4 hábitos comuns que interferem na eficácia da pílula anticoncepcional

A ginecologista, Dr. Maria Luisa Mendes Nazar, listou algumas dúvidas sobre a eficácia da pílula anticoncepcional

A pílula anticoncepcional é um dos métodos aliados das mulheres com vida sexual ativa que desejam evitar a gravidez. O que nem todas sabem é que alguns hábitos interferem na eficácia do medicamento.

A ginecologista Maria Luisa Mendes Nazar, do Hospital Edmundo Vasconcelos, solucionou algumas das principais dúvidas:

1. Não tomar a pílula anticoncepcional no mesmo horário diminui a eficiência do remédio?

A resposta é sim.

De acordo com a ginecologista, ingerir o medicamento no mesmo período é o ideal e garante maior eficiência, seja ele via oral ou injetável.

No caso da pílula, que é diária, recomenda-se escolher um horário com menor possibilidade de esquecimento. A médica, no entanto, tranquiliza.

Quando alertamos sobre atrasos, não nos referimos a minutos, mas sim a um período inteiro, após 3h do horário”, explica. Nesses casos, o ideal é fazer uso de outros métodos contraceptivos, como a camisinha para evitar qualquer risco de engravidar.

2. É preciso ingerir o comprimido com água ou outro líquido?

A recomendação é tomar o remédio sempre com auxílio de água ou qualquer outro líquido que não seja alcoólico.

A dica, como explica a Maria Luisa, é importante por ajudar na condução do comprimido até o estômago, evitando qualquer parada inesperada no esôfago, por exemplo.

“Caso a paciente tenha uma boa salivação e consiga deglutir sem nenhum problema, não há contraindicação. Mas aconselhamos a assistência da água para que a pílula chegue tranquilamente ao estômago”, explica a ginecologista.

3. Vômitos e diarreia atrapalham a absorção do anticoncepcional?

Nestes casos, de acordo com a médica, é preciso cautela.

Os vômitos são preocupantes em alguns cenários, principalmente quando ocorrem em até quatro horas da ingestão do comprimido.

Isso porque é este o tempo médio que a pílula demora a chegar ao estômago.

Portanto, aumenta as chances de não absorção correta.

A segunda situação que merece atenção é a de pacientes com bulimia, gastrite, intolerância no tubo digestivo e mulheres que fizeram cirurgia bariátrica.

Para estas pessoas, por conta do histórico clínico, é preciso uma análise do caso para a escolha do método mais adequado e eficaz.

Já no caso de diarreia, a ginecologista não vê perigo.

“O comprimido primeiro chega ao estômago, cai na corrente sanguínea e vai até o fígado para ser metabolizado. Por isso, a diarreia não é uma ameaça ao efeito da pílula”, lembra.

4. Qual o melhor método anticoncepcional?

Não é possível afirmar de forma geral qual é o melhor, destaca Maria Luisa.

A orientação é sempre consultar-se com o especialista a fim de definir a opção mais vantajosa para a realidade de cada paciente.

Foto: Shutterstock

Fonte: Hospital Edmundo Vasconcelos

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