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Notícias

AstraZeneca e fundo Blackrock afirmam que não vão vender vacinas a empresas

Por Guia da Farmácia 27 de janeiro de 2021 Nenhum comentário 4 Minutos de leitura
AstraZeneca-blackrock-vacinas

O laboratório AstraZeneca e o fundo de investimento Blackrock afirmaram na última terça-feira (26), que não vão vender vacinas para o setor privado.

A informação vem na esteira das notícias sobre uma frente de empresários que afirmava estar negociando 33 milhões de doses com o laboratório, que distribui o imunizante em parceria com a Universidade de Oxford.

O movimento foi iniciado pelo grupo Coalizão Indústria, mas o plano, por ser considerado incompleto, foi logo descartado por grandes empresas comoVale, Itaú e Vivo, entre outras.

Em nota, a Astra Zeneca afirmou: “Todas as doses da vacina estão disponíveis por meio de acordos firmados com governos e organizações multilaterais ao redor do mundo, (…) não sendo possível disponibilizar vacinas para o mercado privado“.

No mesmo comunicado, a companhia disse: “Como parte do nosso acordo com a Fiocruz, mais de 100 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca (AZD1222) estarão disponíveis no Brasil, em parceria com o governo federal.”

Na esteira da negativa da AstraZeneca, uma das explicações apresentadas pelo grupo foi de que a negociação de vacinas seria, na realidade, com o fundo Blackrock, que deteria uma “cota” de imunizantes no laboratório.

AstraZeneca e Blackrock visam agilizar as vacinas

O movimento das empresas visa a agilizar a vacinação contra a Covid-19 no País.

No entanto, a proposta que circulou em grupos de WhatsApp de empresários desde sexta-feira previa a compra de um mínimo de 11 milhões de doses (de um total supostamente disponível de 33 milhões), por US$ 23,79  a unidade.

O valor está muito acima do pago pelo governo, no primeiro lote recebido da Índia, de pouco mais de US$ 5 a unidade.

Enquanto parte do empresariado defendia o uso de 50% dos imunizantes para vacinar funcionários, com a doação da outra metade ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Dessa maneira, grandes empresas acreditavam que todo o lote deveria ser destinado ao sistema público.

No entanto, no documento que circulou entre os empresários, não se explicava a origem desse estoque de vacina a ser adquirido.

O presidente do Instituto Aço Brasil, Marco Polo Lopes, reafirmou a negociação das 33 milhões de doses de vacina, que viriam da Inglaterra. Ele destacou que a operação ocorre com o aval do governo federal.

“Desde o início da pandemia, a indústria está ajudando a salvar vidas. E estamos num esforço para trazer essas 33 milhões de doses (ao País)“, diz. Ele destacou que o investimento total para comprar o lote seria de R$ 4,4 bilhões.

Apoio do Palácio do Planalto

Os comunicados da AstraZeneca e do Blackrock vieram no mesmo dia da declaração do presidente Jair Bolsonaro que defendeu a possibilidade de empresas comprarem vacinas contra Covid-19 para vacinarem seus funcionários e repassarem uma parte ao sistema público de saúde.

“O governo é favorável a esse grupo de empresários trazer vacina a custo zero pro governo“, afirmou Bolsonaro ao participar de evento virtual organizado pelo banco Credit Suisse.

A compra das vacinas pela iniciativa privada, e não pelo governo, levantou questionamentos entre parte do empresariado se a medida não representaria “furar a fila” de vacinação no País.

Por enquanto, apenas grupos prioritários, como idosos e profissionais da saúde receberam doses do imunizante.

Foi justamente esse ponto da proposta de compra de vacina por empresas que fez grandes empresas “saltarem do barco” no que se refere ao assunto.

A saber, á também dificuldade de governos ao redor do mundo em conseguir comprar mais doses das vacinas já aprovadas por autoridades de saúde.

No Brasil, o Ministério da Saúde ainda aguarda a chegada de insumos da China para iniciar a produção da Coronavac, pelo Instituto Butantan, e da vacina de Oxford, pela Fundação Oswaldo Cruz.

Doria promete entrega de 40 milhões de doses da Coronavac até abril 

Fonte: Estadão

Foto: Shutterstock

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