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Mips mantêm crescimento em dois dígitos

mips-mantem-crescimento-em-dois-digitos.jpgDemanda do segmento cresceu 14,5% em 2011, em linha com os resultados do setor farmacêutico como um todo. Desafios do segmento passam pela autorregulação da propaganda e de preços, avalia o diretor de Relações Institucionais da Abimip,  Aurélio Villafranca Saez

Em 2011, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro teve elevação de 2,7%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O crescimento acanhado do PIB, porém, não reflete o que ocorreu na indústria farmacêutica como um todo, que subiu 18,7% no ano passado, atingindo faturamento de R$ 43 bilhões. Nem tampouco com o segmento dos medicamentos isentos de prescrição (MIPs), que teve suas vendas elevadas em 14,5% em 2011, atingindo R$ 12,5 bilhões. Considerando os últimos cinco anos, a taxa média de crescimento do setor gira em torno de 16%. Essa é uma das revelações do entrevistado desta edição, Aurélio Villafranca Saez, diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira da Indústria de Medicamentos Isentos de Prescrição (Abimip). Para o executivo, o segmento está consolidado no Brasil e tende a manter trajetória positiva neste e nos próximos anos. “A renda do brasileiro continua a crescer e isso influencia diretamente os resultados do nosso setor”, observa. Saez comenta também sobre os nichos que mais têm crescido e diz que os desafios do setor passam pela autorregulação publicitária e de preços.

Especial MIPs: Como o senhor avalia o desempenho do segmento de medicamentos isentos de prescrição em 2011? Quais fatores influenciaram os resultados?

Aurélio Villafranca Saez: Em termos de vendas, no ano passado o segmento de MIPs se manteve em linha com o crescimento do setor farmacêutico como um todo. A elevação atingiu 14,5%, passando para
R$ 12,5 bilhões de faturamento. Se considerarmos a média de crescimento dos últimos cinco anos, chegamos a 16% de elevação. Um dos fatores que mais influenciaram nesse resultado é a elevação da renda da população brasileira, que vem se mantendo em alta nos últimos anos. Em particular, das classes C, D e E. Nessas faixas de renda há uma relação direta entre o aumento do poder aquisitivo e o potencial de consumo de produtos como os MIPs. Como esses medicamentos dependem da venda espontânea, a elevação da renda é decisiva na hora da compra.

MIPs: Com o aumento do poder de compra da população, as pessoas têm dado mais atenção à saúde, inclusive preventiva. Isso faz aumentar a procura por vitaminas, polivitamínicos, suplementos. Como o senhor avalia esse movimento? É possível ver nisso uma tendência?

Saez: É uma tendência mundial que vem se desenvolvendo também no País. O número de produtos voltados para o bem-estar e prevenção de doenças, como vitaminas, polivitamínicos, sais minerais, repositores, suplementos, alimentos funcionais, tem crescido de forma significativa em vários mercados mundiais, e no Brasil não é diferente. Cosméticos e produtos dermatológicos também seguem nessa linha de maior atenção à saúde e cuidados pessoais que têm ampliado participação de mercado.

MIPs: Comparado a mercados maduros como o europeu, asiático e americano, qual o potencial de crescimento do setor de MIPs no Brasil? Qual a perspectiva para 2012?

Saez: Para este ano a perspectiva é manter o ritmo de crescimento de 2011, podendo avançar ainda mais, dependendo do aumento da renda dos brasileiros. Comparado a mercados de outros países, o segmento de MIPs está bem consolidado no Brasil. Mesmo porque está estabelecido há muito tempo, existem produtos com décadas de mercado que ainda fazem sucesso, além de sempre apresentar novidades. Outro fator interessante é que, diferente do que ocorre com os medicamentos de marca, que sofrem a concorrência dos genéricos, o mercado de MIPs depende apenas de suas vendas para crescer.

MIPs: Quais são os maiores desafios do segmento?

Saez: O maior desafio é ter autocontrole de preços. Outro desafio importante é conseguir a autorregulação da publicidade dos medicamentos isentos de prescrição. Estamos trabalhando junto com o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesse sentido. Acreditamos que esse seria o melhor fórum para discussão da propaganda dos MIPs.

MIPs: A propaganda também pode ser usada para informar o consumidor sobre o uso responsável de medicamentos. Como o senhor avalia a comunicação do setor para o grande público?

Saez: Um dos principais canais de informação é a própria embalagem do produto, sem contar a bula. As pessoas precisam ter o hábito de ler com atenção as bulas, que por sua vez devem ser informativas, objetivas e bem claras. As indústrias vêm aprimorando as bulas nos últimos anos e, no caso dos MIPs, todas elas já foram avaliadas e aprovadas pela Anvisa. Porém, nem todas foram publicadas pela agência. Isso precisa ser feito em breve. Todas as informações mais importantes estão na bula, é ali que o indivíduo vai se basear para tomar ou não determinado medicamento. A Anvisa também tem contribuído no sentido de ampliar a divulgação do uso responsável dos medicamentos, inclusive distribuindo cartilhas nas escolas.

MIPs: O brasileiro está mais bem informado para consumir MIPs?

Saez: Pesquisas indicam que cerca de 90% dos indivíduos que vão às farmácias sabem o que compram no momento em que decidem por um produto. Mesmo que tenham decidido na hora. As pessoas analfabetas são atendidas pelo Sistema Único de Saúde e não costumam ir direto à farmácia. De qualquer forma, é importante não esquecer o papel do farmacêutico, que está ali justamente para orientar o usuário sobre o medicamento que está sendo adquirido.

MIPs: Como o senhor avalia o conceito da automedicação responsável?

Saez: Estamos abolindo essa frase porque ela ganhou uma conotação negativa no Brasil. Ficou associada ao ato de tomar antibiótico sem receita. Em outros países esse conceito é assim chamado porque foi assimilado pelas pessoas. Defendemos no Brasil o uso responsável do medicamento. E o que isso quer dizer? Que o usuário tem de conhecer o produto, saber qual a dose exata que ele deve tomar e, principalmente, consultar um médico para saber especificamente do que ele precisa caso tenha alguma dúvida. Por exemplo, se o paciente não consegue reconhecer exatamente a dor que sente ou se os sintomas não desaparecem, o caso deve ser levado ao médico.

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