Anvisa aprova uso definitivo da vacina da Pfizer

É a primeira autorização dessa natureza para um imunizante contra o coronavírus no Brasil e em toda a América Latina

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou hoje o pedido de uso  definitivo da vacina contra a Covid-19 produzida pela Pfizer e pela Biontech.

É a primeira autorização dessa natureza para um imunizante contra o coronavírus no Brasil e em toda a América Latina.

Este tipo de autorização permite que a farmacêutica comercialize doses para aplicação em massa em toda a população brasileira.

Por enquanto, porém, o laboratório ainda não assinou contrato de venda com o Ministério da Saúde e não há doses disponíveis para aplicação .

Até agora, a Anvisa havia aprovado apenas o uso emergencial das vacinas CoronaVac – do Instituto Butantan e do laboratório Sinovac – e Oxford/AstraZeneca. A Fiocruz, que produz esta segunda no Brasil, também já solicitou o registro definitivo, mas ainda não foi autorizado..

“O imunizante do Laboratório Pfizer/Biontech teve sua segurança, qualidade e eficácia, aferidas e atestadas pela equipe técnica de servidores da Anvisa que prossegue no seu trabalho de proteger a saúde do cidadão brasileiro”, disse o presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres.

“Esperamos que outras vacinas estejam, em breve, sendo avaliadas e aprovadas”, completou ele.

De acordo com a Anvisa, registro não é uma decisão da diretoria colegiada e só necessita da publicação no Diário Oficial da União, que deve acontecer em uma edição extra ainda hoje.

Pfizer diz receber anúncio com “entusiasmo”

Após o anúncio da aprovação, a Pfizer divulgou comunicado informando que recebeu a decisão com “entusiasmo”.

“Desde o início trabalhamos em parceria com a Avisa, apresentando documentos e informações, para que a avaliação de nossa vacina ocorresse no menor prazo possível, levando em consideração todas as etapas que esse processo exige”, afirmou a presidente da Pfizer Brasil, Marta Díez.

“Esperamos poder avançar em nossas negociações com o governo brasileiro para apoiar a imunização da população do país”, completou ela.

Anúncio sobre aprovação do uso definitivo da vacina Pfizer não era esperado

A declaração de Barra Torres aconteceu na abertura da 3ª reunião ordinária da Anvisa.

Antes de anunciar a aprovação, Torres comparou a “vitória” da Anvisa com a chegada do Exército Brasileiro à Itália, durante a 2ª Guerra Mundial.

Foi num dia 21 de fevereiro, em 1945, quando um grupo de bravos e galantes brasileiros, inicialmente desacreditados, colocou o pé na Itália naquele que seria até hoje o maior conflito armado de todos os tempos”, disse Torres que é contra-almirante da Marinha.

” Hoje que começa sob essa bênção vitoriosa do dia 21 de fevereiro [de 1945]. Que venham outras iguais à desse dia de hoje”, afirmou.

Cláusulas

A saber, o Brasil negocia com a Pfizer desde o primeiro semestre do ano passado, mas o acordo está emperrado.

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, considera que o laboratório impõe “cláusulas leoninas” ao governo brasileiro.

Ontem (22), representantes da farmacêutica participaram de uma sessão no Congresso.

E senadores também se prontificaram a intermediar as negociações com o ministério.

Durante o encontro, as farmacêuticas indicaram, então, que não vão abrir mão das condições que negociam com a pasta.

Uma delas, por exemplo, é que o governo se responsabilize por eventuais demandas judiciais por reações adversas.

Em nota divulgada ontem, a Pfizer informou que não pode comentar as negociações com o governo brasileiro, mas que “as cláusulas que estão sendo negociadas estão em linha com os acordos que fechamos em outros países do mundo inclusive na América Latina”.

Pfizer pede autorização para armazenar vacina em temperatura mais alta 

Fonte: UOL

Foto: Shutterstock

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