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Genéricos desaceleram, mas ampliam espaço

shutterstock 90612628Apesar de registrar o menor crescimento desde 2003, segmento atinge participação recorde de mercado de 26,3% em 2012 e mira 30% para 2015

Por mais de uma década os medicamentos genéricos têm tido crescimento bem acima da média do canal farmacêutico. Salvo durante a crise de 2008-2009, o setor sempre cresceu acima dos 25% ao ano, em alguns exercícios excedendo os 30%, como ocorreu em 2010 (32,6%, o melhor resultado da série histórica). Em 2011, o mercado de genéricos registrou elevação de 32,3% no volume de unidades vendidas na comparação com o ano anterior, com avanço de 41% em valor. No início do ano passado, a expectativa no setor era de que o ritmo fosse mantido e se chegasse a uma elevação de 35% no volume de unidades comercializadas. Contudo, em 2012 o mercado de medicamentos genéricos registrou crescimento muito abaixo disso, atingindo 17% no volume de unidades vendidas na comparação com 2011. Foram comercializados 679,6 milhões de unidades frente aos 580,8 milhões registrados no ano anterior, segundo levantamento da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos). Embora vigoroso, esse foi o menor crescimento em volume da história dos genéricos desde que a categoria chegou ao mercado brasileiro no começo dos anos 2000.

Segundo a associação, a redução do ritmo da economia brasileira como um todo refletiu no resultado do setor em 2012. “Estamos apreensivos com isso. O segmento cresceu acima dos 30% em volume em 2010 e 2011 e perdeu ritmo em 2012”, diz a presidente-executiva da Pró Genéricos, Telma Salles. Outros fatores que influenciaram nesse resultado, segundo a executiva, incluem o menor número de patentes expiradas em 2012, um acentuado aumento nos custos de produção e fortes pressões por descontos no varejo. Com tudo isso, a performance dos genéricos do ano passado manteve o segmento acima do conjunto da indústria farmacêutica brasileira, que cresceu 10,8%. Ao se excluir a participação dos genéricos nas vendas do setor farmacêutico, o crescimento geral é ainda menor, atingindo a marca de 8,8%. Além disso, a diminuição no ritmo de crescimento dos genéricos não impediu um salto na participação de mercado em unidades. O mercado fechou 2012 com média recorde de 26,3% no acumulado do ano, contra 24,9% em 2011. Em valores, a participação atingiu 22,4%, contra 20,5% em 2011. “Apesar de o resultado não ter sido tão bom em 2012, estamos otimistas com o futuro do segmento. Esperamos atingir 30% de participação de mercado até 2015”, afirma Telma Salles.

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DENTRO DAS EXPECTATIVAS

Para o presidente-executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma), Nelson Mussolini, o resultado de 2012 era esperado. “Assim como em outros países, o ramo de medicamentos genéricos cresce fortemente nos primeiros anos e depois vai se estabilizando”, diz o executivo. “O segmento vai continuar crescendo acima do setor farmacêutico como um todo, geralmente o dobro do verificado pelo conjunto da indústria, até atingir 50% de participação, que é o patamar médio do setor nos mercados maduros.” Sobre expiração das patentes de medicamentos de referência, Mussolini também acredita que há uma acomodação natural. “Antes, estavam todos os medicamentos aí para serem copiados. Com o tempo, as grandes patentes foram expirando e o ritmo de vencimento de novas patentes é menor, o que reflete no crescimento de novos genéricos.”

Em faturamento, as vendas do segmento de genéricos movimentaram R$ 11,1 bilhões no ano passado, montante 27% superior aos R$ 8,7 bilhões aferidos em 2011, segundo dados da consultoria especializada em mercado farmacêutico IMS Health, divulgado pela Pró Genéricos. Segundo a entidade, isso não significa que os medicamentos ficaram mais caros, mas é “um reflexo das políticas comerciais de descontos que existem entre indústria, distribuidores e varejo”, revela Telma Salles. O valor não considera os descontos de mais de 50% oferecidos pela indústria ao varejo e se baseia nos registros de preços feitos pelos laboratórios na Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed).

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INDÚSTRIA EM FOCO

Para o diretor-executivo da divisão farma da Hypermarcas, da qual faz parte o laboratório Neo Química, Walker Lahmann, o segmento de medicamentos genéricos deverá se manter em alta. “Fatores como o aumento de expectativa de vida da população brasileira e a ascensão da nova classe média devem contribuir para manter o mercado de genéricos aquecido nos próximos anos”, revela o executivo. Para o diretor da Unidade Genéricos da Medley, José Gravallos, a redução de ritmo na economia brasileira, aliada a algumas questões específicas do setor impactaram o crescimento do mercado, mas mesmo com todos esses fatores, a performance dos genéricos se manteve acima do conjunto da indústria farmacêutica brasileira. “É natural que o crescimento mais agudo do setor sofra algumas oscilações pontuais, mas o mercado de genéricos, a cada ano, está mais consolidado no Brasil. É sempre importante lembrar que desde a entrada dos genéricos no País, a população brasileira já economizou R$ 33,3 bilhões na compra de medicamentos”, afirma Gravallos. “Vale ressaltar que, em 2012, na Multilab tivemos uma evolução dos genéricos em vendas de mais de 50% em reais, saindo de uma base ainda baixa”, acrescenta Jun Eguti, diretor-executivo da empresa. “Apesar da erosão das margens de lucro em decorrência do aumento dos custos (câmbio mais alto e pessoal), o mercado aumentou o desconto médio em mais de 10% no ano passado”, diz o executivo.

Apesar dos resultados abaixo da expectativa no geral, a Sandoz avalia o momento como muito positivo. O faturamento da empresa no Brasil cresceu 29% em 2012 e vem crescendo acima do mercado de genéricos desde junho de 2012. “O Brasil é o maior mercado da América Latina e uma prioridade global para a Sandoz. Por esse motivo, a empresa está comprometida em alcançar uma posição de liderança sustentável de longo prazo, reafirmando seu compromisso com o País”, revela o gerente de marketing e trade marketing para Genéricos e Similares da Sandoz, Carlos Roberto Santos Jr. Para Telma Salles, os genéricos são cada vez mais indispensáveis como ferramenta de política de saúde pública no Brasil. Hoje representam 85% das vendas do Farmácia Popular e são consumidos por cidadãos de todas as classes sociais. “Um ponto determinante sobre os genéricos é que eles são a porta de entrada ao mercado farmacêutico das classes menos favorecidas”, avalia a presidente da Pró Genéricos.

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