Anvisa autoriza pesquisa de soro do Butantan contra Covid-19

Na prática, é a autorização para que o Instituto faça o teste do soro em humanos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu, na última quarta-feira (24), a anuência para pesquisa clínica com o soro hiperimune anti-Sars-CoV-2, desenvolvido pelo Instituto Butantan.

Na prática, é a autorização para que o Instituto faça o teste do soro em humanos.

A autorização foi condicionada a um Termo de Compromisso que prevê a entrega de informações complementares.

Isso significa que, para o início do estudo, o Butantan ainda deverá apresentar as informações complementares que não foram integralmente disponibilizadas.

Para isso, será enviado um ofício com apontamento das pendências ao Butantan, o que já estava acordado entre a Anvisa e o Instituto.

Critérios

Certamente, esta será a primeira vez que o soro do Butantan será testado em pessoas.

O que exigiu da Agência, portanto, uma avaliação criteriosa dos aspectos técnicos e de segurança do produto.

Até o momento, o soro foi testado somente em animais. 

A análise do processo pela Anvisa levou nove dias. O restante do tempo foi utilizado pelo Butantan para complementar dados técnicos que faltavam no pedido original. 

O pedido de autorização do estudo foi enviado pelo Butantan do dia 2 de março.  

O objetivo da avaliação de uma proposta de pesquisa clínica é verificar se o estudo é suficiente para produzir dados confiáveis sobre a segurança e a eficácia do medicamento.

Isso envolve a avaliação do desenho estatístico da pesquisa, perfil de voluntários, definição de doses que serão testadas, entre outros aspectos.

Histórico da Anvisa e Butantan em relação a pesquisa do soro hiperimune anti-Sars-CoV-2

  • 2 de março – a Anvisa recebeu do Instituto Butantan o Dossiê de Desenvolvimento Clínico de Medicamento (DDCM) do soro hiperimune anti-Sars-CoV-2.
  • 4 de março – a Agência enviou suas considerações técnicas para o Instituto sobre o primeiro pedido (exigência técnica).
  • 10 de março – o Butantan enviou o Dossiê Específico de Ensaio Clínico (DEEC), que apresenta a proposta de como o estudo será realizado, quantos voluntários participarão e onde os estudos serão conduzidos.
  • 13 de março – o Butantan respondeu às exigências técnicas.
  • 19 de março – a Anvisa e o Butantan realizaram reunião para, então, avaliar o protocolo clínico apresentado e a Agência enviou as exigências adicionais de questões não respondidas.
  • 23 de março – o Butantan enviou, então, as informações adicionais pactuadas em reunião.
  • 24 de março – a Anvisa autorizou, portanto, a pesquisa clínica, condicionada a um Termo de Compromisso para apresentação de dados faltantes.

Fonte: Gov.br

Foto: Shutterstock

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