Aché planeja medicamento para vitiligo em 2023

Doença crônica da pele afeta entre 1% e 2% da população mundial

Vitiligo é uma doença crônica da pele, de origem autoimune, caracterizada pela perda de seu pigmento, que afeta 1-2% da população mundial. A causa primária da doença está relacionada à destruição seletiva de melanócitos nas lesões, potencialmente mediada por linfócitos T CD8+. Os melanócitos são responsáveis ​​pela produção de melanina, o pigmento da pele. É uma necessidade médica não atendida com impacto psicossocial devastador. Com um mercado estimado em cerca de US$ 2 bilhões, ainda não há tratamento seguro e eficaz aprovado para os pacientes com vitiligo. As opções disponíveis, fototerapia e imunossupressão tópica, são inespecíficas e se resumem ao controle sintomático da doença, com resultados limitados e insatisfatórios. Existe, portanto, uma enorme necessidade de novas terapias.

Atenta a este mercado, o Aché Laboratórios Farmacêuticos anunciou um investimento total de US$ 100 milhões em uma terapia experimental, que recebeu o aval na Europa para início dos estudos clínicos com humanos, e pode chegar ao mercado em 2023.

Foco em medicamentos inovadores

A Bioprospera®, uma das principais Plataformas de Inovação do Aché, tem como objetivo a descoberta e o desenvolvimento de medicamentos inovadores a partir de fontes naturais, em especial da biodiversidade brasileira, que é a maior e mais diversa do mundo. A plataforma é baseada em duas abordagens para descobrir moléculas e extratos naturais ativos: Etnofarmacologia e Bioprospecção. Utilizando rigor científico, a primeira desvenda os efeitos farmacológicos e toxicológicos descritos para plantas medicinais através da aplicação de técnicas bioanalíticas sistemáticas. Já a segunda, bioprospecção, começa com expedições e coletas de amostras de diferentes biomas. Aspectos como conformidade regulatória, rastreabilidade, processamento, reprodutibilidade e controle de qualidade são muito importantes, mas os recentes avanços na instrumentação analítica, juntamente com a crescente sofisticação de bioensaios, foram o principal fator para o renascimento dessa abordagem.

A plataforma Bioprospera® já entregou um case de sucesso baseado em Etnofarmacologia. Lançado em 2004, Acheflan®, um medicamento anti-inflamatório tópico contendo o óleo essencial de Cordia verbenacea, foi o primeiro produto farmacêutico inovador 100% brasileiro, totalmente desenvolvido no Brasil. Acheflan®, líder de mercado em sua categoria, é exportado atualmente para 13 países. Com base no legado deste produto, a plataforma Bioprospera® produziu o que pode vir a ser outro case de sucesso, também na frente Etnofarmacologia: uma terapia experimental oral, contendo um extrato vegetal inovador, para tratamento do vitiligo, que acaba de ser aprovado para iniciar estudos clínicos em humanos na Europa.

O Aché é um dos líderes no mercado farmacêutico brasileiro, com receita líquida acima de US$ 1 bilhão e mais de 300 produtos no portfólio. Para conquistar diferenciação no mercado e internacionalizar a empresa, o Aché vem ampliando seus investimentos em inovação ao longo dos anos, a saber, infraestrutura, estrutura organizacional, cultura, processos e tecnologias, o que contribuiu para o aumento do nível de inovação da empresa e de seu pipeline. A empresa foi reconhecida como a indústria farmacêutica mais inovadora do Brasil nos últimos cinco anos e está entre as 10 companhias mais inovadoras do País, quando todos os setores da indústria são considerados (ranking “Valor Inovação”).

Fonte: Guia da Farmácia

Foto: Shutterstock

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18 Comentários

  1. Avatar
    antonio reis de jesus nolleto em

    O vitiligo desafia os pesquisadores, quando, primeiro, negligenciaram a doença, deixando-a aumentar bastante. Segundo, como a doença não mata, apesar da confusão psicológica que provoca em portadores, a parte da medicina especializada ficou administrando tomadas de uso tópico, levando os seus portadores a fazerem um gasto, sem nenhuma esperança, porque a doença se propaga, dependendo do estresse e traumas que o paciente experimenta, a um gasto excessivo. Quais os efeitos benéficos que produz o tratamento à base de medicamento tópico. Seria mesmo eficaz esse tratamento já a doença se processa de dentro para fora do organismo?

  2. Avatar
    Edna Maria Munhoz em

    Tenho vitiligo há quase 40 anos.
    Há períodos de pausa, mas continua ativo.
    Gostaria de saber mais informações sobre o medicamento citado.
    Tive grandes aumentos: o primeiro quando meu filho nasceu, um quando minha mãe faleceu e depois quando meu pai se foi.
    Adoro o mar!
    Mas é impraticável ir à praia.
    Embora já tenha 62 anos, tenho esperança de um dia me ver livre do vitiligo.

  3. Avatar

    Boa tarde,

    O meu nome é Sara,tenho 38 anos, e vitiligo desde os 14 anos, apesar de o mesmo se ter começado a manifestar mais aos 27 anos.
    sou de Portugal e tento acompanhar sempre as novidades acerca de possíveis tratamento para esta enfermidade, que nos atinge tanto a nível emocional e psicológico.
    gostaria de saber se em Portugal estão a realizar testes e como poderia fazer para participar.

    grata.

    • Avatar
      Vitor Fernandes em

      Tenho dezesseis anos e tenho vitiligo!! Por favor me ajudem deixem eu fazer os testes ,eu imploro… Tenho muita tristeza. Preciso voltar a vida.

      • Avatar

        vitor tu como jovem adolescente deve ficar bastante triste e fico solidario com isso tenho 58 anos e olha que o meu não é tao agresivo e mais nas extremidades mas mesmo assim mexe com o psicologico da gente .Tomara que voce consiga uma chance de fazer testes.Qualquer novidade me avise por email precisamos criar grupos para pressionar as industrias faramaceuticas.Boa Sorte!

  4. Avatar

    É muito triste viver assim, desbotando e a medicina dizendo: não se morre de Vitiligo. Não morre? será mesmo que não morre?
    eu só queria me livrar do problema esbranquiçado que tomou conta da vida.

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    Valter dos Santos em

    Eu me candidato a cobaia para testar este medicamento, principalmente, por saber que será produzido por empresa que goza de um excelente conceito mundial.

  6. Avatar
    Maria Fernanda Ferrador em

    Fernanda Ferrador
    Tenho vitiligo há quase 20 anos.
    Há períodos de pausa, mas continua ativo.
    Gostaria de saber mais informações sobre o medicamento em causa
    Sou de Portugal e estou sempre atenta se há novos tratamentos
    Gostaria de saber se em Portugal estão a realizar testes e como poderia fazer para participar.
    Obrigada
    Coragem e esperança a todos os que sofrem deste problema

  7. Avatar

    Acabei de voltar do médico com meu filho de 12 anos que tem vitiligo e foi justamente isso que ele nos disse: ¨é uma necessidade médica não atendida, porque não se morre de vitiligo, mas sim, tem um efeito psicológico devastador, é urgente que prestem atenção a esses pacientes¨. Há 3 anos meu filho usa pomada tópica para o vitiligo, com melhora quase 0. Se for possível, também nos candidatamos aos testes.

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