Após o acordo com a Pfizer, a Sanofi se une à J&J para a produção da vacina contra o coronavírus

Quando a vacina da Johnson & Johnson obtiver autorização, a Sanofi dará à empresa acesso à sua fábrica, para a produção de 12 milhões de doses por mês

 A farmacêutica Sanofi está se preparando para a produção da vacina contra o coronavírus de outras farmacêuticas.

A farmacêutica, então, assinou na última segunda-feira (22) um acordo de fabricação com a Johnson & Johnson (J&J) para ajudar a produzir a vacina da empresa na Europa.

Todavia, o negócio segue um acordo separado para a Sanofi produzir 100 milhões de doses da vacina Pfizer-BioNTech para a Europa este ano. 

Quando a vacina de dose única da J&J obtiver autorização, a Sanofi dará à empresa acesso à sua fábrica em Marcy l’Etoile, França. 

É lá que serão formuladas a vacina J&J e os frascos serão cheios, e o local  produzirá cerca de 12 milhões de doses por mês, disse a Sanofi. 

A Johnson & Johnson concluiu um enorme ensaio clínico de fase 3 para sua vacina e submeteu o programa aos reguladores nos Estados Unidos e na Europa.

Mais planos da Sanofi

Também na segunda-feira, a Sanofi e sua parceira GSK iniciaram um novo estudo de fase 2 de sua injeção.

Ela combina o adjuvante da GSK com a vacina baseada em proteína recombinante da Sanofi – com uma “formulação de antígeno aprimorada”.

Se a vacina for bem-sucedida neste estudo de acompanhamento, as empresas podem, então, iniciar um teste de fase 3 no segundo trimestre.

Além desse programa, a Sanofi e a Translate Bio estão também trabalhando em uma vacina candidata de mRNA.

A saber, ela está programada para entrar em um ensaio de fase 1/2 no final de março.

Embora muitos especialistas pensassem que a Sanofi, a GSK e outra grande gigante das vacinas, a Merck & Co., teriam um papel importante no impulso global de imunização, essas empresas enfrentaram contratempos ou deixaram o campo completamente .

Em vez disso, Pfizer, Moderna, AstraZeneca, J&J e Novavax estão alinhadas para liderar a distribuição este ano, e os analistas veem perspectivas de vendas multibilionárias para cada uma dessas empresas.

União  

A urgência da pandemia gerou inúmeras parcerias entre as grandes empresas farmacêuticas.

A Amgen, por exemplo, fez um  acordo para ajudar a produzir doses de anticorpos da Eli Lilly.

E a Roche, no entanto, concordou  em ajudar na fabricação de anticorpos da Regeneron.

 A Bayer, no início deste mês assinou contrato para fabricar doses para o programa de mRNA do CureVac.

 E a Novartis, por sua vez, se inscreveu para ajudar a produzir as doses das vacinas Pfizer e BioNTech.

Fonte: Fierce Pharma

Foto: Shutterstock

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