
Para marcar uma nova etapa na trajetória de práticas de sustentabilidade e responsabilidade social corporativa da indústria de Beleza e Cuidados Pessoais no Brasil, a ABIHPEC lança a publicação “Beleza Sustentável”.
O documento consolida o reposicionamento estratégico do setor, fundamentado no conceito de cuidado integral, diretriz que conecta o bem-estar físico, mental e social dos consumidores ao desenvolvimento sustentável.
O lançamento ocorre em um momento emblemático para a agenda global da sustentabilidade: 2026 reúne três importantes conferências internacionais da ONU dedicadas à desertificação, à biodiversidade e às mudanças climáticas, reforçando a urgência de estratégias integradas para o desenvolvimento sustentável.
Além de sistematizar as conquistas socioambientais das últimas três décadas (1992–2025), o relatório apresenta os pilares materiais da estratégia setorial e projeta a Visão de Futuro (2026–2050).
Sustentabilidade como pilar de crescimento
A estratégia reflete a força econômica de um segmento que responde por cerca de 2% do PIB nacional e gera aproximadamente 6,9 milhões de oportunidades de trabalho diretas e indiretas no Brasil. O histórico de compromissos sustentáveis ganhou tração com a criação da área de Meio Ambiente da ABIHPEC ainda em 2004.
“A sustentabilidade no setor de Beleza e Cuidados Pessoais não é apenas uma resposta regulatória, mas o pilar central da nossa competitividade e inovação”, afirma Fábio Brasiliano, diretor de Desenvolvimento Sustentável da ABIHPEC.
“Com este documento, mostramos que gerar valor econômico deve estar obrigatoriamente alinhado à conservação dos biomas e ao forte impacto social positivo”, completa.
Matriz ESG
Estruturado a partir da análise dos relatórios de sustentabilidade de empresas nacionais e multinacionais do setor até 2024, os temas listados traduzem os compromissos prioritários da indústria, alinhados aos ODS da ONU.
São eles: Biodiversidade, Conservação e Bioeconomia (Ambiental); Economia Circular e Logística Reversa (Ambiental; Clima e Descarbonização (Ambiental); Impacto Social, Diversidade e Cidadania (Social) e Governança, Ética e Ciber Resiliência (Governança).
De acordo com a ABIHPEC, no pilar da Economia Circular e Logística Reversa, os impactos do setor já são escaláveis e mensuráveis. O Mãos Pro Futuro, programa de logística reversa, é o principal exemplo de êxito.
Desde 2013, o programa financiado pelo setor recuperou mais de 1,5 milhão de toneladas de materiais recicláveis pós-consumo.
A iniciativa também evitou a emissão de mais de 5 milhões de toneladas de gases de efeito estufa na atmosfera. Esse resultado alia o rigoroso cumprimento de metas ambientais à inclusão formal e geração de renda para milhares de catadores.
Já no pilar social, o Instituto ABIHPEC conta com iniciativas voltadas à educação, empregabilidade, equidade racial, e combate à exploração sexual de crianças e adolescentes.
O Instituto promove parcerias e projetos que ampliam o alcance social da indústria e reforçam o papel da Beleza e dos Cuidados Pessoais como agente de desenvolvimento humano e inclusão.
Visão 2026 – 2050
A ABIHPEC projeta no material, as diretrizes para o período entre 2026 e 2050, com uma visão fundamentada na premissa de que a sustentabilidade só se consolida quando funciona no chão de fábrica, na cadeia de suprimentos e na rotina do consumidor.
A estratégia é guiada por seis princípios fundamentais de atuação:
- Sustentabilidade como inovação aplicada ao negócio;
2. Evolução ambiental e social com credibilidade e evidências;
3. Segurança do consumidor como premissa inegociável;
4. Cadeia produtiva fortalecida e desenvolvimento territorial;
5. Referência para políticas públicas responsáveis e viáveis;
6. Governança.
“Nosso chamado à ação visa engajar as cadeias de valor por completo, oferecendo caminhos práticos também para as pequenas e médias empresas”, complementa Fábio Brasiliano.
Para ele, a transição para uma economia regenerativa depende de métricas claras e da inclusão de todos os atores para manter a indústria brasileira como referência.
“A sustentabilidade deixou definitivamente de ser vista como uma agenda paralela ou um mero custo de conformidade para estar no DNA do setor de Beleza e Cuidados Pessoais, mas sim, funcionar como pilar essencial de competitividade, inovação e perenidade dos negócios, influenciando diretamente o acesso a mercados, o custo de capital e a preferência de compra do consumidor moderno”, conclui o executivo.
Fonte: ABIHPEC
Foto: Shutterstock
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