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Mercado

9 regras para contratar bons funcionários

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Contratar bons funcionários é, sem dúvida, um dos pilares estratégicos para o sucesso das empresas.

Afinal, boas tecnologias ou ótimas ideias de lançamentos no mercado só surtem os resultados esperados  quando existem talentos e executivos de sucesso na linha de frente.

Hoje, num cenário de crise gerada pela pandemia, por exemplo, os bons colaboradores tornam-se ainda mais importantes.

Não apenas com hard skills (que são os conhecimentos técnicos), mas também com soft skills (envolvendo criatividade, resiliência, proatividade…), times assim conseguem encontrar caminhos e respostas para os mais diversos momentos de instabilidade.

Diante desse desafio, o diretor executivo da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), Marcelo Pirani, aponta as melhores regras para contratar bons funcionários.

Acompanhe:

1. Qual o melhor processo para contratar bons funcionários?

O recrutamento envolve várias fases. É preciso pensar:

  • Se a triagem precisa ser pessoal ou pela internet;
  • Qual o perfil comportamental que a vaga exige;
  • Como será feito o anúncio da oportunidade;
  • Se serão necessárias dinâmicas de grupo para identificar algumas habilidades específicas, como inovação, criatividade ou capacidade de trabalhar em equipe.

2. Como realizar o processo de triagem?

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De modo geral, o processo de triagem começa pelo currículo. Nesse momento, o recrutador pode avaliar se:

  • O candidato conseguiu entender a cultura da empresa;
  • Compreendeu as necessidades da vaga e tem conhecimentos técnicos para tal;
  • Tem o perfil comportamental exigido pela empresa;
  • Escreve corretamente e teve cuidado com a sua apresentação.

3. Como a empresa deve se identificar no mercado para aproximar talentos?

O ideal é que, se for uma vaga específica, ocorra um processo customizado para divulgação e apresentação da oportunidade.

Dessa forma, a divulgação da vaga não precisa ser feita apenas nas plataformas tradicionais de recursos humanos. É preciso pensar onde o talento desejado poderia estar.

Então, se a necessidade envolve um perfil muito criativo, porque não anunciar a vaga num portal de jogos, por exemplo? Nesse momento, vale pensar “fora da caixa”.

4. Quais são as atitudes consideradas positivas num candidato?

Depende muito do perfil da vaga, mas, de modo geral, são:

  • Senso de equipe;
  • Capacidade de considerar o senso comum;
  • Entender e concordar com o propósito e cultura da empresa;
  • Ter foco e proatividade;
  • Gostar de desafios.

Vale lembrar, ainda, que as habilidades técnicas, como mexer num Excel, é algo que se pode aprender.

Contudo, as habilidades comportamentais necessárias, quando não existem num determinado candidato, são mais difíceis de serem desenvolvidas.

5. Quais atitudes podem ser avaliadas negativamente?

  • Pessoas que defendem demais o seu status;
  • Que não saem da zona de conforto;
  • Teimosos, arrogantes e prepotentes, considerando que são os melhores no que fazem e não tem mais nada a aprender;
  • Que não conseguem exercer um bom trabalho em equipe.

6. Qual a importância da indicação?

De modo geral, hoje, cerca de 80% dos processos seletivos já começam com uma indicação e isso é bastante positivo.

Assim, considerando a realidade de um recrutador, a indicação pode reduzir a jornada de busca para contratar bons funcionários e reduzir riscos.

7. Quando não há indicações, qual o melhor caminho para minimizar as chances de erros?

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É preciso pensar com atenção para a necessidade da vaga para reduzir as chances de uma contratação incorreta.

Nesse sentido, quanto mais cuidado se tiver na hora da elaboração da vaga, pensando em todas as hard e soft skills necessárias, menores serão as chances de erros.

É igualmente válido que o recrutador consiga ir além de, apenas, fazer perguntas e respostas. Até porque, hoje, são muitos os portais de conteúdo que mostram respostas consideradas positivas por quem contrata.

O ideal é testar as habilidades na prática e, nesse sentido, as dinâmicas de grupo podem ser uma boa alternativa.

Nelas, o candidato pode ser exposto a algumas situações reais e recorrentes na empresa e o recrutador poderá avaliar qual foi a desenvoltura daquele possível colaborador naquela situação.


8. Que tipo de vantagens a empresa pode oferecer para encontrar bons colaboradores?

A empresa precisa demonstrar que é dinâmica e oferece boa qualidade de vida aos funcionários. Os milleniuns (nascidos após o início da década de 1980 até, aproximadamente, o final do século), por exemplo, não querem “morrer de trabalhar” e essas propostas não agradam perfis como estes.

São diferentes da geração X (nascidos a partir dos anos 1960 até o final dos anos 1970), que estava acostumada a fazer tudo sozinha.

O que os colaboradores apreciam é falar com orgulho que trabalham num determinado local.

Claro que, no final do dia, as pessoas também querem segurança e recompensa financeira, mas não é só isso que levam em conta.

Sobretudo, os novos colaboradores tendem a valorizar não apenas a relação das empresas com a sociedade, como também o aperfeiçoamento de suas competências no trabalho.

9. Qual a importância de pedir referências?

Este ato pode ser positivo se o trabalho anterior do candidato tiver sido numa empresa com o mesmo perfil do atual recrutador.

Do contrário, se o recrutador pedir referências para empresas com um perfil muito diferente, talvez a resposta e avaliação elimine bons candidatos.

Conclusão

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Contratar bons funcionários exige uma série de esforços de uma empresa. Muito mais do que a seleção via currículo e uma entrevista pessoal, hoje, esse processo deve ser pensado de forma estratégica.

Afinal, os bons colaboradores constituem um dos pilares mais importantes de sucesso de qualquer empresa.

Leia também: Como demitir um colaborador

Fonte: Guia da Farmácia

Foto: Shutterstock

 

 

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