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Suplementação e Vitaminas 2016

Novo Estilo de vida

perfil 08122Uso expressivo de dietas industrializadas, ou mesmo a falta de tempo para se alimentar adequadamente, fazem com que os brasileiros busquem vitaminas para suprir a carência nutricional

Ao longo das décadas, é possível visualizar a mudança de perfil de uso de suplementos e vitaminas e como este retrato tem se alterado entre as gerações. Há 30 anos, por exemplo, notava-se esses produtos sendo utilizados por extremos de faixa etária: crianças e idosos. 

Crianças cujas mães procuravam os profissionais de saúde com queixas de que seus filhos não ingeriam nutrientes suficientes e não ganhavam peso; e idosos, principalmente, por insuficiência na ingesta de alimentos, seja por problemas de mastigação, deglutição ou até mesmo por convalescência e alterações comportamentais de processos degenerativos do Sistema Nervoso Central (SNC). 

No entanto, nos últimos anos, esse perfil vem se alterando, conforme comenta a médica geriatra e responsável pelo Departamento de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Marjan Farma, Dra. Rita de Cássia Salhani Ferrari. “O dia a dia mais estressante nas grandes cidades, aliado a uma busca de qualidade de vida, fez com que os suplementos e vitaminas tivessem o objetivo de atuar nesse sentido. Vitaminas e minerais associados a substâncias adaptógenas (substâncias que permitem a adaptação do organismo a situações de estresse, permitindo uma melhor resposta à fadiga física e mental), como o ginseng, por exemplo, passaram a ser mais consumidos”, explica a especialista.

Na última década, também se tornou comum a busca de vitaminas para suprir as carências decorrentes do novo estilo de vida do brasileiro, que está mais adepto à praticidade na alimentação. Vê-se, por exemplo, um aumento do consumo de alimentos industrializados com alto índice calórico e pobres em termos nutricionais. 

“Hoje, as pessoas estão mais conscientes em relação à alimentação. Assim, embora boa parte da população saiba que precisa se alimentar melhor, elas não têm uma dieta equilibrada por falta de tempo”, comenta a nutricionista da Sundown Vitaminas, Natália Alcantara Teixeira.

Numa outra ponta, também há o público que pensa na saúde e prevenção. “O aumento da expectativa de vida tem levado muitas pessoas a buscar viverem mais e com mais qualidade e, desta forma, investem tempo e recursos neste propósito, encontrando, na suplementação, suporte a estes objetivos”, acrescenta o diretor farmacêutico da Natulab, Olavo Rodrigues. 

Potencial de consumo

O consumo de vitaminas e suplementos no Brasil é muito baixo versus países desenvolvidos e, de fato, a categoria tem muito o que crescer. Segundo dados recentes de pesquisas do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope):

• Apenas 11% da população brasileira (cerca de 22 milhões de pessoas) consome algum produto da categoria ao longo do ano, por exemplo, vitamina C durante o período de inverno. 

• As mulheres consomem mais que os homens (60% X 40%) e quase que a metade desta população pertence à classe AB (49%). 

• Por faixa etária, 29% destes consumidores têm entre 12 e 29 anos; 35% têm entre 30 e 50 anos; e 36% são consumidores com 51 anos ou mais.

Fonte: gerente de vendas nacional da Millipharma, Silvio Pecora



Vitaminas e nutrientes importantes em cada fase da vida

Crianças

Nessa fase da vida, elas precisam das mesmas vitaminas e minerais que os adultos, apenas as dosagens é que são diferentes. Algumas vitaminas são mais importantes, como A, C, D e E, que servem como uma base sólida no fornecimento dos nutrientes necessários para uma criança pequena. 

Elas cuidam do crescimento dos ossos, visão, cérebro, músculos e dão energia vital para toda criança iniciar suas atividades físicas. O ferro também é um mineral essencial nesse período e sua carência pode alterar o crescimento e o desenvolvimento infantil, inclusive a capacidade de aprendizagem.

Jovens

Nesse período, as crianças estão crescendo rapidamente e o organismo passa a exigir muito mais delas.  

Pode-se notar ainda, nessa fase, que o rápido crescimento tem seus efeitos sobre o esqueleto ósseo, entre outras modificações orgânicas. Assim, o cálcio é essencial, tendo uma necessidade de consumo diária aumentada. Alguns jovens param de beber leite e alimentos fontes de cálcio. Portanto, precisam de uma dose regular de cálcio e magnésio para se manterem mais saudáveis.

Adultos

Uma vitamina que geralmente muitos adultos apresentam deficiência é a D, extremamente importante não só para a manutenção do metabolismo do cálcio, mas também para fortalecer o sistema autoimune e atuar na secreção de insulina. 

A vitamina D é produzida na pele, mas é ativada pelos rins. Doentes com insuficiência renal também necessitam de suplementos dessa vitamina.



Idosos

Nessa fase, as recomendações de consumo de cálcio são aumentadas. O fósforo e o magnésio também desempenham papel importante na batalha contra a osteoporose. É necessário, ainda, que a dieta esteja adequada em relação o zinco, proteínas, vitaminas D, B12, A e E. A ausência desses minerais e/ou vitaminas pode contribuir com o aparecimento de fraturas, fragilidade óssea e baixa imunidade.


O papel de algumas vitaminas e nutrientes
 

Vitamina A: ajuda na prevenção da anemia e cegueira noturna. Além disso, fortalece os dentes e o sistema imunológico. 

Vitamina B9: mais conhecida como ácido fólico, participa na formação dos glóbulos vermelhos do sangue, no crescimento dos tecidos e na produção de energia. 

Vitamina B12: além de prevenir a anemia, também beneficia as células do trato gastrointestinal, ajudando na digestão e absorção dos alimentos. 

Cálcio: importante para a saúde dos ossos e dos dentes e para o bom funcionamento dos músculos e dos nervos. Em caso de déficit, pode prejudicar o crescimento na criança. 

Ferro: a carência desse mineral pode alterar o crescimento e o desenvolvimento infantil, inclusive a capacidade de aprendizagem. 

Zinco: essencial para o sistema imunológico, saúde da pele, unhas, cabelo e a cicatrização de feridas. Sua falta também provoca atraso no crescimento e na maturação sexual. 

Biotina (vitamina H ou B7): essencial para saúde da pele, cabelo e unhas, pois ela atua no metabolismo de carboidratos, proteínas (principalmente a queratina) e gorduras.

Fonte: nutricionista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Fernanda Maluhy

Continuidade no tratamento

Para que se tenha o resultado esperado com suplementos e vitaminas, ou quaisquer outros medicamentos, é fundamental que se faça o uso destes produtos na quantidade e tempo estipulados por um especialista. No entanto, nem sempre é isso que acontece. 

A Dra. Rita de Cássia mostra que dados de literatura internacional* apontam, por exemplo, que apenas 33% dos consumidores que realizaram cirurgia bariátrica fazem uso correto de suplemento vitamínico-mineral cinco vezes por semana, o que é algo preocupante. “Possivelmente, o fato do consumidor ter de tomar diversos comprimidos, por toda a vida, possa ser um fator de abandono. Por isso, a necessidade de que se concentrem vitaminas e minerais específicos para este fim em um único produto, a fim de aumentar a adesão ao tratamento”, comenta.

Segundo Rodrigues, pode-se esperar considerável nível de descontinuidade de uso de suplementos e vitaminas. “Vê-se, por exemplo, que, em algum momento, um indivíduo decide adotar um estilo de vida mais saudável e, depois de certo tempo, abandona estes hábitos”, comenta. 

Contudo, segundo ele, cada vez mais, existe uma parte da população que se mantém em um estilo de vida que envolve suplementação – associada ou não com atividades físicas –, de forma recorrente e, assim, pode-se esperar um aumento gradativo de pessoas que fazem suplementação de maneira contínua.

A adesão ao tratamento também se mostra importante já que algumas vitaminas não têm a reposição imediata, exigindo uso prolongado. “O alcance do nível esperado de um nutriente varia entre os pacientes, mas, no caso de algumas vitaminas, como a B12, e o ferro, por exemplo, a reposição tende a ser mais demorada. Assim, quando existe um acompanhamento de um médico ou nutricionista, as chances de continuidade na prescrição são maiores”, alerta Natália.  




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