Casos de infarto aumentam mais de 30% durante pandemia

Estresse e medo excessivo são algumas das causas mais significativas para o aumento do infarto durante a pandemia do novo coronavírus

 De acordo com o Portal da Transparência, desenvolvido pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil) em parceria com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), os casos de infarto teve um aumento de 31% desde o início da pandemia mundial de coronavírus no Brasil.

De acordo com o relatório, existem duas causas primárias para tal índice: medo da pandemia e a falta de acompanhamento médico ao sentir os primeiros sintomas do problema.

O cardiologista, Gilmar Reis, diz que muitas pessoas deixaram de visitar o médico durante o período de quarentena.

“Foi possível perceber essa diminuição dos pacientes. O pânico no início da pandemia fez muitas pessoas abandonarem, até mesmo, tratamentos em andamento”, alerta o médico. 

Dessa forma, pessoas que já possuíam predisposição tiveram os sintomas agravados pelo estresse e medo do período.

Enquanto isso, outros hábitos também foram responsáveis por aumentar os riscos.

“A ansiedade por si só pode aumentar a necessidade de consumir alimentos perigosos para a saúde, com muita gordura e sal, por exemplo. Na quarentena também houve aumento do sedentarismo, fatores principais para o desenvolvimento de diversas doenças cardiovasculares”, afirma.

Como prevenir

O principal nesse momento, segundo Gilmar, é conscientizar as pessoas que a visita regular ao médico continua importante e oferece muito mais saúde do que risco.

Seguindo os protocolos estabelecidos de segurança no deslocamento, é possível continuar frequentando o médico para os exames e avaliação de rotina necessários”, explica.

O médico conclui: “Caso tenha qualquer alteração, será possível identificar o quanto antes. Enquanto isso, em qualquer sinal incomum como dor no peito, palpitação, dor de cabeça muito forte, o ideal é buscar o médico com prioridade”, cita.

Além disso, uma das maneiras de combater a doença é adotar hábitos mais saudáveis.

“Boa alimentação, evitar o uso excessivo de álcool, não fumar e praticar exercícios físicos são itens essenciais”, complementa Gilmar.

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Fonte: Gilmar Reis.

 Foto: Shutterstock

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