Anvisa aprova início dos estudos clínicos apoiados pela EMS para uso de hidroxicloroquina em pacientes com coronavírus

De início, serão estudados os pacientes voluntários mais graves em âmbito hospitalar

O laboratório EMS teve hoje dois protocolos de pesquisa clínica para uso de hidroxicloroquina em pacientes com covid-19 aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os estudos serão apoiados pela empresa em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein e outras redes de todo o Brasil.

O início das pesquisas é imediato e será realizado em duas frentes: um grupo receberá uma dose determinada de hidroxicloroquina por um período específico de dias e outro tomará o medicamento associado à azitromicina, em uma dose determinada, também por um período específico. De início, serão estudados os pacientes voluntários mais graves em âmbito hospitalar.

Entre 800 e 1.000 pacientes farão parte do estudo em 40 a 60 centros de pesquisa clínica em todo o País. Assim, mostrando um grande esforço colaborativo. A EMS está fornecendo os medicamentos hidroxicloroquina e azitromicina, além de doar até R$ 1 milhão aos projetos de pesquisa. A expectativa é que os primeiros resultados sejam divulgados em 60 dias.

Hidroxicloroquina contra o coronavírus: prescrição médica é fundamental

Não há qualquer respaldo científico que comprove a eficácia da hidroxicloroquina para a prevenção do coronavírus. Deste modo, a EMS recomenda que a população só consuma o produto sob prescrição de um médico, único profissional habilitado a indicar o uso adequado da medicação, seguindo os protocolos de Medicina e direcionando o produto a quem mais precisa dele neste momento. Como qualquer medicamento, a hidroxicloroquina usada sem indicação e acompanhamento médicos pode causar efeitos adversos. Além disso, a empresa tem enorme preocupação com pacientes que fazem uso contínuo desse medicamento e podem ficar sem o produto para o seu tratamento.

Foto: Shutterstock

Fonte: EMS

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