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Laboratórios apostam no crescimento

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Bom momento da economia e  vigor do mercado interno estimulam otimismo do setor de MIPs. Nichos como vitaminas devem ganhar espaço

Os bons ventos da economia nacional – apesar de ter crescido menos em 2011 e dos percalços com a crise internacional que teima em não acabar –, estimulam a indústria farmacêutica a investir. Recentemente, foi criada aquela que pode se tornar a maior empresa do setor no País, a Bionovis – Companhia Brasileira de Biotecnologia Farmacêutica, resultado da joint venture entre os laboratórios Aché, EMS, Hypermarcas e União Química. A nova companhia nasce com R$ 500 milhões de investimentos previstos para os próximos cinco anos e terá como principal objetivo investir em pesquisa, desenvolvimento, produção, distribuição e comercialização de produtos biotecnológicos. O consumo interno vem sendo um dos principais motores do crescimento do País. Estudos da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revelam que a economia em 2012 continuará sustentada pelo consumo doméstico, que deve contribuir com 2,6 pontos percentuais da elevação do Produto Interno Bruto (PIB).

Indústria farmacêutica está entre os segmentos que mais têm aproveitado o bom momento da economia brasileira. Em 2010, o setor apresentou crescimento de 19,97% em relação ao ano anterior, atingindo faturamento de R$ 37 bilhões. No ano passado cresceu 18,7%, alcançando R$ 44 bilhões. A categoria de medicamentos isentos de prescrição (MIPs) quer aproveitar esse movimento e continuar a crescer forte, abocanhando novos nacos do ramo farmacêutico e se aproximar do líder da indústria, o segmento ético, que responde por 40% do mercado, segundo levantamento da consultoria especializada no setor farmacêutico IMS Health. Atualmente, o setor de MIPs ocupa a vice-liderança, com 25% de participação. Em 2011, o segmento teve suas vendas elevadas em 14,5%, atingindo R$ 12,5 bilhões. Considerando os últimos cinco anos, a taxa média de crescimento desse ramo farmacêutico gira em torno de 16%. No cálculo das vendas em unidades houve crescimento de 9,8% entre 2010 e 2011, segundo levantamento da IMS Health, passando de 740 mil para 839,6 mil caixas de medicamentos. Apenas em 2011 foram realizados 197 lançamentos ao longo do ano.



expectativa dos produtos

Influenciada por esses indicadores e pelas boas perspectivas da economia brasileira, a expectativa do setor para 2012 se mantém em alta. “O mercado MIP vem crescendo acima de 15% nos últimos anos e essa tendência deve continuar”, afirma Sydney Rebello, diretor de marketing da Pfizer. Em 2011 a Pfizer Consumer Healthcare aumentou suas vendas líquidas em 27%, comparado a 2010. “A previsão é que a companhia dobre de tamanho nos próximos três anos”, revela o executivo. Segundo Rebello, a Pfizer é uma das maiores investidoras em comunicação do mercado de MIPs. Para 2012 estão previstos diversos lançamentos nos segmentos de multivitamínicos, analgésicos e nutricosméticos. No mercado MIP os analgésicos são a principal classe, com 13,7% de participação e crescimento médio de 15% em reais, seguido pelos antigripais, com 10%, e vitaminas (que inclui multivitamínicos e vitaminas puras), com 8,8%. Entre os produtos que surgiram, a Pfizer destaca os nutricosméticos que em 2011 movimentaram cerca de R$ 63 milhões e cresceram 54%. A empresa entrou nesse segmento com a aquisição da Ferrosan, fabricante da linha Imedeen, que está há mais de 20 anos no mercado. A Pfizer também tem apostado no segmento de vitaminas. “Com o aumento do poder de compra da população é natural que as pessoas tenham mais acesso e interesse a produtos que podem beneficiar a sua saúde, como Centrum”, acredita Rebello. “O multivitamínico tomado regularmente auxilia no funcionamento do sistema de defesa do organismo, leva a uma aparência saudável, dá energia e tem ação antioxidante.”

Quem também comemorou os resultados de 2011 foi o laboratório Aché, que informa ter crescido 20%. “Tal desempenho se deveu à alta performance de marcas estabelecidas como Decongex e Flogoral, e também foi puxado pela excelente receita do recém-lançado Sintocalmy, que já disputa a liderança de passifloras no mercado brasileiro”, explica Joaquim Alves, gerente de marketing de MIP do Aché. Para 2012 a companhia espera crescimento da ordem de 15%, que deverá se dar em função de novos medicamentos a serem colocados no mercado. “Devemos lançar quatro produtos este ano na unidade MIP e investir por volta de R$ 30 milhões”, revela o executivo. Um deles será o primeiro nutracêutico do laboratório, o Inellare – suplemento de cálcio com a tecnologia de dissolução TADS. Está previsto também o lançamento, ainda no primeiro semestre, de um suplemento para gestantes que, segundo Alves, já é “gold standard” nos mercados europeu e americano.

O gerente de marketing do Aché está otimista com o potencial do mercado brasileiro. “Quando olhamos o mercado americano, o potencial de crescimento do Brasil é imenso. Isso se dá em virtude não somente do incremento de renda, mas de uma mudança cultural em curso, que é fazer uso de produtos funcionais que postergarão processos patológicos ou trarão de imediato benefícios de saúde e bem-estar.” Para Alves, a grande tendência do brasileiro não é apenas a prevenção, mas se manter saudável. Isso inclui a busca por complementos e suplementos vitamínicos. “Devemos ter mais consumidores buscando saúde e bem-estar do que recorrendo a produtos quando já estão convalescentes”, prevê. Alexandre França, diretor-geral da Aspen Pharma, concorda com a análise. “A população tem alcançado poder de compra maior e, com isso, consegue dar mais atenção à saúde. Os suplementos vitamínicos, sejam medicamentos ou alimentos, vêm apresentando alto crescimento”, aponta, lembrando as estratégias de venda da empresa para o setor. “Na Aspen temos a linha Suplan, de polivitamínicos e poliminerais indicados para crianças de 3 a 10 anos e para adultos. O Suplan solução oral conta com uma estratégia promocional diferenciada, promovendo a saúde e o esporte por meio embalagem promocional com leõezinhos de pelúcia esportistas”, revela.

De acordo com França, a área de MIP apresentou crescimento de 20% nos últimos 12 meses e a expectativa da empresa é que o segmento mantenha em 2012 o mesmo ritmo de crescimento. “Neste ano, continuaremos investindo em MIPs, trabalhando em novas embalagens e em aquisições de novos produtos. Nossos principais MIPs hoje são fitoterápicos. A alcachofra, um dos carros-chefe da companhia, apresentou crescimento de 35% nos últimos 24 meses. Já o Calman teve elevação de 15% nas vendas”, observa o executivo da Aspen. Ele lembra, ainda, que a linha de MIPs da companhia é bastante diversificada e que terá novos investimentos de divulgação. “Além de alcachofra, temos também o Senan, laxante à base de Senna Alexandrina, que em 2012 terá maiores investimentos em mídia e PDV, e a linha Suplan, de suplementos vitamínicos para adultos e crianças.”



investimentos e resultados

Na Bayer HealthCare, o investimento da Consumer Care, área em que se encontram os MIPs, será 25% superior em 2012 se comparado ao ano passado, com expectativa de crescimento de 23% em vendas. Estão previstos cinco lançamentos neste ano. No portfólio da empresa, a principal categoria de MIPs é a de analgésicos, seguida pela de hidratantes e protetores solares. A terceira categoria mais comercializada é a de antigripais. Em 2011, as principais marcas Consumer Care da Bayer cresceram até 11%, entre elas, Redoxon, salto de 5,9%, Aspirina, 0,4%, e Bepantol, 10,9%. “Para 2012, esperamos acelerar o ritmo do crescimento ainda mais. No caso de Bepantol, com alguns lançamentos. Além destas marcas, há outras que voltarão a receber investimentos significativos”, afirma Elke Mittelsdorf, gerente do Grupo Nutricionais Consumer Care da Bayer, sem revelar, contudo, o montante desses aportes e quais marcas serão beneficiadas. O executivo se mostra igualmente otimista com o potencial de mercado dos MIPs e indica outra tendência. “Há oportunidades para MIPs relacionadas ao envelhecimento da população e à segmentação dos consumidores, com a oferta de produtos adequados às necessidades de cada grupo. Estão surgindo medicamentos em novos formatos também”, diz Mittelsdorf, lembrando também que a categoria de polivitamínicos é a quarta no ranking dos MIPs e vem apresentando crescimento consistente acima de 20% nos últimos três anos, o que confirma uma tendência de maiores cuidados com a saúde e prevenção.

A Nycomed Taketa produz a Neosaldina, líder em vendas na categoria de analgésicos, o maior dentro do mercado de MIPs e segundo medicamento mais vendido do País. É nele que a empresa aposta suas fichas para crescer no segmento de MIPs. No Brasil, o mercado de analgésicos movimenta cerca de R$ 1,5 bilhão por ano, com acréscimo médio de 14,4%. “Observamos esse crescimento, avaliamos o potencial para os próximos anos e, em 2011, decidimos investir no lançamento de Neosaldina uma drágea, primeiro medicamento para tratamento da dor de cabeça em dose única”, afirma Renato Suzuki, gerente de marca da Takeda. “Neosaldina possui uma comunicação diferenciada, que prioriza as necessidades dos clientes”, revela Suzuki. Em pesquisa realizada pela marca, na qual foram ouvidos consumidores em diversas regiões do País, foi possível identificar qual a percepção das pessoas sobre as causas da sua dor de cabeça, sendo o estresse, a fome e o esforço visual apontados como os principais vilões. “Essa mesma pesquisa nos mostrou que os consumidores estão mais informados e conseguem identificar as causas da sua dor de cabeça, inclusive as menos óbvias, como problemas de postura e excesso de sol”, diz o executivo. “Quando falamos em tendência no segmento da dor de cabeça e relacionamos com prevenção, estamos falando de uma questão comportamental. O estresse é uma questão comportamental e foi apontado como a principal causa da dor de cabeça. Para atacar preventivamente o problema, atividades físicas, mesmo que seja uma caminhada, uma alimentação balanceada e, principalmente, encarar as dificuldades do dia a dia com mais leveza”, sugere Suzuki.

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