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Combate à Covid-19 precisa mais do que vacinas, diz CEO da Novartis

No combate a Covid-19, a Novartis acredita que alguns dos maiores avanços contra a pandemia até agora foram observados nas terapias

No combate a Covid-19 a Novartis acredito que as vacinas por si só não serão suficientes para combater a Covid-19, disse o diretor-presidente da Novartis, Vas Narasimhan.

De acordo com ele, os tratamentos também desempenham um papel crucial.

É provável que suprimentos significativos de vacinas altamente eficazes não estejam, todavia, disponíveis até o fim do próximo ano, de acordo com Narasimhan.

O executivo liderou o desenvolvimento da antiga unidade de vacinas da Novartis antes de ser vendida para a GlaxoSmithKline há cinco anos.

Mesmo quando essa vacina estiver no mercado, disse o executivo, provavelmente não protegerá a todos, como é o caso da gripe sazonal, por exemplo.

Pesquisadores também precisarão de tempo para observar, por exemplo, se as vacinas funcionam de forma diferente para jovens e idosos, explicou.

“No mínimo, as terapêuticas serão uma ponte para essas vacinas de alto volume e alta eficácia”, disse Narasimhan em entrevista.

“Provavelmente, mesmo além do ponto de vacinas serem amplamente implantadas, precisaremos de terapêuticas para aqueles pacientes que ainda adoecem com o vírus.”

Alguns dos maiores avanços contra a pandemia até agora foram observados nas terapias.

Como por exemplo, o uso de medicamentos como esteroides para ajudar a prevenir sérios danos aos pulmões.

Já em relação às vacinas, os resultados ainda são incertos.

Os primeiros dados das principais candidatas devem, então, ser divulgados neste quarto trimestre.

A Pfizer prevê resultados já em outubro.

A Novartis espera dados até o final de outubro ou início de novembro de um amplo estudo sobre se seu medicamento antiinflamatório canaquinumabe pode ajudar pacientes com casos graves de Covid-19, disse Narasimhan.

Parceria

Em parceria com a Incyte, a empresa também estuda um medicamento para o câncer de sangue e medula óssea.

É o chamado ruxolitinibe, em pacientes de Covid-19 cujos sistemas imunológicos entraram em colapso e começaram, dessa forma, a atacar o próprio organismo.

Ao todo, pesquisadores realizam cerca de 35 ensaios com pacientes Covid-19 usando 20 medicamentos diferentes no atual portfólio da Novartis.

Na última, quarta-feira, a empresa suíça e outras 15 farmacêuticas divulgaram, nesse sentindo, um comunicado conjunto com a Fundação Bill & Melinda Gates com a promessa, entre outras coisas, de apoiar a distribuição justa de vacinas e terapias no mundo todo.

Os fornecedores decidirão, então, se usarão doações, suprimentos sem fins lucrativos ou preços diferenciados.

Eles também pediram que sejam eliminadas “considerações políticas injustificadas” do processo de aprovação de medicamentos, vacinas e testes.

Foto: Divulgação

Fonte: Money Times

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