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85% dos varejistas acreditam que não serão substituídos por robôs

Resultados são de estudo do Grupo Mulheres do Varejo sobre Tecnologia e Humanização

“Pensando na sua função atual, o quanto você acredita que ela poderá ser substituída por robôs”? Esta foi uma das perguntas realizadas pelo grupo Mulheres do Varejo (MdV) para o estudo sobre Tecnologia e Humanização, que envolveu aproximadamente 80 executivos ligados ao varejo.

Entre os entrevistados, 85,8% responderam que discordam (46,8%) ou discordam totalmente 39%) que suas funções serão substituídas por robôs.

Ainda conforme os resultados do levantamento, 42% não apenas da indústria, como também do varejo brasileiro investem em tecnologia em benefício de uma melhor qualidade de vida.

No entanto, quando fala-se sobre iniciativas que trouxeram benefício ao negócio, os respondentes deram uma nota 3.2 (de uma escala de 1 a 5), o que demonstra uma nota mediana, indicando, assim, certa insegurança e a falta de uma opinião formada sobre essas iniciativas.

Ademais, quando perguntados quais iniciativas se destacam, foram citadas a otimização e integração de sistemas; sistema de reembolso; reuniões online; ações em loja, como self-checkout; além de sistemas de business intelligence (BI). Desse modo, percebe-se que boa parte delas está relacionada à produtividade.

“Há uma grande distância entre teoria e prática. Portanto, um caminho longo a percorrer especialmente no Brasil. Os desafios são grandes e diversos. É preciso investimento e incentivo do governo e iniciativa privada, seja para quebrar paradigmas culturais, eliminar as resistências à mudanças (comportamentos culturais) e educação. Tudo isso realizado de forma planejada e integrada, ou seja, um desafio enorme em nosso País”, comentou a diretora da Connect Shopper e uma das fundadoras do MdV, Fátima Merlin.

Importância da mulher no varejo

Em resumo, empatia, olhar humanizado, acolhimento e sensibilidade foram citados por 61% dos entrevistados  como as características femininas que podem não apenas contribuir, como também fazer diferença para a revolução tecnológica com o humano no centro das discussões.

Contudo, para Fátima Merlin, este é mais um dado distante da realidade, já que as mulheres quase não ocupam cargos estratégicos nas organizações.

“Em 2018, apenas 24 mulheres ocupavam cargos de CEO em empresas listadas pela Fortune 500, ou seja, em torno de 5% do total de líderes”, justifica.

Palestrantes presentes

pesquisa mulheres do varejo

A pesquisa foi apresentada no dia 5 de dezembro, durante o III Encontro Nacional do Mulheres do Varejo.

Desta vez, o evento trouxe como tema “Revolução Silenciosa. Tecnologia e Humanização. Conectar para Evoluir” e contou com palestrantes como a head da área de Insights do Varejo no Google, Carolina Rocha; presidente da Seara, Joanita Karoleski;  head do projeto Alexa, da Amazon, Ricardo Garrido; e criador da metodologia da Tecno-Humanização das Organizações, Márcio Bueno.

Os painéis foram mediados pela CEO da Mundo Verde, Claudia Abreu.

Sobre o Grupo Mulheres do Varejo

O MdV foi criado  por Fátima Merlin e Vanessa Sandrini, duas profissionais reconhecidas na área, com a intenção, primordialmente, de ser uma referência na construção de uma nova onda do setor, inspirando-se na força feminina. “Juntas, queremos construir uma economia mais colaborativa e nos tornar agentes de uma transformação no varejo”.

O que era para ser um grupo de discussão, despretensioso, em poucas horas, em poucas horas reuniu cem mulheres, a maior parte em posições de alta liderança, via Telegram.

“Foram tantas vozes pedindo espaço para falar pela mesma causa que a responsabilidade aumentou”.

Em duas semanas, dez mulheres se candidataram para fazer parte do Comitê Executivo, um planejamento estratégico foi elaborado, logotipo e apresentação foram criados, as redes sociais abertas, uma pesquisa enviada e, hoje, cerca de mais de 300 mulheres já fazem parte do grupo.

Nas redes sociais, as páginas já alcançaram mais de 9 mil pessoas. O propósito é o de conquistar mais mulheres em cargos de liderança no varejo, para trazer equilíbrio ao mundo corporativo.

Fotos: divulgação

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