
Apps de farmácia e beleza registraram a maior recorrência de compra entre as categorias analisadas pelo Kobe App Commerce Report 2026.
O segmento apresentou 61,2% de recorrência no primeiro semestre de 2026, segundo dados agregados da plataforma Kobe. Em supermercados e alimentos, por exemplo, a recorrência foi de 58,9%.
Já a taxa de conversão em farmácia e beleza chegou a 6,6%, enquanto a categoria de supermercados e alimentos atingiu 9,8% e a de eletroeletrônicos, 1,3%.
O levantamento mostra que a performance dos aplicativos varia significativamente de acordo com a categoria e que a taxa de conversão, isoladamente, pode não refletir o desempenho do canal.
O estudo aponta que, em categorias recorrentes, como supermercado, alimentos, farmácia e beleza, o app tende a funcionar como uma ferramenta de execução: o consumidor entra para repor itens, repetir pedidos, acompanhar entregas ou resolver uma necessidade imediata.
Já em categorias de maior ticket ou decisão mais longa, como eletroeletrônicos, casa, construção, moda e joias, o aplicativo pode atuar como ambiente de pesquisa, comparação, inspiração, relacionamento e amadurecimento da decisão.
“Conversão não explica tudo no app commerce. Um aplicativo de supermercado não cumpre o mesmo papel de um app de eletrônicos. Em alguns segmentos, o app resolve recompra. Em outros, ele constrói confiança, consideração e relacionamento antes da conversão”, afirma Fabio Barboza, CEO e cofundador da Kobe.
Conversão, ticket e recorrência
A análise conjunta de conversão, ticket médio e recorrência ajuda a compreender melhor o papel do aplicativo em cada categoria. Em farmácia e beleza, por exemplo, o ticket médio foi de R$ 278,83, enquanto a recorrência chegou a 61,2%.
Supermercado e alimentos apresentaram a maior conversão, de 9,8%, com ticket médio de R$ 898,60 e recorrência de 58,9%. Já os eletroeletrônicos, apesar da conversão de apenas 1,3%, registraram o maior ticket médio, de R$ 2.972,67, e recorrência de 15,1%.
Em moda e acessórios, a conversão foi de 2,1%, com ticket médio de R$ 920,63 e recorrência de 37,8%. Casa e construção tiveram conversão de 4,7%, ticket de R$ 841,33 e recorrência de 27,5%, enquanto joias registraram 2% de conversão, R$ 916,91 de ticket e 24,9% de recorrência.
Para a Kobe, os números reforçam a necessidade de avaliar o aplicativo de acordo com a função que ele desempenha na jornada do consumidor, em vez de utilizar benchmarks de conversão de forma isolada.
“Uma taxa de conversão mais baixa não significa, necessariamente, que o app está falhando. Em categorias de decisão mais longa, o valor pode estar em favoritos, busca, comparação, conteúdo, relacionamento, retenção e retorno ao canal”, complementa Barboza.
Três papéis dos aplicativos
O estudo propõe uma leitura dos apps a partir de três papéis principais:
- Apps de execução: comuns em categorias como supermercado, alimentos, farmácia e beleza, nas quais recompra, reposição e conveniência têm maior peso.
- Apps de consideração: mais presentes em categorias como eletroeletrônicos, casa e construção, onde pesquisa, comparação, confiança e ticket médio influenciam a decisão.
- Apps de inspiração: relevantes em segmentos como moda, acessórios e joias, em que desejo, curadoria, identidade, conteúdo e relacionamento com a marca influenciam a jornada.
Essa abordagem, segundo a Kobe, ajuda marcas a definirem melhor quais funcionalidades priorizar, quais KPIs acompanhar e como avaliar maturidade no canal app.
Fonte: Kobe
Foto: Shutterstock
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