As lições que a indústria e o varejo podem aprender juntos

Lições que o pós-corona pode deixar para o varejo e a indústria, na opinião de André Felicíssimo, vice-presidente de vendas da P&G

Parceria, moderação e solidariedade. Estas são algumas das várias lições que o pós-corona pode deixar para o varejo e a indústria, na opinião de André Felicíssimo, vice-presidente de vendas da P&G, durante a live da SuperVarejo, realizada ontem (27 de maio).

Para ele, a crise também acelerou a velocidade de aprendizado para todas as pessoas e empresas. “Ela foi o ponto de inflexão para que o mundo online explodisse no Brasil, conectando estados, reuniões, compras. Tratam-se de experiências online que chegaram para ficar”, defende o executivo, acrescentando que as vendas online da P&G dobraram nesse período de isolamento e devem redobrar ainda mais.

“Por isso, temos tentando fazer três anos em três meses, no que se refere ao desenvolvimento dos nossos canais online e a adequação da rotina. Tivemos que aprender a fazer coisas novas, em um curto espaço de tempo. Certamente não faremos mais viagens de trabalho, no mesmo ritmo de antes, por exemplo”, explica Felicíssimo, ressaltando que por outro lado, é importante que as pessoas não percam de vista também os relacionamentos verdadeiros, que ainda são construídos em uma conversa formal ou bate-papo, pessoalmente. “O mundo digital é bom e eficiente para manter e aumentar os relacionamentos, mas não para construí-los do zero”, afirma.

Outra grande lição que o executivo destaca é o fortalecimento da parceria entre o varejo e a indústria, já que ambos têm o interesse comum de manter a população abastecida.  “Toda a cadeia varejista possui a responsabilidade end to end (soluções de ponta a ponta)”, afirma.

União do varejo com a indústria

E em terceiro e tão importante quanto os itens anteriores, ele destaca a solidariedade que precisa ser continuada pela cadeia varejista, quando toda essa crise passar. Ele lembra que a companhia sempre procurou ajudar algumas comunidades e entidades, antes e agora, durante a pandemia do coronavírus, mas que a intensidade dessas ações deve ganhar uma proporção ainda maior. “Isso também chegou para ficar”, defende.

“Em termos de nível de colaboração entre a indústria e o varejo sempre haverá desafios, ligados principalmente às negociações de preços, o que é natural. Mas aprendemos, com tudo isso que está acontecendo, que a nossa missão é comum e muito maior do que os interesses de cada uma das partes. Ambos ganharam um outro nível de colaboração e isso deve continuar daqui para frente”, conclui Felicíssimo.

Foto: Shutterstock

Fonte: SuperVarejo

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