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Conheça cinco fatos sobre resistência bacteriana aos antibióticos

Medidas individuais e médicas são importantes para combater o problema

A resistência bacteriana aos antibióticos é um problema crescente, presente em todos os países e que vem sendo discutido mundialmente. Para 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) apontou o tema como a quinta ameaça à saúde global.

Atualmente, o problema atingiu repercussão global pois os novos mecanismos de resistência emergentes ameaçam a eficiência do tratamento de infecções comuns, resultando em estado enfermo prolongado, incapacidade e morte. Sem antibióticos eficazes a prevenção e tratamento de procedimentos médicos como transplante de órgãos, quimioterapia, manejo do diabetes e cirurgias mais complexas (cesarianas ou correção de fratura de fêmur) se tornam de alto risco.

No Brasil, de acordo com dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), cerca de 25% das infecções registradas são causadas por micro-organismos multirresistentes – aqueles que se tornam imunes à ação dos antibióticos. O surgimento de ‘superbactérias’ é um fenômeno associado a vários fatores, incluindo o uso indiscriminado deste tipo de medicamento. Acompanhe, a seguir, cinco fatos sobre a resistência bacteriana aos antibióticos:

1. O que é resistência bacteriana aos antibióticos?

A resistência bacteriana é um fenômeno de evolução natural, que ocorre quando as bactérias passam por mutações e tornam-se resistentes aos medicamentos usados para tratar as infecções. Como resultado, os tratamentos padrão tornam-se ineficazes, as infecções persistem e podem se espalhar para outras pessoas.
Em 2016, um relatório financiado pelo Ministério da Saúde da Inglaterra revelou que sem o devido controle da resistência, em 2050, as infecções bacterianas serão responsáveis por 10 milhões de mortes no mundo, anualmente, número maior que a estimativa de mortalidade por câncer para o mesmo ano, cerca de 8,2 milhões mortes ao ano.

2. O que causa a resistência bacteriana?

O uso de antibióticos, por mais apropriado e conservador que seja, contribui para o desenvolvimento da resistência, mas o uso desnecessário e excessivo torna-o pior. A administração correta de antibióticos eficazes somado a um programa abrangente de controle das infecções tem mostrado limitar a ocorrência e a transmissão de bactérias resistentes a antibióticos. No Brasil, algumas ações já foram tomadas para tentar enfrentar o problema: antibióticos só podem ser vendidos mediante receita médica especial, em duas vias, justamente para combater seu uso inadequado. Ao reter uma via da receita, a proposta é evitar a automedicação e o uso desnecessário de medicamento. Contudo, essas medidas, se isoladas, não são suficientes para evitar o desenvolvimento de bactérias multirresistentes.  Desde 2013, está em andamento no país o Projeto Antimicrobial Stewardship, da MSD, que ajuda as instituições a implantarem um sistema eficiente para lidar com infecções e uso consciente de antibióticos. Cada hospital tem um padrão específico de bactérias mais frequentes. Mapeando essa chamada microbiota, a instituição estabelece um protocolo de priorização de uso de antibióticos com ação específica para as bactérias locais, proporcionando uma escolha mais assertiva e direcionada do medicamento, minimizando o uso desnecessário ou excessivo.

3. Como a resistência aos antibióticos se espalha?

Bactérias, não seres humanos ou animais, tornam-se resistentes aos antibióticos. O uso indiscriminado dos antibióticos por instituições de saúde, pela população, em práticas agropecuárias e na agricultura é um fator que contribui para a disseminação da resistência aos antibióticos. Portanto, o uso adequado deve fazer parte da rotina dos produtores, da comunidade e dos profissionais de saúde e hospitais.

4. A qualidade dos medicamentos influencia no mecanismo de resistência?

Sim. Medicamentos de baixa qualidade podem causar uma concentração inadequada de antibiótico no sangue favorecendo o desenvolvimento de resistência pelas bactérias. Além disso em países onde o acesso da população aos antibióticos é ineficaz, faz com que os tratamentos sejam incompletos ou até mesmo a busca por alternativas não padronizadas, que também contribui para o surgimento das superbactérias.

5. Há novos antibióticos sendo desenvolvidos para contribuir na luta contra a resistência bacteriana?

Algumas companhias farmacêuticas estão enfrentando o desafio de desenvolver novos medicamentos eficazes no tratamento das bactérias multiresistentes. Um exemplo dessa movimentação é o investimento da MSD no desenvolvimento de novos medicamentos e vacinas para combater doenças infecciosas. Desde o ano passado, a empresa disponibiliza um antibiótico que une de forma inédita os princípios ativos ceftolozana e tazobactam e que tem como diferencial a tecnologia desenvolvida para driblar os mecanismos de resistência da bactéria mais comum e mais complexa de tratar no ambiente hospitalar, a Pseudomonas aeruginosa.

Fonte: Guia da Farmácia

Foto: Shutterstock

Antibióticos estão entre os medicamentos mais usados pelos brasileiros

 

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Guia da Farmácia

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