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10 dicas para garantir a confiabilidade nas testagens contra a Covid-19

Veja como ter uma correta confiabilidade nas testagens da Covid-19 nos clientes da sua farmácia e tenha um atendimento de excelência

Ter uma confiabilidade nas testagens do vírus SARS-CoV-2 que causa a Covid-19 é importante porque o pico de testes rápidos realizados nas farmácias na última semana de novembro e na primeira de dezembro – 108.801 e 102.929, respectivamente – preocupa os especialistas.

De acordo com a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), pela primeira vez os números chegaram a três dígitos e o percentual de casos positivos avançou para 17%, acima da média que oscilava de 14% a 15% desde abril.

Confiabilidade das testagens da Covid-19

Com essa demanda, cresce, então, a responsabilidade dos farmacêuticos para garantir a confiabilidade dos serviços de testagem, em total conformidade com as normas de qualidade impostas pelas autoridades sanitárias e de saúde.

O coordenador do programa de assistência farmacêutica da Abrafarma e fundador da plataforma Clinicarx, Cassyano Correr, traz, portanto, dez dicas para os profissionais realizarem um atendimento de excelência e aconselharem seus clientes.

1 – Indicação de testes por perfil de público

Testes rápidos de IgG e IgM

  • Pessoas com sintomas suspeitos de Covid-19, com início há pelo menos oito dias.
  • Trabalhadores afastados por suspeita de Covid-19, que iniciaram sintomas há oito dias e já estão assintomáticos há pelo menos 72 horas.
  • Pessoas assintomáticas que tiveram contato próximo com pessoas diagnosticadas ou suspeitas, há pelo menos 20 dias.

Teste rápido para detecção de antígeno

O teste rápido que detecta a presença de antígeno é útil na fase aguda da doença.

Isto é, pode ser feito em pacientes com sintomas em estágio inicial.

Um resultado reagente no teste rápido indica, portanto, a presença do SARS-CoV-2 e precisa ser confirmado no exame laboratorial. Ajuda a identificar casos suspeitos, promovendo rápido isolamento.

A desvantagem está na coleta e na amostra utilizada: swab de nasofaringe ou orofaringe.

O processo de coleta é um pouco mais complexo, recomendado apenas para farmácias que possuam times experientes de farmacêuticos clínicos ou em campanhas articuladas com o poder público.

2 – Quando não é indicado realizar o teste rápido IgG e IgM?

Pacientes com menos de oito dias de sintomas, por exemplo, podem apresentar a doença e ainda não ter produzido anticorpos ou os ter produzido em níveis muito baixos.

Além disso, antes de 20 dias do potencial contato de risco, os testes podem resultar em falso negativo devido à janela sorológica.

3 – Meu cliente não tem sintomas, mas teve contato com caso suspeito e/ou confirmado

Nesses casos, recomenda-se, todavia, realizar o teste rápido IgM/IgG pelo menos 20 dias após contato próximo com uma pessoa com diagnóstico ou suspeita da doença.

4 – E quando o antígeno der positivo?

Você deve orientar o paciente a cumprir o isolamento, mas recomendando que ele consulte um médico para acompanhar o quadro e confirmar o período de quarentena.

5 – Como notificar os testes após o resultado?

Independentemente do resultado, seu paciente deve ser notificado no site do e-SUS. Para mais informações sobre cadastro, como adicionar, alterar, atualizar, visualizar, imprimir e exportar notificações, consulte o Tutorial de Navegação do e-SUS NOTIFICA.

Além disso, não esqueça de seguir as recomendações do seu estado e município, pois outras plataformas ou formulários podem ser indicados como preenchimento obrigatório.

Outra tarefa fundamental é a emissão de um laudo completo, preferencialmente em parceria com um laboratório de análises clínicas.

6 – Quais dados são obrigatórios para o e-SUS Notifica?

Para notificar seu atendimento no e-SUS, você precisará do máximo de informações que puder coletar sobre o seu paciente. Alguns dados, como nome completo, CPF, telefone para contato, ocupação e raça/cor, são obrigatórios.

Avaliar a presença de sinais e sintomas, bem como a data de início do quadro e o histórico de doenças crônicas que seu paciente possui, são informações epidemiológicas importantes.

7 – Qual a faixa etária recomendada para a realização dos testes?

Não existem restrições. Mas esteja atento ao avaliar bebês em idade de amamentação, pois os anticorpos maternos podem passar pelo aleitamento, resultando em falso positivo.

Crianças apresentam sistema imune imaturo e podem não produzir anticorpos conforme o esperado.

Esteja atento ao estado clínico do paciente e ao resultado dos demais familiares para orientar corretamente toda a família.

8 – Como faço para realizar a coleta em bebês e crianças? 

Em bebês, a recomendação é coletar amostra por punção calcânea. Mas em crianças maiores pode ser feita a coleta por punção digital, como se realiza em adultos.

A lanceta utilizada para o público infantil pode ter um calibre menor, como 28 ou 26G que já é suficiente para gerar volume de amostra, pois a pele é mais fina.

9 – Realizei o teste rápido para a Covid-19 e a linha reagente que apareceu é fraca

Qualquer intensidade de marcação na altura esperada para a linha correspondente a IgG ou IgM indica reação no teste.

Mas, lembre-se que a leitura deve ser realizada dentro do período indicado pelo fabricante.

Leituras em tempos superiores devem ser desconsideradas e o teste, repetido.

O mesmo vale para a linha controle, que deve ser visível em todos os testes, comprovando a confiança nos resultados obtidos como controle interno do kit em uso.

10 – E quando o teste rápido dá IgG reagente e IgM não reagente, sendo que o teste PCR também havia dado reagente?

Um resultado reagente para IgM significa presença de anticorpos na amostra, isso pode estar relacionada a uma infecção recente e ativa pelo SARS-CoV-2.

Reagente para IgG significa, então, presença de anticorpos geralmente associados a uma infecção anterior, não necessariamente ativa no momento do exame.

Dessa forma, se um paciente obtiver o resultado do PCR e IgG reagente e o IgM não reagente, ele pode estar no estágio tardio da doença ou recorrente da infecção.

Testes rápidos de covid-19 em pessoas assintomáticas geram cautela 

Fonte: Assistência Farmacêutica Avançada

Foto: Shutterstock

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