
Apendicite é a inflamação do apêndice que pode ocorrer com qualquer pessoa e deve ser tratado rapidamente afim de evitar graves complicações a saúde.
Dores ao redor do umbigo, febre, falta de apetite e enjoo são alguns dos sintomas da apendicite.
Confira os demais sintomas, as causas, como é feito o diagnóstico, bem como qual o tratamento e muito mais!
O que é apendicite?
A apendicite é uma inflamação do apêndice, uma pequena estrutura de cerca de oito a dez centímetros, que fica na primeira porção do intestino grosso e que não tem uma função muito bem definida no organismo, a não ser ajudar a produzir defesas naturais.
Sem o tratamento adequado, a inflamação pode levar a graves complicações.
A inflamçaõ acomete mais pacientes entre 10 e 19 anos.
Causas
Na maioria dos casos, a apendicite é provocada pela obstrução do apêndice com restos endurecidos de fezes, alimentos, vermes ou qualquer coisa que obstrua a entrada do órgão, assim, resultando em inflamação.
Por isso, uma das formas de prevenir a apendicite é a ingestão frequente de alimentos ricos em fibras, que facilitam a digestão, bem como favorecem o bom funcionamento do intestino.

Sintomas
Os sintomas da apendicite podem variar, mas no geral, são:
- Perda de apetite.
- Dor na parte alta do estômago ou ao redor do umbigo.
- Dor pontual, contínua e localizada, fraca no início, do lado inferior direito do abdome.
- Náuseas e vômitos.
- Flatulência, indigestão, bem como diarreia ou constipação.
- Febre.
- Mal-estar geral.
Quem pode ter apendicite?
Todas as pessoas estão sujeitas a ter apendicite, porém, alguns grupos precisam ficar mais atentos, são eles:
- Pessoas com menos de 30 anos.
- Homens.
- Sedentários.
Além disso, crianças também podem ter apendicite, apesar de não acontecer com muita frequência. Os sintomas são:
- Endurecimento da barriga
- Dores que vão e voltam.
- Inchaço no abdômen.
Como é feito o diagnóstico da apendicite?
O diagnóstico da apendicite pode ser um pouco difícil porque existem outras doenças que provocam sintomas semelhantes, como inflamações ginecológicas e pedras nos rins.
Desse modo, o médico confirmará a apendicite através de algum método de imagem para descartar as outras possibilidades, como a ultra-sonografia com Doppler, a tomografia computadorizada e mesmo a radiografia simples da região pélvica.
Por isso, é indicado procurar assistência médica imediatamente, se sentir dor na parte baixa e do lado direito do abdômen.
Além disso, não se recuse a ficar internado no hospital, enquanto o diagnóstico não for esclarecido. Isso porque você pode precisar de cirurgia de emergência.

Tratamento
De acordo com o Ministério da Saúde, após a confirmação do diagnóstico, o tratamento é cirúrgico, com a remoção do apêndice através da apendicectomia.
A cirurgia deve ser realizada o mais rapidamente possível para evitar complicações, como a perfuração do apêndice e a inflamação da cavidade abdominal, que põem, assim, em risco a vida do paciente.
Assim, quem já teve apendicite, não voltará a ter.
Como aliviar a dor?
Ao sentir a dor, ou os demais sintomas listados anteriormente, é necessário procurar um médico para o diagnóstico corretamente o que deve ser feito, bem como o tratamento adequado.
Apendicite tem cura?
Sim! A dor é interrompida com a retirada do órgão através da apendicectomia, como vimos anteriormente.
Por isso, ao sentir os sintomas, procure com urgência o seu médico ou uma unidade de pronto atendimento.
É possível resolver a apendicite sem cirurgia?
Não, o único tratamento para apendicite é a cirurgia.

Como prevenir a apendicite?
Infelizmente, não há como evitar uma crise de apendicite, pois a ocorrência de uma obstrução no apêndice é um evento imprevisível.
Porém, a ingestão frequente de alimentos ricos em fibras é uma atitude benéfica para um bom funcionamento do intestino.
Conclusão
A apendicite é uma inflamação do apêndice, que pode acontecer com qualquer pessoa, entretanto, sendo mais comum em homens, sedentários, com menos de 30 anos.
Os sintomas mais comuns são: enjoo, febre, perda de apetite, bem como dores ao redor do umbigo, entre outras.
Ao sentir esses sintomas, consulte rapidamente um médico para realizar o diagnóstico correto e dar início ao tratamento, evitando problemas mais graves de saúde. Isso porque a automedicação nunca é indicada.
Fontes:
Biblioteca virtual em saúde, do Ministério da Saúde
Blog da Saúde, do Ministério da Saúde
Fonte: Guia da Farmácia
Fotos: Shutterstock