Com teste genético, startup indica qual medicamento é melhor tomar

A startup Proprium diz que com um teste genético a pessoa fica sabendo qual medicamento faz bem no seu corpo e qual é melhor evitar de tomar

A startup Proprium promete um teste genético onde pessoa fica sabendo qual medicamento deve ou não tomar.

A empresa desenvolveu um sistema que consegue medir como cada metabolismo reage a diversas substâncias.

Com isso, a prescrição médica de remédios pode se tornar muito mais precisa e individualizada para cada paciente.

O negócio foi criado pelos sócios Fernando Gabas, ex-diretor da Reebok Fitness, e Fabricio Pamplona, neurocientista e doutor em psicofarmacologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Eles se conheceram graças a uma pesquisa anterior de Pamplona, que investigava formas seguras para a prescrição do uso de canabinoides.

“Desenvolvi um teste genético para identificar quais pacientes têm riscos de desenvolver ansiedade e outros problemas comportamentais quando usam CBD e THC”, afirma o cientista.

Conhecimento

Gabas, que estava acompanhando o mercado de saúde preventiva após um membro de sua família adoecer, ficou fascinado com o trabalho feito pelo farmacologista.

E logo, então, eles começaram a desenvolver um projeto de negócio juntos.

O objetivo da dupla era usar a genética para aprimorar tratamentos médicos e ajudar pessoas a viver de forma mais saudável.

A empresa chega ao mercado agora, em 2020, com uma operação global ancorada por escritórios no Brasil, em Portugal e nos Estados Unidos.

Na primeira fase do negócio, na qual os sócios investiram € 200 mil, a startup oferece os testes genéticos para pessoas que quiserem descobrir como seu corpo reage a cerca de 100 fármacos mais utilizados na medicina.

O processo

Os pacientes compram o produto no site da empresa, recebem o kit em casa e precisam coletar a própria saliva.

Depois disso, a equipe da startup recolhe o material, e então envia para o laboratório na Europa.

Em cerca de 15 dias, o resultado completo da análise é enviado ao cliente. Os preços variam hoje de R$ 1.600 a R$ 2.600.

A segunda fase do negócio, que deve ir ao ar ainda em 2020, envolve a parte de nutrição a aptidão física.

Com base nas pré-disposições genéticas dos clientes, a Proprium planeja, também, vender suplementos que ajudem os clientes a evitar novas doenças.

O plano é montar o tratamento individualizado e enviar para cada um dos clientes em uma dose diária em sachês.

A partir de 2021, o plano da empresa é integrar suas soluções com outras tecnologias existentes no mercado, como o Apple Watch, por exemplo.

Dessa forma, um paciente teria todo seu histórico médico em uma plataforma e ainda poderia fazer chamadas com médicos em tempo real.

Os sócios também investem, assim, no desenvolvimento de uma inteligência artificial que consiga ajudar os médicos a interpretar, por exemplo, os resultados dos testes e a fazer  prescrições mais assertivas.

Objetivo

Para este ano, a meta da Proprium é que cerca de 5.000 testes sejam vendidos no Brasil.

Em relação aos médicos, a expectativa é que pelo menos 2.000 profissionais tenham contato com a plataforma da startup, consultando, dessa forma, resultados ou interagindo com pacientes.

Foto: Shutterstock

Fonte: Exame

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