Instituto Butantan recebe sexto lote da vacina CoronaVac com mais 1,5 milhão de doses

Com a chegada do novo lote, o Butantan já recebeu 10,6 milhões de doses da Sinovac. A vacina ainda não tem autorização da Anvisa para uso

O estado de São Paulo recebeu nesta quarta-feira (30) mais 1,5 milhão de doses prontas da Coronavac, vacina contra o coronavírus produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. Essa é a sexta e última remessa do ano vinda da China.

Essa é a sexta e última remessa do ano vinda da China.

A carga veio em um voo comercial e chegou ao Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo.

Com a chegada do novo lote, o Instituto Butantan já recebeu 10,6 milhões de doses da Sinovac.

Todavia, a vacina ainda não tem autorização da Anvisa para uso e está na terceira fase de testes.

Instituto Butantan confirma a eficácia da Coronavac

Em 23 de dezembro, o governo de São Paulo anunciou que a CoronaVac é eficaz, mas, junto com o Butantan, adiou novamente a divulgação dos resultados da terceira fase de testes.

A comprovação da eficácia é necessária para que a vacina seja aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Eficácia

O valor não foi anunciado mas, de acordo com o secretário de Saúde do estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn, foi superior ao valor mínimo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 50%.

A taxa de eficácia é um conceito que se aplica a vacinas na fase 3 de estudos (última fase dos testes em humanos).

Ela representa, portanto, a proporção de redução de casos entre o grupo vacinado comparado com o grupo não vacinado.

Na prática, se uma vacina tem 90% de eficácia, isso significa dizer que 90% das pessoas que tomam a vacina ficam protegidas contra aquela doença.

Estudo da fase 3

Quais os dados completos do estudo da fase 3? Os dados não foram divulgados.

É, então, aguardado que os desenvolvedores submetam suas conclusões ao comitê de uma revista científica.

Além da revisão dos pares, a publicação deve, também, esclarecer detalhes como eficácia em diferentes faixas etárias, segurança (reações adversas) e, entre outros, quanto tempo após a segunda dose a imunidade é atingida.

No Brasil, a vacina foi testada em 16 centros de pesquisas, em sete estados e no Distrito Federal.

Treze mil voluntários brasileiros participaram dos testes.

Plataforma da vacina

A CoronaVac usa vírus inativados.

Dessa maneira, esta técnica utiliza vírus que foram expostos em laboratório a calor e produtos químicos para não serem capazes de se reproduzir.

Anvisa atualiza guia de uso emergencial de vacinas 

Fonte: G1

Foto: Shutterstock

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