%. Pelo critério valor houve avanço de 17,8% no período. As vendas totais atingiram R$ 19,4 bilhões contra R$16,5 bilhões registrados de janeiro a maio do ano passado. Segundo a Pró Genéricos, ao excluir os genéricos da avaliação sobre desempenho do mercado farmacêutico brasileiro, se constata que o segmento apresentou crescimento de 8,5% no volume de unidades comercializadas. Pelo critério valor, o mercado farmacêutico total, excluindo os genéricos, apresentou evolução de 2,2% no período, considerando as vendas auditadas em dólar.

Ao longo de 2011 o resultado dos genéricos foi também bastante expressivo, com desempenho 52% superior ao restante da indústria. O mercado de medicamentos genéricos apresentou no ano passado crescimento de 32,3% no volume de unidades vendidas em comparação a 2010, segundo o IMS Health. Foram comercializados 581 milhões de unidades em 2011 frente a 439 milhões registrados no ano anterior. No mercado farmacêutico total, foram registradas vendas de 2,34 bilhões de unidades em 2011, contra 2,07 bilhões comercializados em 2010, representando crescimento de 13,34%. Em faturamento, as vendas de genéricos movimentaram R$ 8,7 bilhões, apresentando crescimento de 41% em comparação a 2010, quando as vendas atingiram R$ 6,2 bilhões. Já o setor como um todo teve sua receita ampliada em 18,83% entre 2010 e o ano passado, saltando de R$ 36,2 bilhões para R$ 43 bilhões. Com esse resultado, a participação dos genéricos no volume de vendas do setor farmacêutico cresceu em torno de 18%, passando de 21,2%, em 2010, para 24,9% no ano passado. A Pró Genéricos estima alcançar 35% de participação de mercado em unidades até 2015. Já o Ministério da Saúde projeta crescimento ainda mais expressivo, da ordem de 40% de share até 2020.

Mas essas previsões podem ser antecipadas. De acordo com a recém-empossada presidente da Pró Genéricos, Telma Salles, o setor deve superar a marca de 30% de participação de mercado ainda em 2012. “Somos o setor economicamente mais dinâmico da indústria. Neste ano teremos crescimento acima de dois dígitos, superando o desempenho do restante do setor farmacêutico e bem acima da expectativa que se tem em torno do PIB”, afirma a executiva. Caso o prognóstico para 2012 se confirme e o setor abocanhe 30% do mercado, a fatia da indústria de genéricos corresponderá ao mesmo patamar do mercado espanhol atualmente (31%), mas ainda distante de mercados consolidados como a Alemanha, em que os genéricos respondem por 66% de participação, EUA e Inglaterra (60%) e Holanda (57%). Isso indica que o setor tem bastante espaço para crescer. “O potencial de crescimento de genéricos é grande, como se observa na Europa e nos EUA, onde eles respondem por mais de metade do mercado”, recorda o vice-presidente executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma), Nelson Mussolini. Com relação ao faturamento em reais, os genéricos registraram a marca de 20,5% de participação em 2011, segundo levantamento do IMS Health.

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Crescimento sólido

Entre os fatos que explicam os avanços dos genéricos, a presidente da Pró Genéricos aponta o custo dos medicamentos ao consumidor. “O crescimento expressivo dos últimos anos se deve ao fato de os genéricos reunirem dois atributos muito importantes para qualquer produto – bom preço e qualidade”, afirma Telma Salles. Por lei (Resolução CMED n.2/2004) o preço do genérico não pode ser superior a 65% do valor do medicamento de referência correspondente. Na prática, porém, os genéricos custam, em média, 50% menos do que os medicamentos de marca, e os valores podem ser ainda mais baixos. A presidente da Pró Genéricos explica que embora os genéricos sejam, por lei, obrigados a custar 35% menos que os medicamentos de referência, os consumidores podem encontrar genéricos com preços até 70% mais baixos. “Essa oportunidade de acesso por meio de produtos de baixo custo e o aumento da confiança dos consumidores nos genéricos explicam o desempenho do setor”, conclui Telma Salles. A Pró Genéricos calcula que o consumidor brasileiro tenha economizado R$ 27,3 bilhões em medicamentos desde 2001 com a entrada dos genéricos no mercado brasileiro. Essa economia é ainda maior quando se observa que a concorrência com os genéricos vem obrigando os medicamentos de referência a reduzirem seus preços em, no mínimo 30%, de acordo com levantamentos da Pró Genéricos. “Os genéricos estão entre as maiores conquistas da saúde pública no Brasil. Uma parcela significativa da população compra medicamentos hoje graças aos genéricos”, avalia Telma.

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Nos principais mercados globais o custo dos genéricos varia de 30% a 80% menos do que os medicamentos de referência. O mercado mundial de genéricos movimenta aproximadamente US$ 80 bilhões e cresce na faixa de 17% ao ano, com crescimento previsto para 2012 em torno de US$ 120 bilhões. No mercado mundial, os EUA têm especial destaque, com vendas de genéricos da ordem de US$ 22 bilhões. Esse tipo de medicamento corresponde a 60% das prescrições nos EUA e custa de 30% a 80% menos que os de referência. De acordo com o Relatório do Congressional Budget Office CBO (1998), os consumidores norte-americanos economizam entre US$ 8 bilhões e US$10 bilhões ao ano com a aquisição de medicamentos genéricos. Autoridades na França, Espanha, EUA e em outros mercados exigiram medidas que trouxessem as versões genéricas dos produtos farmacêuticos para o mercado mais rapidamente, a fim de ajudar a deter a tendência de elevação dos preços dos produtos farmacêuticos.

Outro fator que explica os bons resultados obtidos pelo ramo de genéricos é o crescimento da renda da população brasileira, que, com os recursos adicionais, passa a dar mais atenção à saúde. “A melhoria das condições econômicas da população brasileira, a partir de meados da década de 1990 em diante, incorporou ao mercado dezenas de milhões de pessoas das classes C, D e E. Com mais dinheiro para gastar, esse enorme contingente alavancou toda a economia do País e também impulsionou o consumo de medicamentos em geral e o de genéricos em particular, que cresceu muito acima do mercado total desde sua introdução no Brasil”, revela Nelson Mussolini, do Sindusfarma. Segundo analistas econômicos, a retomada da economia fez com que muitos consumidores que estavam com o orçamento apertado, por conta do desemprego e do acúmulo de dívidas, voltassem a comprar medicamentos regularmente. Nesse cenário, os genéricos exercem um papel importante, pois representam economia em relação aos medicamentos de referência. “O consumidor, que hoje confia mais nos genéricos, vem enxergando esses produtos como aliados no equilíbrio do orçamento doméstico”, explica Telma Salles.

 

Novos produtos

O lançamento de genéricos em virtude do fim da proteção patentária de produtos importantes, muitos blockbusters, é outro aspecto que tem influenciado no crescimento do setor. De acordo com o IMS Health, perto de 27% do mercado farmacêutico total ainda é protegido por patentes, o que demonstra o potencial de inserção de novos genéricos. A entrada de novos genéricos no mercado por meio de medicamentos que tiveram suas patentes vencidas nos últimos dois anos contribuiu para expansão do setor. Drogas como Atorvastatina, Rosuvastatina, Sildenafil, Quetiapina e Valsartana hoje já representam 10% do faturamento do setor. “Essas drogas e mais uma relação de outros produtos que devem ter patente expirada até 2017 são medicamentos importantes, com alto valor agregado, que impactam e muito nosso negócio”, diz Telma Salles. Entre os lançamentos de genéricos em 2012, os destaques são a Ziprasidona, um antipsicótico da Pfizer, e o Sirolimus, produto imunossupressor da Wyeth utilizado em transplantes de órgãos. “Diz a experiência que já no primeiro ano do vencimento de uma patente o medicamento de referência perde perto de 50% do seu mercado, que é abocanhado pelo segmento de genéricos”, observa o ex-presidente da Pró Genéricos, Odnir Finotti. “No caso dos blockbusters isso equivale a R$ 500 milhões somados ao faturamento do setor, uma elevação de cerca de 15%.” Em geral, o mercado de genéricos dobra o volume de vendas em unidades com o fim das patentes. No mundo todo, o vencimento da validade das patentes de vários medicamentos de marca de sucesso está previsto para os próximos anos, deixando um total de US$ 30 bilhões em vendas anuais suscetíveis à concorrência dos genéricos.

Medicamentos genéricos são cópias de drogas inovadoras cujas patentes já expiraram. No Brasil, segundo a Pró Genéricos, a produção desses medicamentos obedece a rigorosos padrões de controle de qualidade. Conforme determina a legislação, só podem chegar ao consumidor depois de passarem por testes de equivalência farmacêutica e bioequivalência, estes últimos realizados em seres humanos. Graças aos testes, os medicamentos genéricos brasileiros são intercambiáveis. Ou seja, podem substituir os medicamentos indicados nas prescrições médicas. Segundo determina a legislação, a troca pode ser recomendada pelo farmacêutico, nos pontos de venda, com segurança para o consumidor. Os critérios técnicos exigidos para o registro dos genéricos no Brasil são semelhantes aos adotados por órgãos reguladores de países como Canadá (Health Canada), EUA (FDA), além da União Europeia (EMEA), entre outros centros de referência de saúde pública no mundo. Atualmente, existem no mercado brasileiro medicamentos genéricos para o tratamento de doenças do sistema cardiocirculatório, anti-infecciosos, aparelho digestivo/metabolismo, sistema nervoso central, anti-inflamatórios hormonais e não hormonais, dermatológicos, doenças respiratórias, sistema urinário/sexual, oftalmológicos, antitrombose, anemia, anti-helmínticos/parasitários, oncológicos e contraceptivos, ou seja, já é possível tratar com os medicamentos genéricos a maioria das doenças conhecidas. Segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em 2011 houve 531 registros de medicamentos no órgão. Desse total, 353 eram de medicamentos genéricos e similares, que pela norma atual seguem os mesmos padrões dos medicamentos de referência.

 

Medicamentos complexos

De acordo com a Pró Genéricos, os medicamentos biossimilares e os produtos de alta complexidade são as novas fronteiras de expansão do setor. E são esses os dois assuntos que assumiram a liderança entre as prioridades da agenda da entidade. “É a nossa entrada nesses novos mercados que elevará os negócios das indústrias de genéricos”, sentencia Telma Salles, que ressalta ainda que os dois mercados, se somados, chegam a R$ 6 bilhões em valor. “Enquanto as empresas do setor já se organizam para produção de biossimilares, a Anvisa vem colaborando com o setor para que tenham acesso facilitado aos produtos que no geral são vendidos para hospitais e órgãos públicos de saúde”, diz a executiva. “A expansão do mercado com a incorporação de milhões de novos consumidores, o aumento da confiança e da prescrição por parte dos médicos e o lançamento de novos produtos fazem com que o mercado de genéricos tenha bons prognósticos de crescimento pela frente. O mercado de genéricos no País ainda será impulsionado durante anos pelo lançamento de medicamentos já consagrados pela classe médica nas versões genéricas”, completa Nelson Mussolini.

 

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