Câmara dos deputados promove audiência sobre a situação da assistência farmacêutica no País

Alguns dos objetivos da audiência sobre a situação da assistência farmacêutica no País foi esclarecer dúvidas sobre o sistema público e sobre a regulamentação de medicamentos

Aconteceu hoje (29/08), na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF), a audiência sobre a situação da assistência farmacêutica no Brasil. O objetivo da audiência foi falar sobre a situação da assistência farmacêutica no País. Assim, promovendo o uso racional de medicamentos e dos recursos destinados à área, bem como esclarecer dúvidas sobre o sistema público de saúde.

Um dos temas abordados foi a atenção que deve ser dada à farmacovigilância. Através dela, é possível monitorar o uso das substâncias ao longo da vida do medicamento. “É fácil controlar as variáveis de um medicamento durante estudos clínicos. Porém, na vida real, onde o paciente usa suas medicações corriqueiras, segue sua alimentação e seu estilo de vida normais, temos que observar as variáveis do medicamento mais de perto. Afinal, será que o medicamento tem os mesmos efeitos colaterais e é eficaz da mesma forma que foi comprovado nos estudos clínicos?”, questiona o representante da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Gustavo Santos.

Todas essas questões também são levadas em conta durante a aprovação de um medicamento. “É comum ouvirmos reclamações sobre o tempo que a Anvisa leva para aprovar um produto. Porém, precisamos analisar diversos fatores como a estabilidade das substâncias durante o período de validade, se a produção é a mais adequada para esse medicamento, entre tantos outros questionamentos. Assim, conseguimos garantir a fiscalização constante e garantir que as Boas Práticas de Fabricação (BPF) estão sendo cumpridas”, complementa.

Além disso, Santos ressalta a importância de relatar qualquer evento adverso que o paciente tenha durante o uso do medicamento. “Isso nos auxilia a melhorar cada vez mais as bulas e as especificações sobre efeitos colaterais”.

Melhorias na saúde básica

Outro tema abordado foi a necessidade de melhorar a saúde básica. “Noventa por cento das internações poderiam ser evitadas, se o paciente recebesse um atendimento digno durante a primeira ida ao Sistema Único de Saúde (SUS). Devemos trabalhar na prevenção e no bom atendimento na saúde básica e no SUS”, afirma o representante do Conselho Federal de Farmácia (CFF), Dr. Francisco Batista Junior.

O orçamento destinado para a área da saúde este ano foi de R$ 122 bilhões. Até o momento apenas R$ 65 bilhões foram utilizados, de acordo com dados do Portal da Transparência.

Foto: Câmara dos Deputados
Fonte: Guia da farmácia

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