59% dos idosos já deixaram de comprar medicamentos por falta de dinheiro

Estudo do mercado sênior nas farmácias apontou que os entrevistados não possuem o costume de analisar preços e que compram mais genéricos. Veja a análise completa

Para os idosos a questão do dinheiro influenciam bastante da hora da compra. O mercado sênior vem chamando a atenção de muitos segmentos produtivos pelas perspectivas promissoras de negócios que envolvem esses consumidores.

Mas, para um mercado em especial esse público tem grande importância: o farmacêutico.

Para entender melhor os hábitos desse público dentro das farmácias, a Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácia (Febrafar) realizou por meio do Instituto Febrafar de Pesquisa e Educação Corporativa (Ifepec), o Estudo do Mercado Sênior nas Farmácias.

O estudo tem em como objetivo entender melhor a atual realidade desse grupo etário quando o assunto é a sua saúde, a prevenção e também os seus hábitos de consumo.

E um dos principais resultados registrados foi, então, o fato desse público ter como principal fator para a definição de uma farmácia o preço, sendo que 91% dos entrevistados apontaram esse item.

Na sequência, os demais fatores foram localização, para 64%, e estacionamento, para 63%, dos entrevistados.

Sendo que o entrevistado poderia optar por mais de uma opção.

A saber, participaram da pesquisa 2.200 consumidores com 50 anos ou mais e 300 cuidadores de idosos em todo o país.

Entretanto, um ponto muito relevante desse público é que a maioria (67%) costuma pagar os medicamentos que compram, prioritariamente.

Já 29% retiram no Sistema Único de Saúde (SUS), posto de saúde ou Farmácia Popular e só para 4% os medicamentos são pagos por parentes.

Idosos com menos dinheiro para comprar medicamentos

A pesquisa também apontou que a falta de dinheiro impacta esse público.

Sendo que 59% dos 2.200 consumidores afirmaram que em algumas vezes deixaram de comprar medicamentos por falta de dinheiro.

No entanto, também se percebe que os entrevistados não possuem o costume de analisar preços.

Já que a maioria afirmou não ter pesquisado preços em outras farmácias, 73%.

Ainda como impacto dos preços, se observa que medicamentos genéricos, por serem geralmente mais baratos, foram os produtos mais adquirido pelos consumidores.

Com 66%, seguido por medicamentos de marcas (42%) e não medicamentos (27%).

Lembrando, todavia, que os consumidores podem adquirir mais um tipo de produto por ida à farmácia.

Também se observa que se tem uma relutância desse público em utilizar serviços farmacêuticos.

Sendo que apenas 17% dos entrevistados afirmaram ter utilizado algum serviço do tipo nos últimos 90 dias.

Além disso, mesmo com a necessidade de isolamento social, 91% desses consumidores afirmaram que realizam compras de forma presencial.

Já compras por WhatsApp ou APPs são, assim, utilizadas por 16% dos participantes, 14% usam telefones e apenas 4% sites.

Como conquistar e reter o público 60+ no e-commerce? 

Fonte: Febrafar

Foto: Shutterstock

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