fbpx

10 razões para não misturar bebidas alcoólicas com medicamentos

CRF-SP faz alerta sobre os riscos que essa perigosa combinação pode acarretar

Durante um tratamento de saúde, são muitos os que ficam com dúvidas que envolvem o uso de um determinado medicamento junto com álcool. Neste cenário, o Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP) faz um alerta à população sobre os riscos à saúde que combinar bebidas alcoólicas com medicamentos pode acarretar. Confira:

1. Com calmantes

A ação de bebidas alcoólicas com medicamentos que agem no Sistema Nervoso Central (SNC), como os barbitúricos e benzodiazepínicos pode acarretar o aumento do efeito sedativo, possibilidade de coma e insuficiência respiratória.

Veja Mais

2. Com antibióticos

Dependendo do antibiótico, a combinação de bebidas alcoólicas com medicamentos pode levar a efeitos graves do tipo antabuse. Dentre esses efeitos podemos citar taquicardia, rubor, sensação de formigamento, náusea e vômito. Há a recomendação, inclusive, de que se deve aguardar por três dias após tratamento com metronidazol para voltar a beber álcool. Outros antibióticos que podem potencializar o efeito de hepatotoxicidade quando se ingere álcool são a eritromicina, rifampicina, nitrofurantoína.

3. Com anticonvulsivantes

Mais efeitos colaterais e risco de intoxicação. Também há risco de diminuição na eficácia contra as crises de epilepsia.

4. Com anti-inflamatórios não esteroidais

Aumentam o risco de úlcera gástrica e sangramentos como, por exemplo, o ácido acetilsalicílico, ibuprofeno e diclofenacos. Recomenda-se atenção máxima quando se constatar fezes escurecidas (sangrentas), tosse com sangue ou vômito que aparente borra de café. Devem procurar o serviço médico pois esses podem indicar hemorragia no estômago.

5. Com anti-hipertensivo

Com substâncias como o atenolol, pode-se ter efeitos aditivos em diminuir a pressão arterial. O indivíduo pode sentir dor de cabeça, tonturas, vertigens, desmaios e/ou alterações no pulso ou frequência cardíaca. Esses efeitos secundários são mais susceptíveis de serem vistos no início do tratamento, após um aumento da dose, ou quando o tratamento é reiniciado depois de uma interrupção.

6. Com antialérgicos

Com antialérgicos, aumenta o efeito sedativo e pode-se causar tonturas e desequilíbrio. Anti-histamínicos e álcool podem gerar efeitos indesejáveis como, tonturas, sonolência e dificuldade de concentração (no caso do uso de dextrometorfano e prometazina). Algumas pessoas também podem sofrer confusão e prejuízo na capacidade de julgamento, bem como comprometimento na coordenação motora. Portanto, deve-se evitar ou limitar o uso de álcool durante tratamento com dextrometorfano.

7. Com antidiabéticos

Também pode causar efeito antabuse (náuseas, entre outros). Uso agudo de etanol prolonga os efeitos, enquanto que o uso crônico inibe os antidiabéticos.

8. Com paracetamol

Pode causar sérios efeitos colaterais que afetam o fígado. Deve-se procurar o serviço médico imediatamente se sentir febre, calafrios, dor nas articulações ou inchaço, cansaço excessivo ou fraqueza, sangramento anormal ou hematomas. Além desses, outros sintomas que exigem acompanhamento médico são erupção cutânea ou prurido, perda de apetite, náuseas, vômitos ou amarelecimento da pele ou da parte branca dos olhos.

9. Com cafeína

A cafeína também é um diurético e o seu abuso em conjunto com o álcool pode levar a desidratação. Além disso, pode piorar os sintomas da ressaca no dia seguinte.

10. Quanto tempo esperar

O fígado leva, aproximadamente, uma hora para metabolizar uma simples taça de vinho, chope ou ainda um daqueles copos bem pequenos de destilado. Dessa forma, o CRF-SP recomenda que se espere, no mínimo, uma hora para cada dose de bebida alcoólica ingerida antes de tomar o medicamento.

Fonte: Guia da Farmácia

Foto: Shutterstock

Conheça cinco fatos sobre resistência bacteriana aos antibióticos

Mito ou verdade: bebida alcoólica corta o efeito do medicamento?

Deixe um comentário