Como a crise impulsionou o segmento de saúde e beleza no e-commerce

Dentro das condições atuais, este foi um dos segmentos de mercado que mais se destacou devido ao comportamento do consumidor

Os efeitos gerados pela crise do novo coronavírus continuam impactando o mundo todo de diferentes formas. Essa afirmação se torna ainda mais evidente quando analisamos o mercado de e-commerce na pandemia.

Marcas que comercializavam seus produtos e serviços por meio de lojas físicas tiveram que se adaptar para evitar a queda dos resultados.

Em paralelo, as compras online tornaram- se cada vez mais frequentes.

Isso aconteceu porque as vendas por meio do e-commerce na pandemia foram comprovadamente mais seguras do que as realizadas de maneira tradicional.

Dentro das condições atuais, o setor de saúde e beleza foi um dos segmentos de mercado que mais se destacou, alcançando números expressivos.

Esse resultado mostra como o cenário do momento permanece influenciando o comportamento do consumidor.

O comportamento do consumidor em tempos de isolamento social

Diversos setores do mercado foram impactados pelo isolamento social.

Por isso, foram necessárias algumas adaptações na maneira como consumimos e as compras online se tornaram uma prática ainda mais comum entre milhões de brasileiros.

Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABCOMM) aponta que, entre os dias 23/03 e 31/05 de 2020 (início da pandemia), foram abertas 107 mil novas empresas voltadas para o e-commerce na pandemia.

Em outras palavras, estamos falando do que seria o equivalente a uma nova loja virtual por minuto durante o período estudado.

Esse aumento de demanda se mostrou ainda mais acentuado para os setores de saúde e beleza.

Tal cenário se mostra ainda mais impressionante se levarmos em conta que os mesmos setores já apresentavam números em franco crescimento antes mesmo da pandemia.

Já um relatório elaborado pela Webshoppers, por exemplo, mostra que esse segmento foi responsável por 18% dos pedidos online realizados em 2019.

E-commerce na pandemia: impacto inicial

Antes de tudo, é necessário voltar para o primeiro trimestre de 2020 para analisar algumas estatísticas.

A saber, os dados foram extraídos de uma pesquisa realizada pela Compre & Confie.

O estudo compara o aumento proporcional de compras online realizadas durante o período de fevereiro/março nos anos de 2019 e 2020.

Essa pesquisa mostra que, no início da pandemia, o setor de saúde e beleza recebeu a maior variação positiva em relação aos outros setores, atingindo um crescimento de 111% em faturamento.

Essa informação se torna ainda mais surpreendente quando comparamos os resultados apresentados em outras áreas do e-commerce na pandemia.

Confira o dados detalhados sobre essa pesquisa:

  • Setor da saúde: aumento de 111% ↗;
  • Setor de beleza e perfumaria: aumento de 83% ↗;
  • Setor de câmeras, filmadoras e drones: queda de 62% ↘;
  • Setor de livros, DVDs e Blu-ray: queda de 48% ↘;
  • Setor de games: queda de 37% ↘;
  • Setor de eletrônicos: queda 29% ↘.

Esses números comprovam como os nichos relacionados a itens de saúde e beleza andaram na contramão da maioria do mercado durante esse período.

Tal resultado pode ser explicado por meio de outras estatísticas, como, por exemplo, a que apresenta um crescimento superior a 4700% para vendas de álcool em gel por meio de e-commerce na pandemia.

Outros produtos como luvas, termômetros, máscaras e sabonetes também tiveram resultados surpreendentes, atingindo um aumento de até 375%.

Cenário recente sobre o e-commerce na pandemia

Neste tópico, veremos alguns dados mais recentes para entendermos o impacto do segmento de saúde e beleza durante todo o ano de 2020 e início de 2021.

Como base, foram utilizadas as informações de uma pesquisa realizada pela agência Conversion, que considerou os números referentes a 15 setores diferentes do e-commerce na pandemia.

Entre as 15 lojas mais bem posicionadas na pesquisa, estão 3 e-commerces do setor de saúde.

Confira as estatísticas relacionadas ao crescimento e ao YoY dessas lojas:

  • Drogaria Minas Brasil | Crescimento de 227,40%, com YoY de 169,97% (Mar 2021 X Mar 2020);
  • Drogasil | Crescimento de 268,74%, com YoY de 173,34% (Mar 2021 X Mar 2020);
  • DrogaRaia | Crescimento de 373,76%, com YoY de 261,16% (Mar 2021 X Mar 2020).

Levando em conta o mesmo período, o segmento de Farmácia & Saúde, de maneira geral, apresentou um crescimento de 65,22% em vendas por meio do e-commerce na pandemia.

Ficando, então, na quarta posição entre o top 5.

A Conversion também ressalta que, dos 11 websites do setor que foram contemplados pela pesquisa, 8 apresentaram aumento no YoY.

Além do mais, a categoria somou 564,58 milhões de acessos entre março de 2020 e março de 2021.

Como o mercado reagiu a esses números?

Tamanho crescimento do e-commerce na pandemia mexeu de maneira direta com os marketplaces, que começaram investir no segmento de maneira intensa.

A Amazon, por exemplo, lançou o Amazon Pharmacy, seção do site (disponível apenas nos Estados Unidos) onde os clientes têm a oportunidade de comprar diversos tipos de medicamentos.

Essa repercussão tende a permanecer constante durante os próximos tempos.

Afinal, o uso do e-commerce na pandemia se mostrou uma alternativa viável, segura e prática para a venda de remédios e itens relacionados ao setor de saúde e beleza.

O que esperar para o futuro do e-commerce de saúde?

O nicho que contempla a venda de produtos de saúde e beleza se apresenta como um dos mais promissores para quem deseja investir em um e-commerce na pandemia.

Essa perspectiva ganha ainda mais força se levarmos em conta as mudanças presentes no comportamento do consumidor, que tende a continuar valorizando itens relacionados à medicina e higiene.

Venda de produtos de higiene cresce 13% durante a pandemia na América Latina 

Fonte: E-commerce Brasil

Foto: Shutterstock

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