Azitromicina: O que é? Como tomar? Indicações e Efeitos.

A azitromicina é um antibiótico pertencente ao grupo dos macrolídeos. Confira a bula para mais informações de tratamento com este medicamento.

Indicações do medicamento azitromicina

  • Comprimido Revestido

A azitromicina na forma de apresentação de comprimido revestido, é indicada no tratamento de infecções causadas por bactérias sensíveis à azitromicina:

Infecções que ocorrem junto com sífilis (doença sexualmente transmissível) devem ser excluídas.

  • Intravenosa

A azitromicina na forma de apresentação intravenosa, é indicada para pacientes que precisam de tratamento intravenoso inicial nos seguintes casos:

  • Pneumonia adquirida na comunidade, em outras palavras, infecções nos pulmões que não tenham sido adquiridas em internação hospitalar;
  • Causada por organismos sensíveis à azitromicina, incluindo infecções causadas pela Legionella pneumophila;
  • Doença inflamatória pélvica, ou seja, infecção dos órgãos genitais internos causada por organismos sensíveis à azitromicina.

Modo de ação do medicamento azitromicina

A princípio, a azitromicina age impedindo que as bactérias sensíveis à azitromicina produzam proteínas, que como resultado, são a base do seu crescimento e reprodução. Contudo, seu pico de ação é após 2 a 3 horas da administração por via oral de azitromicina. Não é conhecido o tempo exato do início de ação por administração oral ou intravenosa, ou seja, dentro da veia.

Contraindicações da azitromicina

Pacientes contraindicados:

  • Possuem histórico de hipersensibilidade, em outras palavras, reações alérgicas à azitromicina; eritromicina; a qualquer antibiótico macrolídeo, ou seja, que seja pertencente a classe de antibióticos a qual a azitromicina faz parte;  cetolídeo (outra classe de antibióticos); ou a qualquer componente da fórmula.

O que saber antes de usar o medicamento

Ao mesmo tempo que é raro, o uso de azitromicina pode desenvolver:

  • Reações alérgicas graves como angioedema, em outras palavras, inchaço das partes mais profundas da pele ou da mucosa, geralmente de origem alérgica;
  • Anafilaxia, ou seja, reação alérgica grave, raramente fatal;
  • Reações dermatológicas incluindo Pustulose Exantemática Generalizada Aguda (PEGA), em outras palavras, reação alérgica grave extensa com formação de vesículas contendo pus em seu interior;
  • Síndrome de Stevens-Johnson, ou seja, reação alérgica grave com bolhas na pele e mucosas;
  • Necrólise epidérmica tóxica, em outras palavras, descamação grave da camada superior da pele, raramente fatal;
  • Reações Adversas a Medicamentos com Eosinofilia e Sintomas Sistêmicos (DRESS -Drug Reaction with Eosinophilia and Systemic Symptoms) – (Reações adversas a medicamentos com resposta generalizada).

Primeiramente, se ocorrer alguma reação alérgica, o uso do medicamento deve ser descontinuado e deve ser administrado tratamento adequado.
Se você tiver algum problema grave de fígado, avise seu médico, pois azitromicina deve ser utilizada com
cuidado.

Foram relatadas alteração da função hepática, ou seja, alteração no funcionamento do fígado, como por exemplo:

  • Hepatite (inflamação do fígado);
  • Icterícia colestática, em outras palavras, coloração amarelada da pele e mucosas por acúmulo de pigmentos biliares, devido à obstrução;
  • Necrose hepática, ou seja, morte de células do fígado;
  • Insuficiência hepática, ou seja, falência do fígado, eventualmente das quais resultaram em morte.

Azitromicina deve ser descontinuada imediatamente se ocorrerem sinais e sintomas de hepatite.

Da mesma forma, também foram relatadas exacerbações dos sintomas de miastenia gravis, ou seja, doença que causa fraqueza muscular, em pacientes em uso da azitromicina.

O uso de azitromicina IV foi associada à maior risco de desenvolvimento de arritmias cardíacas, incluindo
prolongamento do intervalo QT, que pode ser fatal.

  • Recém-nascidos 

Primordialmente, se você observar vômito ou irritação após a alimentação em recém-nascidos (até 42 dias de vida) que estejam em tratamento com azitromicina, entre em contato com o médico, pois pode ser um indicativo de estenose pilórica hipertrófica infantil.

Interações medicamentosas

O médico precisa avaliar se as medicações reagem entre si alterando a sua ação, ou da outra; isso se chama
interação medicamentosa.

  • Não utilize azitromicina juntamente com derivados do ergô (medicação com varias indicações incluindo
    analgesia, representados pela ergotamina);
  • O uso de antibióticos está associado à infecção e diarreia por Clostridium difficile (tipo de bactéria) que pode variar de diarreia leve a colite, em outras palavras, inflamação do intestino grosso, pode ser fatal. É necessário cuidado médico nestas situações.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião dentista.
Não use azitromicina durante a amamentação sem orientação médica.
Não há evidências de que azitromicina possa afetar a sua habilidade de dirigir ou operar máquinas.
Sempre avise ao seu médico todas as medicações que você toma quando ele for prescrever uma medicação nova.

Azitromicina não deve ser administrada juntamente com:

  • Antiácidos;
  • Ergô;
  • Derivados do ergô.

Por fim, não há necessidade de ajuste de dose quando a azitromicina IV for utilizada jutamente com os fármacos:

  • Cetirizina;
  • Didanosina;
  • Atorvastatina;
  • Carbamazepina;
  • Cimetidina;
  • Efavirenz;
  • Fluconazol;
  • Indinavir;
  • Metilprednisolona;
  • Midazolam;
  • Nelfinavir;
  • Rifabutina;
  • Sildenafila;
  • Terfenadina;
  • Teofilina;
  • Triazolam;
  • Trimetoprima/Sulfametoxazol.

Dependendo da dose administrada, poderão surgir reações no local da infusão.
Azitromicina IV não deve ser usada por outra via de administração que não a intravenosa. Seu médico deve
reconstituir o pó para solução para infusão antes da administração.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Monitoramento de níveis terapêuticos

Deve-se monitorar, ou seja, fazer acompanhamento médico e exames de sangue avaliando níveis terapêuticos das medicações, em caso de pacientes que utilizarem conjuntamente azitromicina e:

  • Digoxina;
  • Colchicina;
  • Zidovudina;
  • Anticoagulantes na forma oral, em outras palavras, medicação que inibe o processo de coagulação, por exemplo: cumarínicos, ciclosporina.

Atenção: Este medicamento contém açúcar, portanto, deve ser usado com cautela em portadores de
Diabetes.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Condições de armazenamento

  • Comprimidos Revestidos

Deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15 e 30ºC), protegido da luz e umidade.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe
alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Características do produto: comprimidos revestidos de cor branca a esbranquiçada, sulcados, ovais modificados.

  • Intravenoso

Deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C), protegido da luz e umidade.
Mantenha o frasco-ampola na embalagem original até a utilização.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe
alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Características do produto: pó branco a esbranquiçado. Solução Reconstituída: visualmente livre de material não
dissolvido e livre de partículas de matéria estranha.

A estabilidade química e física “em uso” do produto reconstituído foi demonstrada durante 24 horas quando
armazenado abaixo de 30°C. Quando diluída de acordo com as instruções (vide “Instruções para Diluição”), a
solução (diluída) é química e fisicamente estável durante 24 horas quando amazenada abaixo de 30°C, ou
durante 7 dias se armazenada sob refrigeração a 5°C. Azitromicina IV após reconstituição, deve ser utilizada
imediatamente, afim de evitar qualquer contaminação microbiológica, por exemplo, bactérias, vírus e fungos.

Se o medicamento não for utilizado imediatamente, o período e as condições de armazenamento “em uso” são de responsabilidade de quem o preparou e normalmente não deve exceder 24 horas quando armazenado entre 2 e 8°C, a menos que a reconstituição e a diluição tenham ocorrido em condições especiais, ou seja, condições assépticas controladas e validadas.

A solução deve ser diluída imediatamente antes da administração de acordo com as “Instruções para Diluição”.

Modos de uso

  • Comprimidos Revestidos

Azitromicina pode ser administrada juntamente com ou sem alimentos.
Azitromicina deve ser administrada em dose única e diária.

Antes de tudo, a posologia de acordo com a infecção é a seguinte:

  • Adultos

Tratamento de doenças sexualmente transmissíveis causadas por Chlamydia trachomatis, Haemophilus ducreyiou, Neisseria gonorrhoeae (tipos de bactérias) sensível, a dose é de 1000 mg, em dose oral
única.
Para todas as outras indicações nas quais é utilizada a formulação oral, uma dose total de 1500 mg deve ser
administrada em doses diárias de 500 mg, durante 3 dias.

  • Crianças

A dose máxima total recomendada para qualquer tratamento em crianças é de 1500 mg.
Azitromicina comprimidos revestidos deve ser administrada somente em crianças pesando mais que 45 kg.
Dessa forma, a dose total em crianças é de 30 mg/kg.

Tratamento da faringite estreptocócica, ou seja, infecção da faringe causada por Streptococcus, pediátrica deve ser administrada sob diferentes esquemas posológicos. A dose total de 30 mg/kg deve ser administrada em dose única diária de 10 mg/kg, durante 3 dias.

Tratamento de crianças com otite média aguda é dose única de 30 mg/kg.

Para o tratamento da faringite estreptocócica (infecção da faringe causada por Streptococcus) em crianças, foi
demonstrada a eficácia de azitromicina administrada em dose única diária de 10 mg/kg ou 20 mg/kg, por 3 dias.
Não se deve exceder a dose diária de 500 mg. Entretanto, a penicilina é geralmente o fármaco escolhido para o
tratamento da faringite causada por Streptococcus pyogenes(tipo de bactéria), incluindo a profilaxia da febre
reumática (alteração das válvulas cardíacas).

  • Pacientes idosos

A mesma dose utilizada em pacientes adultos é utilizada em pacientes idosos.

  • Pacientes com Insuficiência Renal, ou seja, diminuição da função dos rins

Não é necessário ajuste de dose em pacientes com insuficiência renal leve a moderada. No caso de insuficiência renal grave, azitromicina deve ser administrada com cautela (ver questão4. O que devo saber antes de usar este medicamento?).

  • Pacientes com Insuficiência Hepática, ou seja, diminuição da função do fígado

As mesmas doses administradas a pacientes com a função hepática normal podem ser utilizadas em pacientes com insuficiência hepática leve a moderada. Entretanto, pacientes com insuficiência hepática grave devem utilizar azitromicina com cuidado (ver questão4. O que devo saber antes de usar este medicamento?).

  • Pacientes que substituíram o tratamento intravenoso pelo tratamento oral

Tratamento de pneumonia adquirida na comunidade: a dose recomendada de azitromicina IV, pó para
solução para infusão, para o tratamento de pacientes adultos com pneumonia adquirida na comunidade (infecção nos pulmões adquirida fora do ambiente hospitalar) causada por organismos sensíveis é de 500 mg, em dose única diária, por via intravenosa, durante no mínimo, 2 dias. O tratamento intravenoso pode ser seguido por azitromicina via oral, em dose única diária de 500 mg até completar um ciclo terapêutico, em outras palavras, total dos dias em uso da medicação tanto na forma intravenosa quanto oral, de 7 a 10 dias.

A substituição do tratamento intravenoso pelo tratamento oral deve ser estabelecida a critério médico, de acordo com a resposta clínica.

Tratamento de doença inflamatória pélvica: a dose recomendada de azitromicina IV, pó para solução para
infusão, para o tratamento de pacientes adultos com doença inflamatória pélvica, ou seja, infecção dos órgãos genitais internos, causada por organismos sensíveis é de 500 mg, em dose única diária, por via intravenosa, durante 1 ou 2 dias.

A substituição do tratamento intravenoso pelo tratamento oral deve ser estabelecida a critério médico, de
acordo com a resposta clínica.

Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

  • Intravenoso

Instruções para administração

Azitromicina IV é apresentada em frasco-ampola para uso único. No entanto, o conteúdo do frasco deve ser reconstituído com 4,8 mL de água para injetáveis, dessa forma, obterá uma solução contendo 100 mg/mL de azitromicina (ou seja, a o pó deve ser adicionada esta quantidade de água para injetáveis). Antes da administração, o volume da solução reconstituída deve ser adicionado a um diluente compatível (vide “Instruções para Diluição”) para produzir uma solução de concentração final de azitromicina igual a 1 mg/mL ou 2 mg/mL.
Azitromicina IV após reconstituição e diluição destina-se à administração por infusão intravenosa, ou seja, dentro da veia.
Azitromicina IV não deve ser administrado como uma injeção em “bolus”, em outras palavras, sem diluir e de uma só vez na veia) ou injeção intramuscular (no músculo).
A concentração da solução para infusão (após reconstituição e diluição) e a velocidade de infusão de azitromicina IV deve ser equivalente a 1 mg/mL durante 3 horas, ou 2 mg/mL durante 1 hora. Uma dose intravenosa de 500 mg de azitromicina IV deve ser infundida em no mínimo 1 hora.

Instruções para reconstituição

A solução inicial de azitromicina IV deve ser preparada adicionando-se 4,8 mL de água para injetáveis ao frasco de 500 mg e agitando-se até completa dissolução. Uma vez que o frasco-ampola de azitromicina IV é embalado à vácuo, recomenda-se o uso de uma seringa convencional de 5 mL (não automática) para assegurar a aplicação da quantidade exata de 4,8 mL de água para injetáveis. Cada mL da solução reconstituída contém 100 mg de azitromicina.
A solução deve ser diluída imediatamente antes da administração de acordo com as “Instruções para Diluição”.

Instruções para diluição

Afim de obter uma faixa de concentração de 1,0 – 2,0 mg/mL de azitromicina, deve-se transferir 5 mL da solução de azitromicina (100 mg/mL) para a quantidade apropriada de qualquer dos diluentes relacionados a seguir:

Concentração final da solução para infusão (mg/mL) Quantidade do diluente (mL)
1,0mg/mL 500mL
2,0mg/mL 250mL

 

A solução reconstituída pode ser diluída em:

  • Solução Salina Normal (cloreto de sódio a 0,9%);
  • Solução Salina Normal 1/2 (cloreto de sódio a 0,45%);
  • Dextrose a 5% em Água;
  • Solução de Ringer Lactato;
  • Dextrose a 5% em Salina Normal 1/2 (cloreto de sódio a 0,45%) com 20 mEq de cloreto de potássio;
  • Dextrose a 5% em Solução de Ringer Lactato;
  • Dextrose a 5% em Salina Normal 1/3 (cloreto de sódio a 0,3%);
  • Dextrose a 5% em Salina Normal 1/2 (cloreto de sódio a 0,45%);
  • Normosol® -M em Dextrose 5%;
  • Normosol® -R em Dextrose 5%.

Os medicamentos para administração parenteral (no sangue) devem ser inspecionados visualmente quanto à presença de micropartículas antes da administração (para verificar se está turvo ou contém pequenos fragmentos). Se houver evidência de micropartículas nos líquidos reconstituídos, a solução deve ser descartada.

Incompatibilidades

OUTRAS SUBSTÂNCIAS, ADITIVOS OU MEDICAÇÕES PARA ADMINISTRAÇÃO INTRAVENOSA
NÃO DEVEM SER ADICIONADOS A AZITROMICINA IV, NEM ADMINISTRADOS SIMULTANEAMENTE POR INFUSÃO NA MESMA LINHA INTRAVENOSA.

  • Uso em adultos

Tratamento de pacientes adultos com pneumonia, ou seja, infecção nos pulmões, adquirida na comunidade (ou
seja, que não tenha sido adquirida durante internação hospitalar), causada por organismos sensíveis, a dose
recomendada de azitromicina IV é de 500 mg em dose única diária, portanto, 1 vez ao dia, por via intravenosa durante, no mínimo, 2 dias. Se houver condições clínicas e indicação do médico, o tratamento endovenoso pode ser substituído por azitromicina via oral, em dose única diária de 500 mg até que o tempo total (endovenoso – na veia e oral) seja de 7 a 10 dias.

A substituição do tratamento intravenoso para o tratamento oral deve ser estabelecida a critério médico, de acordo com a resposta clínica.

Tratamento de pacientes adultos com doença inflamatória pélvica, ou seja, infecção dos órgãos genitais internos, causada por organismos sensíveis, a dose recomendada de azitromicina IV é de 500 mg em dose única diária, portanto, uma vez ao dia, por via intravenosa, durante 1 ou 2 dias. Após avaliação médica, se as condições clínicas forem adequadas, o tratamento endovenoso pode ser substituído por azitromicina via oral.

  • Uso em Pacientes idosos

Pode fazer uso da mesma dose utilizada em pacientes adultos.

  • Uso em pacientes com insuficiência renal

Se você tem insuficiência renal, ou seja, diminuição da função dos rins, considerada leve a moderada, não é necessário fazer ajuste de dose. No caso de insuficiência renal grave, azitromicina IV deve ser administrada com cautela (ver questão 4. O que devo saber antes de usar este medicamento?).

  • Uso em pacientes com insuficiência hepática

Se você tem insuficiência hepática, ou seja, diminuição da função do fígado) leve a moderada, as mesmas doses que são administradas a pacientes com a função hepática normal podem ser utilizadas. Porém, se a insuficiência for considerada grave pelo seu médico, este deve fazer ajuste de
doses (ver questão4. O que devo saber antes de usar este medicamento?).

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Em casos de esquecimento da dose

  • Comprimido Revestido

Caso você esqueça de tomar azitromicina no horário estabelecido pelo seu médico, tome-o assim que lembrar. Entretanto, seestiver perto do horário de tomar a próxima dose, pule a dose esquecida e tome a próxima, continuando normalmente o esquema de doses recomendado pelo seu médico. Neste caso, não tome o
medicamento em dobro para compensar doses esquecidas. O esquecimento da dose pode comprometer a eficácia do tratamento.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

  • Intravenoso

O plano de tratamento com azitromicina IV é definido pelo médico que acompanha o caso. Se você não receber
uma dose deste medicamento, o médico deve redefinir a programação do tratamento. O esquecimento da dose
pode comprometer a eficácia do tratamento.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Reações adversas

  • Comprimido Revestido

Azitromicina é bem tolerada, apresentando baixa incidência de efeitos colaterais.

  • Episódios passageiros de leve redução na contagem de neutrófilos (células de defesa do sangue);
  • Trombocitopenia, em outras palavras, diminuição das células de coagulação do sangue: plaquetas;
  • Monilíase, ou seja, infecção causada pelo fungo do gênero Candida);
  • Vaginite, ou seja, inflamação na vagina;
  • Anafilaxia, ou seja, reação alérgica grave;
  • Anorexia, em outras palavras, falta de apetite;
  • Reação agressiva;
  • Nervosismo;
  • Agitação;
  • Ansiedade;
  • Tontura;
  • Convulsões;
  • Cefaleia (dor de cabeça);
  • Hiperatividade;
  • Hipoestesia, ou seja, diminuição da sensibilidade geral;
  • Parestesia, em outras palavras, sensação anormal como por exemplo, ardor, formigamento e coceira, percebidos na pele e sem motivo aparente;
  • Sonolência;
  • Desmaio;
  • Casos raros de distúrbio de paladar/olfato e/ou perda;
  • Vertigem;
  • Disfunções auditivas, ou seja, funcionamento anormal da audição, incluindo perda de audição, surdez e/ou tinido (zumbido no ouvido);
  • Palpitações e arritmias (alterações do ritmo do coração), incluindo taquicardia (aceleração dos batimentos cardíacos) ventricular, raros relatos de prolongamento QT e Torsades de Pointes, em outras palavras, alterações do ritmo cardíaco;
  • Hipotensão (pressão baixa);
  • Vômito/diarreia (raramente resultando em desidratação);
  • Dispepsia, ou seja, dor e queimação na região do estômago e esôfago;
  • Constipação (prisão de ventre);
  • Colite pseudomembranosa (infecção do intestino por bactéria da espécie C. difficile);
  • Pancreatite, ou seja, inflamação no pâncreas;
  • Fezes amolecidas;
  • Desconforto abdominal (dor/cólica);
  • Flatulência;
  • Raros relatos de descoloração da língua;
  • Disfunção do fígado;
  • Hepatite (inflamação do fígado);
  • Icterícia colestática, em outras palavras, coloração amarelada da pele e mucosas por acúmulo de pigmentos biliares, devido a obstrução;
  • Casos raros de necrose hepática (morte de células do fígado) e insuficiência hepática a qual raramente
    resultou em morte;
  • Reações alérgicas incluindo prurido (coceira), rash (vermelhidão da pele), fotossensibilidade
    (sensibilidade exagerada da pele à luz), edema (inchaço), urticária (alergia da pele), angioedema, casos raros de reações dermatológicas graves, incluindo eritema multiforme (manchas vermelhas, bolhas e ulcerações em todo o corpo);
  • Pustulose Exantemática Generalizada Aguda (PEGA) (reação alérgica grave extensa com formação de
    vesículas contendo pus em seu interior);
  • Síndrome de Stevens-Johnson (reação alérgica grave com bolhas na pele e mucosas);
  • Necrólise epidérmica tóxica (descamação grave da camada superior da pele), reações adversas a
    medicamentos com eosinofilia e sintomas sistêmicos (DRESS -Drug Reaction with Eosinophilia and Systemic Symptoms) – (Reações adversas a medicamentos com resposta generalizada);
  • Artralgia (dor nas articulações);
  • Nefrite intersticial (tipo de inflamação nos rins);
  • Disfunção renal aguda;
  • Astenia (fraqueza);
  • Cansaço;
  • Mal-estar.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo
uso do medicamento. Informe também a empresa através do seu serviço de atendimento.

  • Intravenoso

Apesar de azitromicina IV ser bem tolerada, apresentando baixa incidência de efeitos indesejáveis, ao utilizá -lo
sempre considere a possibilidade de ocorrer reações adversas, por exemplo, dor e inflamação no local da infusão.

Foram relatados os seguintes efeitos indesejáveis:

Sanguíneo e Linfático (um dos sistemas de defesa do corpo): episódios passageiros de leve redução na
contagem de neutrófilos (células de defesa do sangue), trombocitopenia (diminuição das células de coagulação do sangue: plaquetas).
Vascular: hipotensão (pressão baixa).
Infecções e Infestações: monilíase, ou seja, infecção causada pelo fungo do gênero Candida; e vaginite, em outras palavras, inflamação na vagina. Gastrintestinal: vômito/diarreia (raramente resultando em desidratação), dispepsia (dor e queimação na região do estômago e esôfago), constipação (prisão de ventre), colite pseudomembranosa (infecção do intestino por
bactéria da espécie C. difficile), pancreatite (inflamação no pâncreas), raros relatos de descoloração da língua, náuseas (enjoo), fezes amolecidas, desconforto abdominal (dor/cólica), flatulência (excesso de gases no estômago ou intestinos).
Sistema imunológico: anafilaxia (reação alérgica grave). Hepatobiliar: hepatite (inflamação do fígado) e icterícia colestática (coloração amarelada da pele e mucosas por acúmulo de pigmentos biliares, devido à obstrução) foram relatadas, assim como casos raros de necrose hepática (morte de células do fígado) e insuficiência hepática a qual raramente resultou em morte.
Metabolismo e Nutrição: anorexia (falta de apetite). Pele e Tecido Subcutâneo: reações alérgicas incluindo prurido (coceira), rash (vermelhidão da pele), fotossensibilidade (sensibilidade exagerada da pele à luz), edema (inchaço), urticária (alergia da pele) e angioedema. Foram relatados casos raros de reações dermatológicas graves, incluindo eritema multiforme (manchas vermelhas, bolhas e ulcerações em todo o corpo), Pustulose Exantemática Generalizada Aguda (PEGA) (reação alérgica grave extensa com formação de vesículas contendo pus em seu interior), síndrome de Stevens-Johnson (reação alérgica grave com bolhas na pele e mucosas), necrólise epidérmica tóxica (descamação
grave da camada superior da pele) e Reações Adversas a Medicamentos com Eosinofilia e Sintomas Sistêmicos (DRESS – Drug Reaction with Eosinophilia and Systemic Symptoms) -(Reações adversas a medicamentos com resposta generalizada).
Psiquiátrico: reação agressiva, nervosismo, agitação e ansiedade. Musculoesquelético e Tecido Conjuntivo: artralgia (dor nas articulações)
Sistema Nervoso: tontura, convulsões, cefaleia (dor de cabeça), hiperatividade, hipoestesia (diminuição da sensibilidade geral), parestesia (sensação anormal como ardor, formigamento e coceira, percebidos na pele e sem motivo aparente), sonolência e desmaio. Foram relatados casos raros de distúrbio e/ou perda do paladar e/ou olfato. Renal e urinário: nefrite intersticial (tipo de inflamação nos rins) e disfunção renal aguda.
Ouvido e Labirinto: vertigem(tontura), disfunções auditivas (funcionamento anormal da audição), incluindo perda de audição, surdez e/ou tinido (zumbido no ouvido). Geral: foi relatado astenia (fraqueza), embora a relação causal não tenha sido estabelecida, cansaço e mal-estar.
Cardíaco: palpitações e arritmias (alterações do ritmo do coração) incluindo taquicardia ventricular (aceleração dos batimentos cardíacos). Há raros relatos de prolongamento QT e Torsades de Pointes (alterações do ritmo cardíaco).

 

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo
uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

Superdose

Procure um médico no caso de superdose com azitromicina, cujos sintomas são semelhantes àqueles observados com as doses recomendadas.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a
embalagem ou bula do medicamento, se possível.
Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Estudo clínico para profissionais da saúde

Resultados de eficácia

Uso Pediátrico

A partir da perspectiva de avaliar ensaios clínicos pediátricos, dados dos Dias 11-14 são fornecidos para
orientação clínica. Avaliações dos dias 24-32 foram consideradas o desfecho do teste primário de cura.

Otite média aguda
Eficácia utilizando azitromicina por 5 dias (10 mg/kg no Dia 1 seguido por 5 mg/kg nos Dias 2 – 5)

Protocolo 01
Em um estudo controlado, duplo-cego, de otite média aguda realizado nos Estados Unidos, a azitromicina (10 mg/kg no Dia 1, seguido por 5 mg/kg nos Dias 2-5) foi comparada a amoxicilina/clavulanato de potássio (4:1).
Entre os 553 pacientes que foram avaliados quanto à eficácia clínica, a taxa de sucesso clínico no Dia 11 foi de
88% para azitromicina e de 88% para o agente controle. Entre os 521 pacientes avaliados na visita do Dia 30, a
taxa de sucesso foi de 73% para azitromicina e de 71% para o agente controle.

Protocolo 02 
Em um estudo clinico e microbiológico não comparativo realizado nos Estados Unidos, onde foram encontradas
taxas significativas de produção de organismos beta-lactamase (35%), 131pacientes foram avaliados para
eficácia clínica. Na visita do dia 11, a taxa de sucesso clínico combinado, ou seja, cura e melhoria foi de
84% para azitromicina. Para os 122 pacientes que foram avaliados no dia 30 da visita, a taxa de sucesso clínico
foi de 70% para azitromicina.

As determinações microbiológicas foram feitas na visita pré-tratamento. A microbiologia não foi reavaliada em
visitas posteriores.

As seguintes taxas de sucesso clínico foram obtidas a partir do grupo avaliado:

Patógeno
Dia 11 Dia 30
azitromicina azitromicina
S. pneumoniae 61/74 (82%) 40/56 (71%)
H. influenzae 43/54 (80%) 30/47 (64%)
M. catarrhalis 28/35 (80%)  19/26 (73%)
S. pyogenes 11/11 (100%)  7/7 (100%)
Total 177/217 (82%) 97/137 (73%)

 

Protocolo 03
Em outro estudo clínico biológico, comparativo, controlado de otite média realizado nos Estados Unidos, de
azitromicina (10 mg/kg no dia 1, seguindo por 5 mg/kg nos dias 2-5) comparado com amoxicilina/clavulanato
potássio (4:1). Este estudo utilizou dois dos mesmos investigadores do Protocolo 02 (acima), e esses dois
investigadores inscreveram 90% dos pacientes no Protocolo 03. Dessa forma, o Protocolo 03 não foi considerado um estudo independente. Foram encontrados resultados significativos de produção de organismos beta-lactamase (20%). Noventa e dois pacientes foram avaliados para eficácia clínica e microbiológica. A taxa de sucesso clínico combinado, ou seja, cura e melhora, dos pacientes com baseline patógena na visita do dia 11 foi de 88% para azitromicina versus 100% para o controle. Na visita do dia 30, a taxa de sucesso clínico foi de 82% para azitromicina versus 80% para o grupo de controle.

As determinações microbiológicas foram feitas na visita de pré-tratamento. A microbiologia não foi reavaliada
em visitas posteriores.

Nos dias de visita 11 e 30, as seguintes taxas de sucesso clínico foram obtidas a partir do grupo avaliado:

Patógeno Dia 11 Dia 30
S. pneumoniae  
   
 
Azitromicina: 25/29 (86%)

Controle: 26/26 (100%)

 

Azitromicina: 22/28 (79%)

Controle: 18/22 (82%)

H. influenzae Azitromicina: 9/11 (82%)

Controle: 9/9 (100%)

Azitromicina: 8/10 (80%)

Controle: 6/8 (75%)

M. catarrhalis Azitromicina: 7/7 (100%)

Controle: 5/5 (100%)

Azitromicina: 5/5 (100%)

Controle:  2/3 (66%)

S. pyogenes Azitromicina: 2/2 (100%)

Controle: 5/5 (100%)

Azitromicina: 2/2 (100%)

Controle: 4/4 (100%)

Total Azitromicina: 43/49 (88%)

Controle: 45/45 (100%)

Azitromicina: 37/45 (82%)

Controle: 30/37 (81%)

 

Eficácia utilizando azitromicina por 3 dias (10 mg/kg/dia)

Protocolo 04
Em um estudo duplo-cego, controlado e randomizado de otite média aguda em crianças de 6 meses a 12 anos,
azitromicina (10 mg/kg por dia, durante 3 dias) foi comparada a amoxicilina/clavulanato de potássio (7:1) a cada 12 horas, por 10 dias. Cada criança recebeu medicação e placebo para a comparação.
Entre os 366 pacientes avaliados, a taxa de eficácia clínica, por exemplo, cura e melhora, após 12 dias do
tratamento, foi de 83% para azitromicina e 88% para o agente controle. Entre os 362 pacientes avaliados após
24-28 dias de tratamento, a taxa de sucesso clínico foi de 74% para azitromicina e 69% para o agente de
controle.

Eficácia utilizando azitromicina 30 mg/kg administrada em dose única

Protocolo 05
Em um estudo duplo-cego, controlado e randomizado foi performado em nove centros clínicos. Pacientes
pediátricos de 6 meses a 12 anos de idade receberam em tratamento 1:1 com azitromicina (fixado em 30 mg/kg como dose única no Dia 1) ou amoxicilina/clavulanato de potássio (7:1) dividido a cada 12 horas, por 10 dias.
Cada criança recebeu medicação e placebo para a comparação.
A resposta clínica (cura, melhora, falha) foi avaliada ao final da terapia (Dia 12 – 16) e teste de cura (Dia 28-32).
A segurança foi avaliada durante todo o andamento do estudo para todos os indivíduos. Para os 321 indivíduos
que foram avaliados ao fim do tratamento, a taxa de sucesso clínico (cura e melhora) foi de 87% para
azitromicina e 88% para o controle. Para os 305 indivíduos que foram avaliados no teste de cura, a taxa de
sucesso clínico foi de 75% para ambos, azitromicina e controle.

Protocolo 06
Em um estudo clínico microbiológico não comparativo, 248 pacientes a partir dos 6 meses de idade até 12 meses com otite média aguda documentada, foram dosados com uma dose oral única de azitromicina (30 mg/kg no dia 1).
Para os 240 pacientes que foram avaliados para clínica modificada intenção de tratar (MITT), a taxa de sucesso
clínico (ou seja, da cura e melhora) no dia 10 foi de 89% e para os 242 pacientes avaliados entre os dias 24 e 28,
a taxa de sucesso clínico foi de 85%.

  • Erradicação bacteriológica presumível
Dia 10  Dias 24-28
S. pneumoniae 70/76 (92%) 67/76 (88%)
H. influenzae 30/42 (71%) 28/44 (64%)
M. catarrhalis 10/10 (100%) 10/10 (100%)
Total 110/128 (86%) 105/130 (81%)

 

Faringite/Tonsilite 
Em três estudos controlados, duplo-cegos, conduzidos nos Estados Unidos, a azitromicina (12 mg/kg, 1 vez a o
dia, por 5 dias) foi comparada à penicilina V (250 mg, 3 vezes ao dia, por 10 dias) no tratamento de faringite
associada ao Grupo A streptococci beta-hemolitico (GABHS – estreptococos beta-hemolíticos do grupo A – ou
S. pyogenes). A azitromicina foi estatisticamente superior clinicamente e microbiologicamente à penicilina nos
parâmetros clínico e microbiológico no Dia 14 e Dia 30, com o seguinte sucesso clínico (por ex. Cura e melhora)
e taxas de eficácia bacteriológica (para a combinação de pacientes avaliada documentada na GABHS):

Três estudos americanos em faringite azitromicina vs penicilina V
Resultados de Eficácia

Dia 14 Dia 30
Erradicação bacteriológica:
azitromicina 323/340 (95%) 255/330 (77%)
penicilina V 242/332 (73%) 206/325 (63%)
Sucesso clínico (cura com
melhora):
azitromicina 336/343 (98%) 310/330 (94%)
penicilina V 284/338 (84%) 241/325 (74%)

 

Aproximadamente 1% de S. pyogenes azitromicina-susceptíveis isolados foram resistentes à a zitromicina no
tratamento seguinte.

Uso Adulto

Exacerbação bacterial aguda de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) 
Em um estudo controlado, randomizado, duplo-cego de exacerbação bacteriana aguda de bronquite crônica,
azitromicina (500 mg, 1 vez ao dia, por 3 dias) foi comparada à claritromicina (500 mg, 2 vezes ao dia, por 10
dias). O principal endpoint deste estudo foi a taxa de cura clínica do Dia 21-24. Entre os 304 pacientes
analisados na Intenção de Tratar Modificada (In The Modified Intent To Treat Analysis) nas visitas do Dia 21-24,
a taxa de cura clínica para 3 dias de azitromicina foi 85% (125/147) comparado a 82% (129/157) para 10 dias de
claritromicina.

Os seguintes dados foram as taxas de cura clínica nas visitas dos Dias 21-24 dos pacientes avaliados bacteriologicamente por patógeno:

Patógeno azitromicina(3 dias) claritromicina(10 dias)
S. pneumoniae 29/32 (91%) 21/27 (78%)
H. influenzae 12/14 (86%) 14/16 (88%)
M. catarrhalis 11/12 (92%) 12/15 (80%)

 

Sinusite bacteriana aguda
Em um estudo clínico duplo cego controlado randomizado de sinusite bacteriana aguda, a azitromicina (500 mg uma vez ao dia por 3 dias) foi comparada com amoxicilina + clavulanato (500/ 125 mg três vezes ao dia por 10
dias). As avaliações das respostas clínicas foram realizadas nos dias 10 e 28. O primeiro endpoint deste estudo
foi prospectivamente definido na taxa de cura clínica do dia 28. Para os 594 pacientes analisados na intenção
modificada de tratamento na visita do dia 28, a taxa clínica de cura para os 3 dias de azitromicina foi de 71,5%
(213/298) comparada com 71,5% (206/288) com uma confiança de 97,5% do intervalo de – 8,4 a 8,3, para 10
dias de amoxicilina/clavulanato.

Em um estudo clínico aberto não comparativo requerendo baseline punções de sinosite transantral, os seguintes resultados foram as taxas de sucesso clínico as visitas no dia 7 e no dia 28 para intenção de tratar pacientes administrando 500 mg de azitromicina uma vez por dia durante três dias para os seguintes patógenos:

Índice de sucesso clínico de azitromicina (500 mg por dia durante 3 dias)

Patógeno Dia 7 Dia 28
S. pneumoniae  23/26 (88%)  21/25 (84%)
H. influenzae 28/32 (87%) 24/32 (75%)
M. catarrhalis 14/15 (93%) 13/15 (87%)

 

Tratamento de Doença Inflamatória Pélvica
Os resultados de um estudo aberto indicam que três esquemas terapêuticos (azitromicina versus
azitromicina/metronidazol versus doxiciclina, metronidazol, cefoxitina e probenecida) foram comparáveis em
termos de eficácia e segurança para o tratamento de mulheres com doença inflamatória pélvica aguda. Os dados originados desse estudo mostram um índice de sucesso clínico global (cura + melhora) maior ou igual a 97% em todos os grupos terapêuticos ao final do tratamento, com 96% ou mais dos patógenos erradicados. No
acompanhamento, um número equivalente ou maior que 90% dos patógenos foram erradicados.

Características farmacológicas

Propriedades Farmacodinâmicas
Grupo farmacoterapêutico: macrolideos, código ATC J01FA

Modo de ação
A azitromicina é o primeiro antibiótico da subclasse dos macrolídeos, conhecida como azalídeos, e é
quimicamente diferente da eritromicina. É obtida através da inserção de um átomo de nitrogênio no anel
lactônico da eritromicina A.O nome químico da azitromicina é 9-deoxi-9a-aza-9a-metil-9a-homoeritromicina A.
O peso molecular é 749,0.A azitromicina liga-se ao 23S rRNA da subunidade ribossômica 50S. Dessa forma,
bloqueia a síntese proteica pela inibição do passo de transpeptidação/translocação da síntese proteica e pela
inibição da montagem da subunidade ribossômica 50S.

Eletrofisiologia cardíaca
O prolongamento do intervalo QTc foi estudado em um ensaio paralelo, controlado por placebo e randomizado
em 116 indivíduossaudáveis, que receberam cloroquina (1000 mg) isoladamente ou em combinação com
azitromicina (500mg, 1000 mg e 1500 mg uma vez ao dia). A coadministração da azitromicina aumentou o
intervalo QTc de maneira dependente da dose e da concentração. Em comparação à cloroquina isoladamente, as médias máximas(95% de limite superior de confiança) do aumento de QTcF foram 5 (10) ms, 7 (12) e 9 (14) com coadministração de azitromicina 500 mg, 1000 mg e 1500 mg, respectivamente.

Mecanismo de resistência
Os dois mecanismos de resistência aos macrolídeos encontrados mais frequentemente, incluindo a azitromicina, são modificação de alvo (na maioria das vezes por metilação do 23S rRNA) e de efluxo ativo. A ocorrência destes mecanismos de resistência varia de espécie para espécie e, dentro de uma espécie, a frequência de resistência varia conforme a localização geográfica.
A modificação ribossômica mais importante que determina a ligação reduzida dos macrolídeos é póstranscricional (N6)-dimetilação de adenina no nucleotídeo A2058 (sistema de numeração Escherichia coli) do
23S rRNA pelas metilases codificadas pelos genes erm(eritromicina ribossomo metilase). Frequentemente, as
modificações ribossômicas determinam a resistência cruzada (fenótipo MLSB) para outras classes de
antibióticos, cujos locais de ligação ribossômica se sobrepõem à dos macrolídeos: as lincosamidas (incluindo a
clindamicina), e as estreptograminasB (que incluem, por exemplo, o componente quinupristina de quinupristina
/dalfopristina). Diversos genes erm estão presentes em diferentes espécies bacterianas, em particular, nos
estreptococos e estafilococos. A susceptibilidade aos macrolídeos também pode ser afetada por alterações
mutacionais encontradas menos frequentemente nos nucleotídeos A2058 e A2059, e em algumas outras posições de 23S rRNA, ou nas grandes subunidades ribossômicas das proteínas L4 e L22.
As bombas de efluxo ocorrem em diversas espécies, incluindo as bactérias Gram-negativas, tais como
Haemophilus influenzae (onde podem determinar a concentração inibitória mínima [CIMs] intrinsecamente mais
elevada) e os estafilococos. Nos estreptococos e enterococos, uma bomba de efluxo que reconhece membros 14 – e 15-macrolídeos (que incluem, respectivamente, a eritromicina e azitromicina) é codificada por genes mef(A).

Metodologia para a determinação da susceptibilidade in vitrode bactérias à azitromicina
Os testes de susceptibilidade devem ser realizados utilizando métodos laboratoriais padronizados, tais como
aqueles descritos pelo Clinicaland Laboratory Standards Institute (CLSI). Estes incluem os métodos de diluição
(determinação CIM) e métodos de susceptibilidade de disco. Ambos, o CLSI e o Comitê Europeu para Testes de
Susceptibilidade Antimicrobiana (EUCAST) fornecem critérios interpretativos para estes métodos.
Com base numa série de estudos, recomenda-se que a atividade in vitro da azitromicina seja testada no ar
ambiente, para garantir um pH fisiológico do meio de crescimento. As tensões elevadas de CO2, muitas vezes
usadas para estreptococos e anaeróbios, e, ocasionalmente, para outras espécies, resultam em uma redução do pH do meio. Isto tem um efeito adverso maior sobre a potência aparente da azitromicina do que sobre a de outros macrolídeos.
Os valores limite de suscetibilidade CLSI, com base na microdiluição em caldo ou testes de diluição em Agar, com incubação no ar ambiente, se encontram na tabela abaixo:

Critérios interpretativos CLSI de suscetibilidade de diluição

Organismo Suscetível* Intermediário* Resistente*
Espécies Haemophilus  ≤ 4 -b
Moraxella catarrhalis ≤0,25   –
Neisseria meningitidis  ≤ 2   -b
Staphylococcus aureus ≤ 2 4  ≥ 8
Estreptococos a  ≤ 0,5  1 ≥ 2

*Microdiluição em caldo CIM(mg/L)

a Inclui Streptococcus pneumoniae, estreptococos β-hemolíticos e estreptococos viridans.
b A ausência atual de dados sobre cepas resistentes impede a definição de qualquer categoria dif erente dos
suscetíveis. Se as cepas alcançam resultados CIM diferentes de susceptível, devem ser enviadas a um laboratório de referência para testes adicionais.
Incubação no ar ambiente.
CLSI = Clinical and Laboratory Standards Institute; CIM= Concentração inibitória mínima.

A susceptibilidade também pode ser determinada pelo método de difusão em disco, medindo os diâmetros da
zona de inibição após incubação no ar ambiente. Os discos de suscetibilidade contêm 15 µg de azitromicina. Os critérios de interpretação para as zonas de inibição, estabelecidos pelo CLSI com base em sua correlação com as categorias de susceptibilidade MIC, estão listados na tabela abaixo:

Critérios de interpretação CLSI da zona do disco

Organismo Suscetível* Intermediário* Resistente*
Espécies Haemophilus ≥12   –
Moraxella catarralis  ≥ 26   –
Neisseria meningitidis  ≥ 20   –
Staphylococcus aureus  ≥ 18 14 – 17  ≤ 13
Estreptococos a  ≥18 14 – 17 ≤ 13

*Diâmetro da zona de inibição do disco (mm)

a Inclui Streptococcus pneumoniae, estreptococos β-hemolítico e estreptococos viridans.
Incubação no ar ambiente.
CLSI = Clinical and Laboratory Standards Institute;
mm = milímetros.

A validade de ambos os métodos de teste de diluição e difusão de disco deve ser verificada usando cepas de
controle de qualidade (CQ), como indicado pelo CLSI. Os limites aceitáveis para o teste de azitromicina contra
esses organismos estão listados na tabela abaixo:

Faixas de controle de qualidade para os testes de susceptibilidade da azitromicina (CLSI)

Organismo Faixa de controle de qualidade (azitromicina
mg/L)
Haemophilus influenzae ATCC 49247 1 – 4
Staphylococcus aureus ATCC 29213 0,5 – 2
Streptococcus pneumoniae ATCC 49619  0,06 – 0,25

*Microdiluição em caldo CIM

Diâmetro da zona de inibição do disco (disco de 15 µg)

Organismo Faixa de controle de qualidade (mm)
Haemophilus influenzae ATCC 49247 13 – 21
Staphylococcus aureus ATCC 25923 21 – 26
Streptococcus pneumoniae ATCC 49619 19 – 25

Incubação no ar ambiente; CLSI = Clinical and Laboratory Standards Institute; CIM= Concentração inibitória mínima; mm = milímetros.

O Comitê Europeu em Testes de Susceptibilidade Antimicrobiana (EUCAST) também tem valores limite de
suscetibilidade estabelecidos para azitromicina, com base na determinação do CIM. Os critérios de
susceptibilidade EUCAST estão listados na tabela abaixo:

Valores limite de susceptibilidade EUCAST para a azitromicina

Suscetíveis* Resistentes*
Espécies de Staphylococcus ≤ 1 > 2
Streptococcus pneumoniae  ≤ 0,25  > 0,5
Estreptococos β-hemolítico a ≤0,25 > 0,5
Haemophilus influenzae ≤ 0,12  > 4
Moraxella catarrhalis ≤ 0,25 > 0,5
Neisseria gonorrhoeae  ≤ 0,25  > 0,5

*CIM (mg / L)

a Inclui os Grupos A, B, C, G.
EUCAST = Comitê Europeu para Testes de Susceptibilidade Antimicrobiana; CIM= Concentração inibitória
mínima.

A prevalência da resistência adquirida pode variar geograficamente e com tempo para espécies selecionadas e
informações locais sobre a resistência são desejáveis, particularmente no tratamento de infecções graves. Se
necessário o especialista deve ser avisado quando a prevalência local de resistência é tão grande que a utilidade
do agente em pelo menos alguns tipos de infecções é questionável.

A azitromicina demonstra resistência cruzada com isolados gram-positivos resistentes à eritromicina. Como
anteriormente discutido, algumas modificações ribossômicas determinam a resistência cruzada com outras
classes de antibióticos cujos locais de ligação ribossômica se sobrepõem à dos macrolídeos: a s lincosamidas
(Incluindo a clindamicina), e estreptogramina B (que incluem, por exemplo, o componente quinupristina de
quinupristina / dalfopristina). Foi observada a diminuição da susceptibilidade do macrolídeo ao longo do tempo,
em particular para Streptococcus pneumoniae e Staphylococcus aureus, e também foi observado em
estreptococos viridans e em Streptococcus agalactiae.

Os organismos que comumente são sensíveis à azitromicina incluem:

  • Bactérias aeróbicas e facultativas gram-positivas (isolados sensíveis à eritromicina): S. aureus, Streptococcus agalactiae*, S. pneumoniae* e Streptococcus pyogenes*, outros estreptococos β-hemolíticos (Grupos C,F, G), e estreptococos viridans. Isolados resistentes aos macrolídeos são encontrados com relativa frequência entre as bactérias aeróbicas e facultativas gram-positivas, em particular entre S. aureus resistente à meticilina (MRSA) e S. pneumoniae resistente à penicilina (PRSP);
  • Bactérias aeróbicas e facultativas gram-negativas: Bordetella pertussis, Campylobacter jejuni, Haemophilus ducreyi*, Haemophilus influenzae*, Haemophilus parainfluenzae*, Legionella pneumophila, Moraxella
    catarrhalis*, e Neisseria gonorrhoeae*. As Pseudomonas spp. e a maioria das Enterobacteriaceae são
    inerentemente resistentes à azitromicina, embora a azitromicina tenha sido utilizada para tratar infecções por Salmonella enterica;
  • Anaeróbios: Clostridium perfringens, Peptostreptococcus spp. e Prevotella bivia;
  • Outras espécies bacterianas: Borrelia burgdorferi, Chlamydia trachomatis, Chlamydophila pneumoniae*,
    Mycoplasma pneumoniae*, Treponema pallidum e Ureaplasma urealyticum;
  • Patógenos oportunistas associados com infecção pelo HIV: MAC*, e os microorganismos eucarióticos
    Pneumocystis jirovecii e Toxoplasma gondii.
    * A eficácia da azitromicina contra as espécies indicadas tem sido demonstrada em estudos clínicos.

Propriedades Farmacocinéticas

Absorção
Após a administração oral em humanos, a azitromicina é amplamente distribuída pelo corpo; a biodisponibilidade é de aproximadamente 37%. A azitromicina administrada sob a forma de cápsulas após uma
refeição substanciosa tem a biodisponibilidade reduzida no mínimo em 50%. O tempo necessário para alcançar
os picos de concentração plasmática é de 2 a 3 horas.

Distribuição
Em estudos animais, foram observadas altas concentrações de azitromicina nos fagócitos. Em modelos
experimentais, maiores concentrações de azitromicina são liberadas durante a fagocitose ativa do que pelos
fagócitos não estimulados. Em modelos animais, isto resulta em altas concentrações de a zitromicina sendo
liberadas para os locais de infecção.
Os estudos de farmacocinética em humanos demonstraram níveis acentuadamente maiores de azitromicina nos tecidos do que no plasma (até 50 vezes a concentração máxima observada no plasma), indicando que o fármaco se liga fortemente aos tecidos. A concentração nos tecidos-alvo, assim como pulmões, a mígdalas e próstata excede a CIM90 para a maioria dos patógenos após dose única de 500 mg.
Após administração oral de doses diárias de 600 mg de azitromicina a Cmáx foi de 0,33 µg/mL e 0,55 µg/mL
nos dias 1 e 22, respectivamente. O pico médio de concentração observado em leucócitos, no maior local de
disseminação da Mycobacterium avium-intracellulare, foi de 252 µg/mL (± 49%) e acima de 146 µg/mL (±33%) em 24 horas no estado de equilíbrio.

Eliminação
A meia-vida plasmática de eliminação terminal reflete bem a meia-vida de depleção tecidual de 2 a 4 dias.
Aproximadamente 12% da dose administrada intravenosamente é excretada na urina em até 3 dias como fármaco inalterado, sendo a maior parte nas primeiras 24 horas. A excreção biliar constitui a principal via de eliminação da azitromicina como fármaco inalterado após a administração oral. Concentrações muito altas de azitromicina inalterada foram encontradas na bile de seres humanos, juntamente com 10 metabólitos formados por N- e Odesmetilação, hidroxilação dos anéis de desosamina e aglicona e clivagem do conjugado de cladinose. A comparação das análises cromatográficas (HPLC) e microbiológicas nos tecidos sugere que os metabólitos não participam da atividade microbiológica da azitromicina.

Farmacocinética em Pacientes do Grupo de Risco

  • Idosos

Em voluntários idosos (> 65 anos) foi observado um leve aumento nos valores da área sob a curva (AUC) após um regime de 5 dias quando comparado ao de voluntários jovens (< 40 anos), portanto, este aumento não foi
considerado clinicamente significativo, sendo que neste caso o ajuste de dose não é recomendado.

  • Insuficiência Renal

A farmacocinética da azitromicina em indivíduos com insuficiência renal leve a moderada (taxa de filtração
glomerular 10 – 80 mL/min) não foi afetada quando administrada em dose única de 1 g de a zitromicina de
liberação imediata.

Diferenças estatisticamente significativas na AUC0-120 (8,8 µg.h/mL vs 11,7 µg.h/mL), C máx (1,0 µg/mL vs 1,6 µg/mL) e clearance renal (2,3 mL/min/kg vs 0,2 mL/min/kg) foram observadas entre o grupo com insuficiência renal grave (taxa de filtração glomerular < 10 mL/min) e o grupo com função renal normal.

  • Insuficiência Hepática

Em pacientes com insuficiência hepática de grau leve (classe A) a moderado (classe B), não há evidência de uma alteração acentuada na farmacocinética sérica da azitromicina quando comparada a pacientes com a função hepática normal. Nestes pacientes o clearance de azitromicina na urina parece estar aumentado, possivelm ente para compensar o clearance hepático reduzido.

Dados de Segurança Pré-Clínicos
Foi observada fosfolipidose, ou seja, acúmulo intracelular de fosfolípides, em vários tecidos (por ex.olhos, gânglios da raiz dorsal, fígado, bexiga, rins, baço e/ou pâncreas) de ratos, camundongos e cachorros após doses múltiplas de azitromicina.

A fosfolipidose foi observada em um grau similar nos tecidos de ratos e cachorros neonatos. Foi demonstrado que o efeito é reversível após descontinuação do tratamento com azitromicina.

A significância da descoberta para animais e humanos não é conhecida.

Outros medicamentos

Fabricantes

  • Cimed;
  • EMS;
  • Eurofarma;
  • Medley;
  • Merck;
  • Sandoz;
  • Teuto

Formas farmacêuticas

Fonte: Guia da Farmácia, com base nas informações extraídas das bulas dos medicamentos de referência Zitromax® –  versão para pacientes e versão para profissionais da saúde; e Zitromax IV – versão para pacientes e versão para profissionais da saúde.

O conteúdo desta bula foi extraído manualmente da bula original, sob supervisão técnica da farmacêutica responsável: Dra. Bruna Giannocaro Borges CRF/SP 95353. Consulte a bula original. Última atualização: 08 de Janeiro de 2021

Indique para um amigo ... Share on Facebook
Facebook
Tweet about this on Twitter
Twitter
Share on LinkedIn
Linkedin
Email this to someone
email
Print this page
Print