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Saúde

77% dos brasileiros apoiam obrigatoriedade de vacinação contra doenças infecciosas graves

Guia da Farmácia Por Guia da Farmácia 8 de dezembro de 2020 Atualizado em: 24 de maio de 2021 Nenhum comentário 5 Minutos de leitura
brasileiros-apoiam-vacinação-doenças

O número de brasileiros que apoiam a obrigatoriedade da vacinação de doenças infecciosas graves é grande.

É o que revelou o O Ipsos Global Health Service Monitor 2020, um um levantamento com 20 mil pessoas de 27 países que lança luz aos principais desafios da saúde na opinião dos cidadãos do mundo, além de avaliações dos serviços de saúde de cada país.

Um dos dados de destaque da pesquisa é que, para 77% dos entrevistados no Brasil, se vacinar contra doenças infecciosas graves deveria ser obrigatório; cerca de10% discordam da afirmação, já 13% não concordam e nem discordam.

Obrigatoriedade da vacinação contra doenças infecciosas graves

O percentual brasileiro que endossa a medida de imunização fica acima da média global de 64%, considerando todas as nações analisadas.

Entre os 27 países, aqueles cujos entrevistados mais acreditam que a vacinação deveria ser compulsória são: Malásia (86%), Argentina (82%) e Arábia Saudita (80%). O Brasil ficou empatado com o Chile (77%) em quinto lugar, logo atrás do Peru (78%).

Por outro lado, Rússia (44%), Estados Unidos (50%), França (50%), Polônia (50%), Hungria (52%) e Japão (52%) são as nações que apresentam, dessa maneira, os índices mais baixos de concordância com a obrigatoriedade de tomar vacina contra doenças infecciosas graves.

Qualidade dos serviços de saúde

O estudo avaliou ainda a percepção dos respondentes sobre a qualidade dos serviços de saúde de seu país – por serviços de saúde, entende-se médicos e especialistas, hospitais, testes para diagnóstico e medicamentos para tratar várias doenças.

No Brasil, 35% consideram que a qualidade do serviço de saúde a que eles e suas famílias têm acesso é ruim ou muito ruim.

Em contrapartida, 31% acham que é boa ou muito boa e 34% se mantiveram neutros.

Obrigatoriedade da vacinação: números globais

Globalmente, 50% estão satisfeitos com o serviço de saúde fornecido em sua nação, 18% consideram ruim ou muito ruim e 32% ficaram neutros.

Os países que enxergam o sistema de saúde local de maneira mais positiva são Austrália (81%), Holanda (76%) e Reino Unido (74%).

Já Peru (40%), Hungria (42%) e Polônia (53%) são os menos satisfeitos.

Apesar dos 35% de participantes brasileiros insatisfeitos com o sistema de saúde local, o Brasil está entre as nações com maior esperança em um avanço no setor: 64% esperam que a qualidade dos serviços de saúde melhore nos próximos anos, 8% acreditam que vai piorar, já 28% acham que estará igual.

Considerando todas as respostas a nível global, apenas 32% apostam em uma melhoria, 16% acreditam em uma piora, já 52% creem que o sistema de saúde se manterá igual.

A avaliação otimista de 64% dos brasileiros coloca o país em terceiro lugar entre os que mais acreditam que o sistema de saúde melhorará, atrás somente do Peru (68%) e da Arábia Saudita (67%). Na Polônia (10%), Japão (11%) e Hungria (12%), a quantidade de pessoas que aposta na melhoria é de cerca de 1 em cada 10.

Os maiores problemas da saúde no Brasil e no mundo

O resultado do levantamento consolidou a pandemia de Covid-19 como a grande vilã da saúde atualmente.

Das 27 nações avaliadas, 26 acreditam que o coronavírus é a maior enfermidade que o povo de seu país enfrenta hoje.

Apenas a Rússia responde diferente, colocando o câncer na primeira posição.

No ranking brasileiro, 82% citaram o coronavírus.

O câncer e a saúde mental ficaram, dessa maneira, empatados com 27%, seguidos pelo estresse (18%) e pelo abuso de drogas (14%).

Já os grandes problemas globais são: coronavírus (72%), câncer (37%), saúde mental (26%), estresse (21%) e obesidade (18%).

Sistema de saúde

Entretanto, no que diz respeito ao sistema de saúde de cada país, os participantes no Brasil acreditam, no entanto, que o maior problema é a falta de investimento no setor (mencionado por 43%) e também a falta de investimento em saúde preventiva (também com 43%).

Logo depois vem o acesso a tratamentos e os longos períodos de espera, com 37%. A burocracia (28%) e o tratamento de qualidade ruim (27%) completam, enfim, o top 5 dos déficits na saúde brasileira.

Globalmente, o cenário muda um pouco de figura. O acesso aos tratamentos e os longos períodos de espera ficam, contudo, no lugar mais alto do pódio, com 40%.

O número insuficiente de funcionários foi citado por 39% e o custo do acesso a tratamentos, por 31%.

Na quarta posição, no entanto, está a burocracia (26%) e, na quinta, a falta de investimento em saúde preventiva (24%).

A pesquisa on-line foi realizada com 20.009 pessoas com idade de 16 a 74 anos em 27 países, entre os dias 25 de setembro e 09 de outubro de 2020. Assim, a margem de erro para o Brasil é de 3,5 pontos percentuais.

Lavagem nasal pode prevenir doenças respiratórias infecciosas 

Crianças têm alta carga viral do coronavírus e podem ser mais infecciosas 

Fonte: Ipsos

Foto: Shutterstock

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