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Maioria dos brasileiros adota genéricos

shutterstock 18113170Pesquisa realizada em 12 capitais indica que 68% dos entrevistados têm o hábito de comprar medicamentos genéricos

O primeiro Levantamento Nacional sobre o Perfil do Consumidor de Medicamentos no Brasil, estudo realizado pelo Datafolha/ICTQ – Pós-Graduação para Farmacêuticos – mapeou as preferências dos consumidores de medicamentos no País. A pesquisa revelou que 68% dos entrevistados têm o hábito de comprar medicamentos genéricos. Preço mais baixo, recomendação médica e do farmacêutico e confiança no produto fazem desse tipo de medicamento o preferido da maioria dos brasileiros consultados.

Responderam a enquete 1.611 pessoas (homens e mulheres, com 18 anos ou mais) que costumam comprar em farmácias e drogarias. Os dados foram levantados, entre o final de 2012 e início de 2013, em 12 capitais brasileiras – São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Goiânia, Campo Grande, Manaus, Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Porto Alegre e Curitiba. De acordo com a pesquisa, quando precisa adquirir medicamentos, sete em cada dez consumidores costumam comprar genéricos. Como segunda opção procuram medicamento de marca; 25% dos homens e mulheres ouvidos declararam adquirir produtos de marca como primeira opção. Entre a classe A, essa taxa subiu para 42%. Os demais indivíduos disseram usar outros tipos de drogas: similares (2%), manipuladas (2%), homeopáticas (1%) e fitoterápicas (1%). No ranking dos laboratórios produtores de genéricos mais confiáveis para os consumidores consultados aparecem: Medley, Eurofarma, Neo Química, Aché, Teuto, EMS, Cimed e União Química.

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Das capitais pesquisadas, São Paulo é a que mais consome medicamentos genéricos no Brasil – 73% dos entrevistados da metrópole disseram que priorizam a compra desse tipo de medicamento. Colados aos paulistanos, 72% dos habitantes de Porto Alegre declararam preferir os genéricos, enquanto 70% dos cariocas também fazem essa escolha. Como segunda opção nessas cidades, vêm os medicamentos de marca, respectivamente, com 21%, 20% e 22% da preferência. A pesquisa aponta também que o grau de confiança do porto-alegrense no medicamento genérico é superior à média nacional, atingindo 90% dos entrevistados. O Rio, com 72%, também fica acima da média nacional de 70% dos consumidores que dizem confiar nos genéricos. Já Fortaleza e Goiânia revelaram ter os consumidores mais reticentes em relação aos genéricos. Na capital do Ceará, 50% dos pacientes preferem genéricos, enquanto 58% dos goianienses fazem essa opção. O estudo aponta também que em Belo Horizonte, Curitiba, Manaus e Belém, o consumo de medicamentos genéricos está abaixo da média nacional.

Outro aspecto relevante levantado no estudo é que em quatro das seis capitais que menos consomem medicamentos genéricos, a recomendação do médico tem peso consideravelmente maior que a média nacional. Em Goiânia, Belém, Fortaleza e Curitiba o médico tem influenciado a compra do medicamento mais caro. “Em Goiânia, 57% dos consumidores escolhem o medicamento por orientação médica, contra 48% da média brasileira. E alguns médicos goianos ainda são reticentes em receitar genéricos”, afirma o diretor-executivo do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade Industrial (ICTQ) Marcus Vinicius Andrade. O grau de confiança no medicamento de marca chega a 85% em Goiânia, contra 79% da média nacional e o curioso é que a cidade é uma das maiores produtoras de genéricos do Brasil. Para o diretor do ICTQ, o grande problema é a desinformação do consumidor. Já o professor de Administração da ESPM-SP, Adriano Gomes, acrescenta que as organizações farmacêuticas tradicionais possuem estrutura comercial que propicia uma comunicação mais eficaz de seus produtos junto aos médicos. “São os chamados propagandistas, que têm como função a visita aos consultórios, hospitais e clínicas especializadas. Deixam amostras grátis para serem distribuídas e fixar o produto na mente do consumidor. Há também o patrocínio para alguns médicos participarem de encontros de pesquisa, workshops. Por outro lado, os fabricantes de medicamentos genéricos costumam atuar mais fortemente no chamado trade marketing, criando estímulos para balconistas e farmacêuticos na hora da compra”, avalia. Para o professor, o fato de a pesquisa indicar que as pessoas da classe A são mais reticentes para usar genéricos do que outras faixas da população tem uma explicação menos ortodoxa. “A chamada ‘elite brasileira’ é avessa a qualquer forma de reprodução do comportamento das classes pobres. E é uma elite econômica, não cultural. Logo, na maior parte das vezes, são tão desinformados quanto os integrantes das classes pobres. Nesse ponto, ambas se encontram”, diz Gomes. No quadro geral, a pesquisa apurou que homens, de 26 a 40 anos, das classes D e E e os brasileiros com escolaridade média e que trabalham são os que mais consomem genéricos.

CONSOLIDAÇÃO MANTIDA

O fato é que a comercialização cresce há mais de uma década em um patamar superior ao do restante da indústria farmacêutica. A expansão tem sido, em média, duas vezes acima do total do setor, de acordo com a Pró Genéricos, e sempre na casa dos dois dígitos ao ano. Salvo durante a crise de 2008-2009, o setor manteve crescimento anual acima dos 25%, em alguns exercícios acima dos 30%, como ocorreu em 2010 (32,6%, o melhor resultado da série histórica) e 2011 (32,3%). Em 2012 o crescimento foi um pouco menor – 17% no volume de unidades vendidas na com comparação com 2011 –, ainda assim o resultado foi bem superior ao da indústria farmacêutica como um todo, que teve elevação de 10,8%. Combinando qualidade, confiabilidade e preço, os genéricos se tornaram em pouco tempo uma alternativa vantajosa para o consumidor, que passou a ter mais opções de escolha e permitiu o acesso a tratamentos medicamentosos a uma camada maior da população.

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--“A introdução de medicamentos genéricos no Brasil foi um avanço extraordinário na relação de consumo entre clientes e grandes laboratórios”, afirma Adriano Gomes. “Antes as grandes organizações do setor farmacêutico possuíam muito mais força que os consumidores. Grandes distribuidores de medicamentos também lucravam com essa deficiência estrutural. Com a aprovação da lei dos genéricos os consumidores ganharam opções. Mais uma prova de que a concorrência, quando bem feita, regulada e administrada, produz efeitos importantes nos dois ramais: regula preços e estimula a criação e pesquisa de novos caminhos que beneficiem o consumidor”, sustenta Gomes. Em termos de oferta, o consumidor brasileiro não pode reclamar. Boa parte dos medicamentos de referência que teve sua patente expirada tem pelo menos um genérico correspondente disponível no mercado. Hoje é possível tratar quase todas as doenças existentes com os genéricos, sendo que cerca de 90% dos medicamentos disponíveis são produzidos no Brasil. Estão registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – dados de dezembro/2012 – 3.455 medicamentos, 425 princípios ativos, somando 19.327 apresentações comerciais produzidas por 102 laboratórios.

Foi apurado também que a classe C, que nos últimos anos se tornou a principal consumidora em diversas áreas, agora também desponta no setor farmacêutico. Segundo o levantamento do Datafolha/ICTQ, 48% do público que frequenta farmácias e drogarias é da nova classe média. O levantamento revela, ainda, que 94% da população adulta entrevistada tem o hábito de fazer compras regularmente nesses estabelecimentos. Entre o público que costuma frequentar as farmácias do País, 55% são mulheres, 65% têm entre 26 e 59 anos, 43% têm ensino médio, 23% concluíram o curso superior e 70% exercem alguma atividade remunerada. Dos consumidores de medicamentos no Brasil, 95% afirmam ser importante a presença de um farmacêutico na farmácia para prestar informações.

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