O varejo farmacêutico passa por um processo de amadurecimento e consolidação, com impactos diferentes entre farmácias independentes, associativistas e grandes redes.
Levantamento do Close-up International – divulgado durante o evento Getting the Strategy 2026, promovido pela consultoria em junho, em São Paulo (SP) –, aponta o estágio de maturidade das farmácias no Brasil, classificando os pontos de venda entre: ano 1, ano 2, ano 3, lojas maduras e unidades fechadas.
De acordo dom o líder da área de Market Insights & Consumer Healthcare do Close-up, Filipe Campos, esse tipo de segmentação é considerado estratégica para entender o comportamento do varejo e apoiar decisões da indústria.
“Isso é bastante importante para entender a lógica do varejo. E para a indústria é relevante, porque a dinâmica de mix e a forma de trabalhar o PDV não é a mesma. Por isso é importante entender o estágio de maturação da loja”, afirma Campos.
Índice de maturidade das farmácias
Considerando o mercado total, das quase 93 mil farmácias no País, 75,1% são lojas maduras e 9,4% estão no primeiro ano de operação. A taxa de fechamento é de 8,6%
No recorte das grandes redes ligadas à Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), o estudo mostra que, de um total de 11.858 pontos de venda, 79,8% são lojas maduras, enquanto 6% estão no primeiro ano de operação.
Já as redes associadas à Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias (Febrafar) somam 19.303 lojas ativas, com alta participação de unidades maduras, que representam 78,8% do total.
Pressão sobre independentes
O levantamento reforça a pressão enfrentada pelas farmácias independentes, que, embora ainda representem o maior número de estabelecimentos (47.797 lojas), concentram também a maior taxa de fechamento no período analisado.
De acordo com os dados, 12,3% das lojas independentes foram fechadas em comparação com o ano anterior, evidenciando maior vulnerabilidade desse canal.
“Vemos um fenômeno que é a redução do número de farmácias independentes. Os juros altos encarecem o custo de capital de giro e estoque. Nesse cenário, as independentes, que muitas vezes não têm estrutura financeira, acabam sendo mais impactadas”, explica Campos.
Por outro lado, comenta o executivo, as redes associativistas vêm ganhando relevância e ampliando sua presença de pontos de venda nos últimos anos, enquanto as grandes redes mantêm expansão, porém com maior estabilidade no ritmo de abertura de lojas.
Foto: Shutterstock
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