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MIPs 2016

Orientação necessária

atendimento 0306Mesmo podendo ser comprados livremente, MIPs adquiridos sob atenção do farmacêutico têm segurança de uso ampliada

Ao longo dos anos, os modelos de assistência à saúde têm passado por profundas transformações resultantes da demanda por serviços, da incorporação de novas tecnologias e dos desafios de sustentabilidade do seu financiamento. Ao mesmo tempo, os consumidores estão mais bem informados e, portanto, mais exigentes para tratar de sua saúde. Esses fatores provocam mudanças na forma de produzir o cuidado da saúde da população. Há um inchaço do sistema de saúde privada e, sobretudo, pública. Sendo assim, segundo especialistas, os recursos usados no tratamento de doenças menores precisam ser dirigidos para enfermidades mais graves, que têm grande impacto sobre a população e a saúde pública. 

“Atualmente, não há como os cerca de 350 mil médicos, que receitam aproximadamente 64% dos medicamentos vendidos, darem vazão também ao atendimento de males menores. Se todos os medicamentos precisassem de receita, demandariam aumento de 56% no volume de médicos ou em torno de 196 mil profissionais a mais”, afirma a vice-presidente executiva da Associação Brasileira da Indústria de Medicamentos Isentos de Prescrição (Abimip), Marli Martins Sileci. 

Isso não significa deixar o paciente desprovido de referência na hora de decidir o que fazer. Associar o uso de Medicamentos Isentos de Prescrição (MIPs) com uma maior intervenção do farmacêutico nos tratamentos pode ser uma alternativa mais segura ao usuário. Esse profissional tem um papel importante na orientação quanto ao tipo correto de medicamento a ser utilizado, bem como quanto tempo de uso e os riscos envolvidos na terapia, tendo como base as necessidades de saúde do paciente. 

Informações in loco

O farmacêutico deve promover ações que subsidiem o utente de informações fundamentais sobre o medicamento, como as possíveis interações, reações adversas e sobre a terapêutica. Isso evita que se use incorretamente determinado medicamento, como é o caso do ácido acetilsalicílico por uma pessoa com suspeita de dengue, o que amplia o risco de hemorragia. O profissional de farmácia fornece também a orientação necessária sobre a forma de tomar o medicamento, explicando, por exemplo, a importância de tomá-lo no horário e na dose certos. 

“Não por acaso, os MIPs devem ficar próximos aos farmacêuticos, para que, sempre que possível, possam abordar o cliente e fazerem o manejo do problema de saúde autolimitado”, sublinha o presidente da Farma & Farma, associada da Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias (Febrafar), Rinaldo Ferreira. 

Prescrição Farmacêutica

Vale observar que, desde 2014, o papel do farmacêutico ganhou novas prerrogativas, com a regulamentação da prescrição farmacêutica. Publicada em 26 de setembro daquele ano, no Diário Oficial da União, a Resolução 586/13, do Conselho Federal de Farmácia (CFF), altera o ato de prescrever como apenas uma recomendação de determinado medicamento ao paciente. Com a medida, os farmacêuticos podem realizar a prescrição de medicamentos (não tarjados e que não exijam prescrição médica), além de outros produtos, com finalidade terapêutica. Fazem parte da resolução, os medicamentos industrializados e preparações magistrais (alopáticos ou dinamizados), plantas medicinais, drogas vegetais e outras categorias ou relações de medicamentos que venham a ser aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para prescrição do farmacêutico. 

“De fato, a prescrição farmacêutica é a melhor forma para que o paciente tenha registro do que lhe foi indicado e orientado”, afirma Ferreira. O ideal, segundo ele, é que a prescrição seja resultado de uma consulta farmacêutica para o manejo de problema de saúde. “Nele, o farmacêutico deve sempre avaliar se o paciente precisa ir ao médico e, em caso positivo, deve fazer o encaminhamento por escrito. Portanto, sempre que o profissional for fazer uma prescrição, ele tem pelo menos três possibilidades: encaminhar o paciente ao médico, prescrever medidas não farmacológicas ou medicamentos que não exijam prescrição médica. Lembrando que esses medicamentos o paciente já poderia adquirir por conta própria.”  

Ato indispensável

Para o presidente do Conselho Regional de Farmácia do Estado do Rio de Janeiro (CRF-RJ), Marcus Athila, a consulta farmacêutica seguida de uma prescrição ou encaminhamento é a forma mais segura para o paciente. “No Brasil, a profissão farmacêutica soma mais de 180 mil profissionais aptos e capacitados para prestar orientação de qualidade à população. Dentro das atribuições clínicas da atividade, está o ato de oferecer uma consulta farmacêutica ao paciente, que permite prescrever um MIP, fornecer serviços farmacêuticos e orientações de saúde”, salienta Athila.

O paciente deve ser auxiliado a escolher a melhor alternativa terapêutica, que pode envolver ou não o uso de medicamentos, para sua necessidade, tendo em vista que existem muitos produtos para tratar a mesma condição, porém as especificidades são diferentes. “Outra atribuição do farmacêutico é a identificação de problemas de saúde que são mais graves, quando o paciente não deve se automedicar, e também avaliar situações em que um MIP já foi utilizado e se mostrou ineficaz”, adverte o assessor da diretoria do Conselho Regional de Farmácia do Rio Grande do Sul (CRF-RS), Gabriel Freitas. 

Ferreira destaca até o papel dos atendentes das farmácias e drogarias, que devem estar atentos às necessidades apresentadas pelos clientes. “Todos os colaboradores da farmácia devem ser treinados a fazer algumas perguntas ao cliente, como, por exemplo: para quem é o medicamento? Para que vai usá-lo? Quem prescreveu? Já tomou o medicamento antes? Dependendo das respostas do paciente, o colaborador deve chamar o farmacêutico para dar continuidade ao atendimento no balcão ou oferecer consulta, informando que ela deve ser realizada no consultório farmacêutico, mediante agendamento”, afirma o presidente da Farma & Farma. 

Além disso, o paciente deve ser acompanhado durante o uso do MIP a fim de que se possa avaliar a evolução do tratamento. Isso é importante para saber se o seu uso deve ser continuado, suspenso porque o problema já foi solucionado ou interrompido e encaminhado ao médico, pois o mal não foi resolvido.  

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